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Durante onze anos ele representou muita segurança na baliza do Tricolor do Morumbi. Ágil, elástico, competente, pegador de pênaltis e, principalmente, um catimbeiro por excelência.

Waldir Peres Arruda nasceu na cidade de Garça (SP), no dia 2 de janeiro de 1951. Começou sua carreira no Garça Futebol Clube em 1968.

Com grandes atuações, seu futebol logo despertou o interesse de várias equipes de ponta do interior paulista.

Sua contratação pela Associação Atlética Ponte Preta aconteceu depois de uma partida amistosa entre Ferroviária e Garça, disputada no estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara.

O Garça vencia os donos da casa pela contagem mínima e apesar dos esforços da linha ofensiva do time grená, a bola sempre parava nas mãos do goleiro do Garça, que fechava o gol com defesas incríveis.

Crédito: gazetaesportiva.net.

Pôster da Ponte Preta em 1973. Em pé: Waldir Peres, Galli, Araújo, Chicão, Marinho e Geraldo. Agachados: Paulinho, Pedro Paulo, Adílton, Serginho e Tuta.

O conhecido olheiro “ponte pretano” Ilzo Nery, que assistia ao jogo, ficou impressionado com o que viu e não teve mais dúvidas.

Pouco tempo depois, no mês de junho de 1970, Waldir Peres assinou seu primeiro contrato com a “Macaca” campineira.

Aproveitado inicialmente no quadro de Aspirantes, Waldir chegou com méritos ao time principal comandado pelo técnico Cilinho.

Depois da saída de Wilson Quiqueto para o Santos, Waldir imperou absoluto na meta da Ponte. Continuou em Campinas até 1973, ano em que foi negociado com o São Paulo Futebol Clube.

No São Paulo, o dono da posição era Sérgio Valentim. Waldir Peres foi lançado aos poucos pelo técnico José Poy, até ser efetivado como titular.

Crédito: placar.abril.com.br.

Competência e sorte nem sempre ajudavam para defender pênaltis. Mas Waldir sempre contava com tudo isso nas partidas decisivas. Crédito: revista Placar.

Em 1974 Waldir foi convocado de surpresa para disputar sua primeira Copa do Mundo. Em razão da contusão do goleiro Wendell, Waldir partiu rapidamente para a concentração da Floresta Negra, na Alemanha. 

O ano de 1975 também foi especial. Vencedor do prêmio “Bola de Prata” da revista Placar, Waldir Peres faturou também a “Bola de Ouro” e voltou ao escrete canarinho na Copa América.

Ainda em 1975, Waldir Peres foi determinante na conquista do título paulista da temporada. Nas finais, São Paulo e Portuguesa de Desportos disputaram o “caneco” em duas partidas realizadas no Morumbi.

Com uma vitória para cada lado e um empate na prorrogação, Waldir Peres usou de muita catimba nas penalidades e defendeu duas cobranças (Dicá e Tatá), garantindo assim seu primeiro título estadual.

Além de Andrada, Raul Plassmann e Leão, Waldir também arriscou na variação de cores. Crédito: robertoblogdo.blogspot.com.br.

Novamente em 1977, Waldir usou de sua malícia nas cobranças de pênaltis e desestabilizou os nervos dos jogadores do Atlético Mineiro em pleno estádio do Mineirão. Foi o herói do primeiro título brasileiro do São Paulo.

Em 1978 Waldir Peres foi convocado para disputar sua segunda Copa do Mundo, na Argentina, embora novamente não tenha entrado em campo durante a disputa.

Depois da conquista do bicampeonato paulista 1980/81 e do vice-campeonato brasileiro de 1981, Waldir Peres continuou sua trajetória na Seleção Brasileira, na época comandada de forma permanente por Telê Santana.

Mais experiente e com sua calvície em franca evolução, novamente os pênaltis apareceram em sua vida. Foi durante um amistoso da Seleção Brasileira no mês de maio de 1981, contra a Alemanha, em Stuttgart.

Waldir defende pênalti na final do paulistão de 1975. Crédito: revista Placar.

Em 1975 o “catimbeiro” Waldir é advertido por Dulcídio Wanderley Boschilia na disputa de penalidades contra a Portuguesa de Desportos. Crédito: revista Veja.

Waldir Peres defendeu o penal chutado por Paul Breitner (que nunca tinha desperdiçado nenhum em toda sua carreira). O árbitro mandou voltar e novamente Waldir defendeu, o que garantiu o triunfo canarinho por 2×1.

Na Copa do Mundo da Espanha em 1982, Telê Santana não convocou Leão e optou pela manutenção de Waldir Peres.

O primeiro susto na Copa aconteceu em um chute longo do atacante soviético Ball, que pegou Waldir de surpresa e abriu o marcador. Na segunda etapa, com gols de Sócrates e Éder, o Brasil virou o jogo e largou bem na competição.

Mas tudo terminou na tarde de 5 de julho de 1982, no estádio Sarriá diante dos italianos. Por três vezes, o atacante Paulo Rossi balançou nossas malhas (3×2) e acabou com o sonho do tetracampeonato.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista Placar – 30 de outubro de 1981.

Jogando pelo escrete, o goleiro disputou ao todo 30 compromissos. Foram 25 vitórias, 4 empates, 1 derrota e 20 gols sofridos.

Conquistou os títulos da Copa Rio Branco, da Copa Roca e da Taça do Atlântico. Os números foram publicados pelo livro “Seleção Brasileira 90 anos”, de autoria de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Vice-campeão paulista de 1982/83, Waldir Peres permaneceu no São Paulo até o ano de 1984, quando foi negociado com o América do Rio de Janeiro.

Pelo São Paulo foram 611 partidas com 296 vitórias, 193 empates e 122 derrotas. Os números foram publicados pelo Almanaque do São Paulo, de autoria de Alexandre da Costa.

Paolo Rossi marca de cabeça o primeiro gol italiano contra o Brasil em 1982. Crédito: revista Manchete Esportiva.

Waldir Peres no Corinthians. Crédito: revista Placar.

Depois da curta passagem pelo futebol carioca, o goleiro voltou para Campinas e assinou com o Guarani Futebol Clube, equipe que defendeu até 1986.

No início de 1987 Waldir Peres chegou ao Parque São Jorge. Depois de uma campanha desastrosa no primeiro turno do campeonato paulista, o Corinthians conquistou o segundo turno e chegou ao vice-campeonato paulista diante do São Paulo.

Jogando pelo Corinthians, Waldir Peres atuou em 75 partidas e sofreu 65 gols. Os números foram publicados pelo Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

Em 1988 deixou o Corinthians e teve passagens pelo Santa Cruz e pela Portuguesa de Desportos. Encerrou sua carreira em 1989, na mesma Ponte Preta que o projetou.

Depois, como treinador, trabalhou em várias equipes do futebol brasileiro. Waldir Peres faleceu vitimado por um infarto no domingo de 23 de julho de 2017.

Crédito: revista Placar.

A passagem pela Portuguesa de Desportos. Crédito: revista Placar – 4 de março de 1988.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Maria Helena Araújo, Mário Sérgio Della Rina e Emanuel Mattos), revista Manchete Esportiva, revista Veja, placar.abril.com.br, gazetaesportiva.net, robertoblogdo.blogspot.com.br, site do Milton Neves, esportes.r7.com, futebolinterior.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net, Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa, Livro: Seleção Brasileira 90 anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

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