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Dono de fortes arremates de perna direita, o lateral esquerdo Rodrigues Neto marcou muitos gols e fez muito sucesso jogando pelo Flamengo, no período compreendido entre 1966 e 1975.

José Rodrigues Neto nasceu na cidade de Central de Minas (MG), no dia primeiro de dezembro de 1949.

O pai de Rodrigues Neto era dono de uma sapataria e de uma pequena lavoura, o suficiente para cuidar da família numerosa de oito filhos e ainda patrocinar com sobras os gostos e aventuras do filho Rodrigues com o futebol.

Começou sua carreira no Vitória do Espírito Santo. Em um amistoso contra o Fluminense, Rodrigues Neto jogou apenas 20 minutos e encheu os olhos dos representantes do Clube de Regatas do Flamengo.

Cromo de Rodrigues Neto no Flamengo. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Cromo de Rodrigues Neto no Flamengo. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista Veja.

Crédito: revista Veja.

Pouco depois, um massagista conhecido pelo nome de “Mineiro” fez o convite e Rodrigues chegou ao juvenil do Flamengo em 1966.

No ano seguinte, assinou seu primeiro compromisso profissional.

Realizou sua primeira partida em um clássico contra o Vasco da Gama. Ainda timidamente, foi conquistando alguma credibilidade quando era aproveitado no decorrer de alguns compromissos.

Jogador de grande mobilidade, sua facilidade para apoiar o ataque era tão evidente que Rodrigues foi utilizado como ponteiro esquerdo em algumas ocasiões.

Crédito: revista Placar número 292 - 31 de outubro de 1975 .

Crédito: revista Placar número 292 – 31 de outubro de 1975 .

Crédito: revista Placar - 20 de junho de 1975.

Crédito: revista Placar – 20 de junho de 1975.

Em 1972 teve seu nome lembrado pelo técnico Zagallo na Seleção Brasileira, fazendo parte do grupo que conquistou a Taça Independência, disputada no Brasil em 1972.

Sua projeção definitiva foi consolidada com os títulos cariocas de 1972 e 1974.

Participou também da excursão canarinho aos gramados europeus em 1973, mas acabou cortado pelo médico Lídio Toledo em razão de um suposto problema de coluna.

Decepcionado, Rodrigues nunca esqueceu o corte, guardando mágoas e muito descrédito em relação ao trabalho do departamento médico do escrete.

Crédito: revista Placar - 23 de janeiro de 1976.

Crédito: revista Placar – 23 de janeiro de 1976.

Crédito: revista do Fluminense número 182 - Novembro / Dezembro 1976.

Crédito: revista do Fluminense número 182 – Novembro / Dezembro 1976.

A revista Placar, publicada em 29 de junho de 1973, também lançou suas dúvidas sobre os verdadeiros motivos da dispensa, descrevendo inclusive, uma suposta preferência de Zagallo por Marinho Chagas.

Em 1976 foi incluído na “Mega Negociação” proposta pelo presidente Francisco Horta do Fluminense, que ofereceu ao Flamengo os jogadores Toninho Baiano, Roberto e Zé Roberto, enquanto o próprio Rodrigues Neto, Doval e o goleiro Renato desembarcaram nas Laranjeiras.

A troca foi mais benéfica para os lados do Fluminense, que conseguiu o bicampeonato carioca nas edições de 1975 e 1976.

Seus números jogando pelo Rubro-Negro registram 435 partidas disputadas, obtendo 211 vitórias, 122 empates, 102 derrotas e 29 gols marcados. Os dados fazem parte do reconhecido Almanaque do Flamengo, de autoria de Clóvis Martins e Roberto Assaf.

Rodrigues Neto no Botafogo. Crédito: revista Placar - 25 de março de 1977.

Rodrigues Neto no Botafogo. Crédito: revista Placar – 25 de março de 1977.

Atuando na “Máquina Tricolor”, o lateral esquerdo Rodrigues Neto continuou lembrado na Seleção Brasileira que se preparava para o mundial de 1978.

Em entrevista concedida para o repórter Maurício Azêdo da revista Placar, em sua edição de 25 de março de 1977, Rodrigues Neto relatou os motivos que o faziam muito feliz nas Laranjeiras.

O lateral afirmou que além do salário, recebeu do Fluminense 185 mil cruzeiros em premiações no período de apenas um ano. Muito mais do que recebeu em quase dez anos de serviços prestados ao time da Gávea.

Permaneceu no Fluminense até o final da temporada de 1977, quando foi negociado com o Botafogo de Futebol e Regatas.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Rodrigues Neto no Botafogo. Crédito: revista Placar - 25 de março de 1977.

Rodrigues Neto no Botafogo. Crédito: revista Placar – 25 de março de 1977.

Em 1978 disputou o mundial da Argentina, quando ficamos com o terceiro lugar e o título de “Campeão Moral”, instituído pelo treinador Cláudio Coutinho.

Em suas participações pela Seleção Brasileira, Rodrigues Neto realizou um total de 19 partidas, obtendo 12 vitórias, 6 derrotas e 1 empate.

Os dados foram publicados pelo reconhecido livro “Seleção Brasileira – 90 anos”, de autoria de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Depois da Copa do Mundo, Rodrigues começou sua fase “além fronteiras”, atuando pelos times argentinos do Boca Juniors e do Ferro Carril.

Rodrigues Neto na Copa da Argentina em 1978. Crédito: revista Placar.

Rodrigues Neto na Copa da Argentina em 1978.
Crédito: revista Placar.

Roberto Dinamite marca contra a Áustria e tira o Brasil do sufoco na fase de grupos da Copa de 1978. Na foto, partindo da esquerda, vemos o zagueiro Amaral, Roberto Dinamite (camisa 20), Dirceu Guimarães e Rodrigues Neto. Crédito: revista Manchete Esportiva número 35.

Roberto Dinamite marca contra a Áustria e tira o Brasil do sufoco na fase de grupos da Copa de 1978. Na foto, partindo da esquerda, vemos o zagueiro Amaral, Roberto Dinamite (camisa 20), Dirceu Guimarães e Rodrigues Neto. Crédito: revista Manchete Esportiva número 35.

Nos gramados argentinos, o lateral ficou conhecido como “El-Negrito” e gozou de muito prestígio morando em um amplo e confortável apartamento na Calle Campichuelo.

Voltou ao Brasil para defender o Internacional de Porto Alegre (RS). Meio gordinho e calvo, o lateral ofereceu experiência e muita dedicação aos torcedores do “Colorado”.

Na época, o preparador físico do Internacional, Gilberto Tim, se dizia impressionado com o condicionamento atlético de Rodrigues Neto frente aos velozes e habilidosos atacantes da época.

Rodrigues Neto encerrou sua carreira profissional quando voltou ao Rio de Janeiro para jogar pelo São Cristóvão.

Rodrigues Neto no Ferro Carril. Crédito: revista Placar - 11 de maio de 1979.

Rodrigues Neto no Ferro Carril. Crédito: revista Placar – 11 de maio de 1979.

Rodrigues Neto no Internacional. Crédito: revista Placar – Primeiro de maio de 1981.

Rodrigues Neto no Internacional. Crédito: revista Placar – Primeiro de maio de 1981.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Maurício Azêdo, José Maria de Aquino, Emanuel Mattos, Luiz Augusto Chabassus e Fausto Neto), revista Manchete, revista Manchete Esportiva, revista Mengo 70, revista Mengão, revista do Fluminense, revista Veja, revista Grandes Clubes Brasileiros, revista O Curingão, gazetaesportiva.net, futeboldebotaoantigo.blogspot.com, site do Milton Neves, flamengo.com.br, Almanaque do Flamengo – Clóvis Martins e Roberto Assaf, Livro Seleção Brasileira – 90 anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, albumefigurinhas.no.comunidades.net, campeoesdofutebol.com.br.

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