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Alto e costumeiramente bem vestido, o “boa-pinta” Édson Cegonha sempre despertou um grande interesse do público feminino.

Pai da atriz Luana Carvalho, fruto do casamento com a intérprete de samba Beth Carvalho, o carioca Édson de Souza Barbosa nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 20 de junho de 1943.

Conhecido no mundo da bola como “Édson Cegonha”, sua trajetória foi iniciada no Bonsucesso Futebol Clube (RJ). Como zagueiro ou médio-volante, Édson Cegonha era um marcador implacável e gostava de arriscar chutes de média e longa distância.

Com boa estatura, o eficiente médio-volante do Bonsucesso contava com um bom aproveitamento no jogo aéreo. Quando pressionado, não se apavorava e sabia tirar proveito das pernas longas para proteger a bola.

Bem cotado, seu passe foi negociado com o Sport Club Corinthians Paulista em 1963, onde foi utilizado também pela lateral-esquerda depois da chegada do técnico Dino Sani.

Uma das formações do Bonsucesso na temporada de 1963. Em pé: Severiano, Marcelo, Cláudio, Paulinho, Édson Cegonha e Ernani. Agachados: Valter, Adauri, Roberto, Lelé e Sérgio. Crédito: revista do Esporte número 255.

Os donos da meia-cancha alvinegra. Roberto Rivellino e Édson Cegonha no gramado do Parque São Jorge. Crédito: revista do Esporte número 408 – 31 de dezembro de 1966.

Em 16 de novembro de 1965, Édson Cegonha participou do amistoso entre Arsenal e Seleção Brasileira, que na oportunidade foi representada pelo Corinthians. O quadro inglês venceu por 2×0.

Em 1966 foi campeão do Torneio Rio-São Paulo, um título que por falta de calendário para um quadrangular decisivo foi dividido entre Corinthians, Botafogo, Santos e Vasco da Gama.

A boa fase foi reconhecida com sua convocação para o escrete canarinho durante a preparação para o mundial de 1966, na Inglaterra.

Também esteve em campo no dia 6 de março de 1968, na famosa partida da “Quebra do Tabu” contra o Santos. Com gols de Paulo Borges e Flávio, o Corinthians finalmente venceu o time praiano por 2×0 no Pacaembu.

(*) Foram quase 11 anos sem vitórias do Corinthians sobre o Santos em compromissos válidos pelo campeonato paulista.

Cariocas que brilham em São Paulo, Édson Cegonha e Djalma Dias no Pacaembu. Crédito: revista do Esporte número 413 – Fevereiro de 1967.

Revelado no cenário carioca, Édson Cegonha fez grande sucesso no “Trio de Ferro” paulistano. Crédito: revista Placar.

Pelo Corinthians foram 186 jogos disputados com 110 vitórias, 37 empates, 39 derrotas e 17 gols marcados. Os números foram publicados pelo Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

Afastado do Parque São Jorge por motivos de indisciplina, Édson Cegonha foi pretendido na época pelo Bangu Atlético Clube (RJ).

O jogador até mostrou grande interesse em voltar aos gramados do Rio de Janeiro, mas acabou permanecendo na cidade de São Paulo!

Assim, no mês de fevereiro de 1969, o Jornal A Gazeta Esportiva anunciou sua transferência para o São Paulo Futebol Clube por 400.000 cruzeiros.

Bicampeão paulista nas edições de 1970 e 1971, Édson Cegonha continuou no tricolor sua missão particular nos duelos com Pelé.

Édson Cegonha e Roberto Rivellino, amigos de longa data. Foto de Lemyr Martins. Crédito: revista Placar – 10 de dezembro de 1971.

Édson Cegonha e Roberto Rivellino, amigos de longa data. Foto de Lemyr Martins. Crédito: revista Placar – 10 de dezembro de 1971.

Pelo time do Morumbi, o volante disputou um total de 205 partidas. Foram 106 vitórias, 51 empates, 48 derrotas e 16 gols anotados. Os números foram publicados pelo Almanaque do São Paulo, do autor Alexandre da Costa.

Continuou no São Paulo até 1972, quando um processo de renovação no elenco tricolor colocou seu nome na lista de dispensa.

Naquele oportunidade, dirigentes da Portuguesa de Desportos tentaram contar com seu futebol, mas o negócio não vingou. Assim, em 1973, Édson foi contratado pela Sociedade Esportiva Palmeiras.

Com essa transferência, Édson Cegonha entrou para o seleto grupo de jogadores que atuaram pelo “Trio de Ferro” paulistano. 

No alviverde, Édson Cegonha era uma boa opção para compor o meio de campo. Fez parte do elenco que conquistou o campeonato brasileiro de 1973, o Troféu Ramón de Carranza e o campeonato paulista, ambos em 1974.

Os duelos com Pelé. Crédito: revista Placar.

Criador de casos ou apenas um homem que briga por seus direitos? Crédito: revista Placar – 27 de abril de 1973.

Outro bom momento no Parque Antártica aconteceu em 31 de agosto de 1975, quando o alviverde venceu o Real Madrid (ESP) por 3×1 e conquistou novamente o Troféu Ramón de Carranza.

Com o comando de Dino Sani, o quadro esmeraldino entrou em campo para enfrentar o Real Madrid com Leão; Eurico, Luís Pereira, Arouca e João Carlos; Édson Cegonha (Didi) e Ademir da Guia; Edu, Leivinha (Mário), Itamar e Nei.

Jogando pelo Palmeiras foram 80 partidas disputadas com 45 vitórias, 20 empates, 15 derrotas e 3 gols marcados. Os números foram publicados pelo Almanaque do Palmeiras, dos autores Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

Édson Cegonha trabalhou ainda como auxiliar técnico, treinador e empresário de jogadores.

Afastado da profissão por problemas de saúde desde 2011, Édson de Souza Barbosa faleceu em 17 de julho de 2015, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Foto de Manoel Motta. Crédito: revista Placar – 29 de junho de 1973.

No Parque Antártica, o Palmeiras empatou em 2×2 com o Saad pelo campeonato paulista. Partindo da esquerda; O ponteiro-esquerdo Nei (encoberto), Édson Cegonha, Luís Pereira e Dudu ao fundo. Crédito: revista Placar – 30 de agosto de 1974.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Lemyr Martins, Manoel Motta e Narciso James), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista Futebol e Outros Esportes, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal dos Sports, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.net, palmeiras.com.br, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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