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O futebol sempre produziu suas figuras carismáticas. Jogadores que sempre deixam saudades nos clubes por onde passaram e também nos torcedores de outras agremiações.

Filho de Guilherme Ferreira da Silva e Pedra Teodora da Silva, Gilberto Ferreira da Silva, o famoso “Gilberto Sorriso”, nasceu na cidade de São Paulo (SP), em 18 de setembro de 1951.

Conhecido como “Bocage” por seu costumeiro bom humor, Gilberto marcou época como lateral esquerdo da dupla “San-São” – São Paulo e Santos.

Na mocidade, o rapazola Gilberto jogava pelo Cruzeirinho do bairro do Jabaquara, época em que tomou coragem e foi tentar ser aprovado nas peneiras do Corinthians.

Mas o técnico Rato não percebeu qualidades suficientes em Gilberto, que sem desanimar acabou batendo nas portas do tricolor do Morumbi em 1968.

Crédito: revista Grandes Clubes Brasileiros.

Foto de Lemyr Martins. Crédito: revista Placar – 2 de julho de 1971.

Aprovado nas seletivas do São Paulo Futebol Clube, Gilberto passou por várias categorias até chegar ao quadro de Aspirantes. Jogava inicialmente como lateral direito, posição que manteve por um bom tempo.

Faturou o título paulista de juniores em 1969 e o campeonato brasileiro de seleções em 1970, o que representou bastante prestígio e um lugar para treinar no elenco principal. 

Deslocado para a lateral esquerda pelo olhar clínico do técnico José Poy, a mudança do corredor direito para o esquerdo deu certo; tanto que o técnico Zezé Moreira fez questão de contar com sua participação como titular.

Mais tarde, Gilberto aprimorou os fundamentos de sua perna esquerda quando Oswaldo Brandão passou pelo Morumbi.

Gilberto foi bicampeão paulista de 1970 e 1971; além da importante campanha no campeonato brasileiro de 1971, quando o tricolor chegou ao vice-campeonato ao disputar o triangular decisivo contra o Atlético Mineiro e o Botafogo.

Álbum de figurinhas Bola de Prata 1971.
Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar – Série As Maiores Torcidas do Brasil.

Vice-campeão paulista de 1972 e vice-campeão brasileiro de 1973, Gilberto fez parte do elenco vice-campeão da Taça Libertadores da América em 1974. Foram 3 confrontos emocionantes contra o Independiente da Argentina:

– 12 de outubro de 1974 – São Paulo 2×1 Independiente (ARG); 16 de outubro de 1974 – São Paulo 0x2 Independiente (ARG) e 19 de outubro de 1974 – São Paulo 0x1 Independiente (ARG).

Depois de 73 partidas consecutivas pelo São Paulo, Gilberto esteve bem próximo de disputar o mundial da Alemanha em 1974. Contudo, o técnico Mário Jorge Lobo Zagallo optou pelos cariocas Marco Antônio e Marinho Chagas.

Em 1975 superou a escrita dos “vices” e conquistou novamente o título paulista, em uma final decidida nos pênaltis contra a Portuguesa de Desportos.

Pouco depois da chegada do técnico Rubens Minelli em 1977, Gilberto e Nelsinho Baptista receberam uma proposta do Santos Futebol Clube.

São Paulo e Cruzeiro no Morumbi. Gilberto, camisa 4, em disputa de bola com Jairzinho. Crédito: revista Placar.

Em “Choque-Rei” disputado no Pacaembu, Gilberto chega antes de César Lemos e afasta o perigo. Crédito: revista Placar – Série Grandes Reportagens.

No Santos, Gilberto foi um componente importante no amadurecimento dos “Meninos da Vila”, a jovem formação que faturou o título paulista de 1978, justamente diante do São Paulo.

Contudo, Chico Formiga deixou o clube e o treinador Ílton Chaves achou que Gilberto sorria demais. Foi emprestado ao Goiás e em seguida ao Noroeste de Bauru, um período que representou muito sofrimento.

Gilberto rompeu o Tendão de Aquiles e foi parar no Departamento Médico por 2 meses. Acusado de fazer “corpo-mole”, seu contrato foi suspenso e os médicos do INSS não acreditavam em seu retorno aos gramados.

Com dificuldades financeiras, Gilberto temia vender o patrimônio que tanto lutou para conseguir. Seu retorno ao Santos foi encarado com pessimismo pelo técnico Daltro Menezes.

Mas o valente Gilberto voltou em grande estilo na virada por 3×2 sobre o Palmeiras, em novembro de 1981.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Craques do Santos em 1978. Partindo da esquerda; Gilberto, Aílton Lira, Pita, João Paulo e Nilton Batata. Crédito: gazetaesportiva.net.

Em 1983, o futebol de Gilberto foi determinante na grande campanha no campeonato brasileiro. Nas finais contra o Flamengo, apesar da vitória por 2×1 na primeira partida no Morumbi, o time da Vila Belmiro foi derrotado no Maracanã por 3×0 e ficou com o vice-campeonato.

Em 1984 conquistou o seu quinto título paulista, o segundo pelo Santos. No ano seguinte teve uma rápida passagem por empréstimo junto ao Esporte Clube Santo André.

Permaneceu nas fileiras do Santos até agosto de 1986, quando aceitou uma proposta da Associação Atlética Portuguesa Santista, clube que defendeu até o encerramento da carreira no início de 1990.

Após uma curta passagem como treinador, Gilberto voltou ao São Paulo para trabalhar nas categorias amadoras. Também desenvolveu atividades com escolinhas de futebol.

Gilberto tem em seu currículo um Curso Superior de Educação Física e também uma Pós-Graduação em Administração Esportiva.

Gilberto foi campeão paulista de 1984. Crédito: kigol.com.br.

Gilberto também passou pela Portuguesa Santista. Foto de Nelson Coelho. Crédito: revista Placar – 16 de novembro de 1987.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Lemyr Martins, Mário Sérgio Venditti, Nelson Coelho, Paulo Mattiussi e Sérgio Martins), revista Grandes Clubes Brasileiros, revista Manchete Esportiva, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde, acervosantosfc.com, campeoesdofutebol.com.br, ftt-futeboldetodosostempos.blogspot.com (por Estela Mendes Ribeiro e Maurício Sabará Markiewicz), gazetaesportiva.net, globoesporte.globo.com, kigol.com.br, portuguesasantista.com.br, santosfc.com.br, saopaulofc.net, site do Milton Neves (por Gustavo Grohmann e Rogério Micheletti), Livro: A História do Campeonato Paulista – André Fontenelle e Valmir Storti – Editora Publifolha, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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