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Ele foi referência de competência, profissionalismo e lealdade. Respeitado pela imprensa e por todas as torcidas, Brandão foi um verdadeiro “mártir alvinegro”, conquistando títulos regados por histórias de sabedoria, lendas e pura magia.

Oswaldo Brandão nasceu em Taquara (RS), no dia 18 de setembro de 1916. Como jogador, o regular zagueiro Brandão marcou época no S.C Internacional que praticamente antecedeu a famosa equipe do “rolo compressor” e também no Palmeiras dos anos quarenta.

Crédito: revista Placar - 19 de setembro de 1980.

Crédito: revista Placar – 19 de setembro de 1980.

Mas foi como treinador que seu nome tornou-se uma verdadeira legenda dentro do mundo do futebol. Para Brandão, futebol era coisa muito séria e ao mesmo tempo uma coisa muito simples, desde que tudo fosse a sua maneira.

O “velho mestre” não costumava usar alguns jargões que hoje são ouvidos com freqüência; como projeto, treinabilidade e jogabilidade, ou ainda overlapping e ponto futuro, do saudoso estudioso do futebol e técnico da Copa de 1978, Cláudio Coutinho.

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Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Disciplinador e vencedor por onde passou, principalmente conquistando títulos importantes no “trio de ferro” paulista, o gaúcho era um “linha dura” e ao mesmo tempo um grande “pai”.

Além dos grandes times do “trio de ferro” paulistano, Brandão também trabalhou nas equipes da Portuguesa de Desportos, Linense e Portuguesa Santista.

Fortíssimo e inesquecível Internacional em 1941. Era o início do Rolo Compressor. Em pé: Pedrinho, Rubens, Alfeu Cachapuz Batista, Oswaldo Brandão (famoso treinador), Borges e Assis. Agachados: Tesourinha, Salvador, Vilalba, Castilhos e Carlitos.

Fortíssimo e inesquecível Internacional em 1941. Era o início do Rolo Compressor. Em pé: Pedrinho, Rubens, Alfeu Cachapuz Batista, Oswaldo Brandão (famoso treinador), Borges e Assis. Agachados: Tesourinha, Salvador, Vilalba, Castilhos e Carlitos.

Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Curiosamente, em um raro momento fora do mundo do futebol, chegou a trabalhar em um cinema. Retrato de uma época em que os salários do “mundo da bola” não eram milionários como são atualmente.

Como treinador do Palmeiras Brandão assumiu primeira vez em 1945, sucedendo seu ex-treinador, Armando Del Debbio. Em sua primeira passagem pelo alviverde permaneceu por pouco tempo, mas com bons números: disputou 19 jogos, venceu 13, empatou 5 e perdeu apenas 1.

Nas passagens seguintes conquistou os campeonatos brasileiros de 1972 e 1973, os títulos paulistas de 1947, 1959, 1972 e 1974, além da Taça Brasil e do Troféu Ramón de Carranza.

Crédito: esportes.r7.com.

Crédito: esportes.r7.com.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Já pelo tricolor do Morumbi, Brandão trabalhou nos anos sessenta e setetna. Em 1971, foi campeão paulista justamente em um encontro contra o Palmeiras, que prontamente reassumiu no ano seguinte.

Pelo Corinthians trabalhou nas décadas de 50, 60 e 70. Venceu o Torneio Rio São Paulo em duas oportunidades, 1954 e 1966, além dos lendários títulos paulistas de 1954 e 1977.

Crédito: revista Veja.

Crédito: revista Veja.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Trabalhando fora do Brasil, Brandão conquistou o título Argentino de 1967 pelo Independiente. Depois, pelo Penãrol, conquistou a super copa da Libertadores em 1969.

Brandão comandou a Seleção Brasileira em duas oportunidades. A primeira nos anos cinquenta e a outra nos anos setenta, quando antecedeu Cláudio Coutinho, o nosso técnico na Copa da Argentina em 1978. Ainda pela seleção, conquistou o bicentenário dos E.U.A em 1976.

Anos 50: Roberto Belangero, Oswaldo Brandão e Didi. Crédito: revista Manchete Esportiva N 74 - abril de 1957.

Anos 50: Roberto Belangero, Oswaldo Brandão e Didi. Crédito: revista Manchete Esportiva N 74 – abril de 1957.

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Seu título mais representativo e mágico foi o campeonato paulista de 1977. Quando recebeu o convite do presidente Vicente Matheus para dirigir a equipe não se fez de rogado e assumiu a enorme missão de tirar o alvinegro da fila.

Afinal, havia sido ele o técnico na última e já muito distante conquista paulista do Corinthians. Assim, 23 anos depois, encontrava pela frente o maior de todos os desafios de sua impressionante carreira.

O goleiro Gylmar dos Santos Neves e Brandão durante treinamento no Estádio do Pacaembu. Crédito: site do Milton Neves.

O goleiro Gylmar dos Santos Neves e Brandão durante treinamento no Estádio do Pacaembu. Crédito: site do Milton Neves.

Matheus e Brandão em 1977.

Matheus e Brandão em 1977.

De convicção Kardecista, na manhã da partida final do campeonato paulista contra a Ponte Preta, Brandão foi ao quarto do meia Basílio e disse que ele faria o gol do título. E em suas mãos o time do Corinthians foi pura superação.

Mesmo com o filho Márcio apresentando um quadro de saúde bastante delicado, manteve a postura profissional e liderou pelo exemplo na eterna conquista da libertação alvinegra.

Brandão faleceu no dia 29 de julho de 1989 em São Paulo (SP).

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Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista O Cruzeiro, revista Esporte Ilustrado, revista Manchete Esportiva, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista Veja, gazetaesportiva.net, palmeiras.com.br, esporte.uol.com.br, palestrinos.com.br, site do Milton Neves, albumefigurinhas.no.comunidades.net, Jornal O Estado de São Paulo, Jornal Popular da Tarde, Jornal A Tribuna (Santos/SP).

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