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Vaguinho manteve um lugar praticamente cativo em várias formações do Corinthians ao longo dos anos 70.

Wagno de Freitas, o Vaguinho, nasceu na cidade de Sete Lagoas (MG), em 11 de fevereiro de 1950.

Vaguinho começou sua carreira nas categorias amadoras do Democrata Futebol Clube de Sete Lagoas, até despertar o forte interesse do Clube Atlético Mineiro.

Rápido e com habilidade para finalizar ao gol, Vaguinho sempre foi uma preocupação constante para qualquer sistema defensivo.

Vaguinho apareceu no Atlético como um grande talento. Crédito: revista Grandes Clubes Brasileiros.

Vaguinho recebe o troféu da Bola de Prata da revista Placar das mãos de Zanata do Flamengo. Crédito: revista Placar.

Forte fisicamente, o ponteiro tinha uma arrancada difícil de se alcançada. Quando partia com a bola dominada, Vaguinho deixava seus marcadores para trás com muita facilidade.

No Atlético Mineiro ganhou fama rapidamente, inclusive fazendo parte do grupo de 40 jogadores com chances concretas de embarcar para a Copa do Mundo de 1970.

Mas foi deixado de lado pelo técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, que fundamentado no parecer da comissão técnica levou ao México um terceiro goleiro. O escolhido foi Emerson Leão do Palmeiras.

Campeão da Taça Belo Horizonte e do campeonato mineiro de 1970, além da premiação na “Bola de Prata” da revista Placar, em sua primeira edição, Vaguinho continuou lembrado na Seleção Brasileira que venceu a Copa Roca de 1971.

Foi então que rompeu o insistente e quase irresistível assédio do Corinthians. O Atlético Mineiro pedia alto pelo passe do jogador e o negócio quase não se concretizou.

A Seleção Brasileira na Copa Roca. Partindo da esquerda; Dirceu Lopes, Paulo Cesar e Vaguinho. Crédito: revista Placar – 6 de agosto de 1971.

Crédito: revista Placar – 10 de setembro de 1971.

Curiosamente naquela época, o Corinthians adorava contratar ponteiros direitos consagrados.

Já tinha sido assim com Paulo Borges e depois com Buião, também do Atlético Mineiro, sem esquecer do astro Garrincha, contratado em 1966.

Finalmente, no segundo semestre de 1971, Vaguinho chegou ao Parque São Jorge por consideráveis 450.000 cruzeiros.

Logo em suas primeiras partidas pelo Corinthians, Vaguinho enfrentou um drama pessoal que quase liquidou com sua carreira. Foi contra o São Paulo, no Morumbi.

Após uma dividida com Gerson, o “Canhotinha de Ouro”, o ponta direita fraturou a perna esquerda. O lance foi tão casual que o jogo continuou normalmente, até perceberem que Vaguinho não conseguia mais levantar do chão.

Crédito: revista do Corinthians – Edição comemorativa do título de 1977.

Depois da partida acusaram Gerson de carniceiro, o que foi prontamente rebatido pelo próprio Vaguinho, que ainda no gramado inocentou o meio campista do tricolor.

Afastado do elenco durante vários meses, Vaguinho voltou aos gramados na temporada de 1972 e nunca mais saiu do time. Conquistou seu primeiro título em março de 1973, no Torneio Laudo Natel.

Vaguinho também viveu o período tumultuado pela ausência de títulos paulistas. Mesmo assim, ao contrário de inúmeros jogadores que deixaram o clube pela pressão, Vaguinho continuou no Corinthians.

Sempre muito respeitado pela Fiel Torcida, Vaguinho sempre colocou muito esforço em campo.

Crédito: revista Placar – 5 de novembro de 1971.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Entre os altos e baixos, Vaguinho participou da sofrida derrota na final do campeonato paulista de 1974 para o Palmeiras. Por outro lado, esteve presente na grande campanha do vice-campeonato brasileiro de 1976.

Na segunda partida das finais do campeonato paulista  de 1977, contra a Ponte Preta, Vaguinho não foi escalado entre os titulares. Aborrecido, o ponteiro recebeu a camisa número 15 das mãos do técnico Brandão.

Era preciso anular os laterais da Ponte Preta, Jair e Odirlei. Então, Basílio foi deslocado para fazer uma função de “falso ponta”.

Em seu íntimo, Vaguinho sabia que provavelmente não estaria na foto oficial de campeão, caso o Corinthians fosse o vencedor daquele confronto.

Vaguinho comemora a abertura do placar contra a Ponte Preta. Segunda partida das finais do campeonato paulista de 1977. Crédito: blogs.estadao.com.br.

Então, o destino tratou de recompensar os anos de luta dentro do Corinthians. Ainda no primeiro tempo, Vaguinho precisou substituir o mineiro Palhinha, que sentiu o agravamento de uma contusão.

Em sua primeira participação venceu o goleiro Carlos com um toque por cobertura. Com o gol, Vaguinho esteve muito perto de ser eternizado, não fosse a virada do time campineiro por 2×1.

Na terceira e decisiva partida, o ponteiro direito entrou jogando e novamente ficou perto de ser o autor do gol do título.

Vaguinho acertou o travessão do goleiro Carlos, antes da tentativa de cabeça de Wladimir e do chute certeiro de Basílio.

Vaguinho é marcado pelo lateral esquerdo Odirlei da Ponte Preta. Crédito: revista Placar.

Em partida contra o Palmeiras, Geraldão e Sócrates assistem Vaguinho driblar o goleiro Gilmar e rolar o couro para dentro das redes. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva.

Em 1979 Vaguinho foi novamente campeão paulista contra a mesma Ponte Preta, embora durante o campeonato tenha dividido seu espaço com o ponta direita Piter, contratado junto ao Goiás.

Seu histórico pelo Corinthians registra um total de 548 participações e 108 gols marcados. Os números fazem parte do Almanaque do Corinthians, do autor Celso Dario Unzelte.

Em março de 1981 o ponta direita decidiu voltar para Belo Horizonte e foi defender novamente o Atlético Mineiro, onde foi campeão estadual.

Logo em seguida passou mais uma temporada pelo futebol paulista jogando pelo Santo André em 1982, ano em que encerrou sua carreira como jogador profissional.

Crédito: revista Placar – 20 de fevereiro de 1981.

Crédito: revista Placar.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por José Maria de Aquino, João Areosa e João Carlos Rodriguez), revista Manchete Esportiva, revista Grandes Clubes Brasileiros, revista do Corinthians, Jornal A Gazeta Esportiva, gazetaesportiva.net, esporte.uol.com.br, folha.uol.com.br, blogs.estadao.com.br, site do Milton Neves, Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte, Livro: Timão 100 Anos – Celso Dario Unzelte – Ed. Gutenberg, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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