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Com habilidade herdada em família, Edu foi uma grande estrela da história do América.

É assim que recordo desse ótimo meio campista de futebol vistoso, dotado de requinte com seus dribles curtinhos e toques refinados.

Eduardo Antunes Coimbra nasceu no Rio de Janeiro em 5 de fevereiro de 1947. O garoto também foi criado em “berço de couro” junto com outros quatro talentos que também nasceram no mesmo lar, entre eles o “galinho” Zico.

Na infância, matava aulas para jogar futebol na Rua Lucinda Barbosa. Com dedicação de sobra na bola e pouca nos estudos, foi reprovado por dois anos seguidos no Colégio João Alfredo de Vila Isabel.

A Família Coimbra. Crédito: revista Placar - 22 de outubro de 1971.

A Família Coimbra. Crédito: revista Placar – 22 de outubro de 1971.

Edu e José Antunes. Crédito: revista do Esporte número 404.

Edu e José Antunes. Crédito: revista do Esporte número 404.

Mesmo com uma diferença razoável nas idades, os irmãos seguiram juntos jogando pelo Juventude do bairro de Quintino.

Os primeiros anos da década de sessenta desenharam destinos diferentes para Edu e o irmão mais velho Zeca (José Antunes Coimbra Filho).

Em 1962, aos 15 anos de idade, Edu chegou ao infantil do América e se adaptou muito bem.

Enquanto Zeca, com 19 anos, já jogava pelos Aspirantes do Fluminense em 1963. Zeca permaneceu nas Laranjeiras até 1965, quando assinou seu primeiro contrato profissional.

Crédito: revista do Esporte número 430 - 1967.

Crédito: revista do Esporte número 430 – 1967.

Em 1966 Zeca foi para o América e reencontrou Edu, que tinha experimentado uma ascensão muito rápida e também já atuava no elenco de profissionais.

Juntos, foram vice-campeões da Taça Guanabara de 1967, em uma partida épica contra o forte Botafogo daqueles tempos. Naquela final, Paulo Cesar Caju fez toda diferença em campo.

O América comandou o placar em 2×1 durante boa parte da segunda etapa, até o jovem Paulo Cesar empatar e levar o jogo para o período de prorrogação.

No tempo extra, o mesmo Paulo Cesar deu números finais ao placar em 3×2. Mais uma vez o América lamentava sua própria sorte!

Álbum de figurinhas Bola de Prata 1971. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Álbum de figurinhas Bola de Prata 1971. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista do Esporte número 550. 

Crédito: revista do Esporte número 550.

Ao lado de Antunes, Alex, Zé Carlos, Badeco, Tadeu Ricci e outros grandes valores, Edu fez parte de uma geração que marcou época na existência do América.

Ainda em 1967, Edu foi convocado para o escrete e conquistou a Copa Rio Branco. Ao todo, foram duas partidas vestindo o uniforme canarinho.

Com boas propostas de outros clubes, Edu não era liberado pelo presidente Giulite Coutinho, que fazia questão de segurar o jogador para que seu passe fosse mais valorizado.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista do Esporte número 564- Janeiro de 1970.

Crédito: revista do Esporte número 564- Janeiro de 1970.

Edu viveu um momento difícil quando teve um problema de hérnia e os médicos diagnosticaram apenas uma distensão na virilha.

Foram meses de tratamento que não resultaram em nada, o suficiente para que seu futebol fosse esquecido!

Por julgarem que Edu estava acabado, seu contrato foi renovado por uma verdadeira miséria. Edu permaneceu no América até 1974, quando foi campeão da Taça Guanabara, seu único título pelo clube.

Depois de nove anos e 212 gols anotados pelo América, o segundo maior artilheiro na história do clube, Edu foi negociado com o Vasco da Gama em 1975.

Pelé e Edu. Crédito: marcelodieguez.com.br.

Pelé e Edu. Crédito: marcelodieguez.com.br.

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Os problemas em sua adaptação causaram impaciência nos dirigentes do clube da “Colina”. Pressionado, Edu não conseguiu reeditar suas grandes atuações e deixou São Januário.

Transferido no mesmo ano para o Esporte Clube Bahia, conquistou o campeonato estadual. Em 1976 voltou ao Rio de Janeiro para atuar ao lado do irmão Zico no Flamengo. Novamente os Antunes estavam juntos.

Em 1977 Edu mais uma vez deixou o Rio e foi defender o extinto Colorado do Paraná. Edu também jogou pelo Joinville, Brasília e Campo Grande (RJ), onde pendurou suas chuteiras.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Crédito: marcelodieguez.com.br.

Crédito: marcelodieguez.com.br.

Depois de deixar os gramados iniciou sua jornada como treinador. Seu primeiro trabalho aconteceu nas categorias amadoras do mesmo América em 1982.

Na mesma temporada assumiu o elenco profissional e levou o time ao título da Taça Rio. Em 1984 dirigiu o Vasco da Gama na campanha do vice-campeonato brasileiro.

Depois, teve uma rápida passagem de três compromissos no comando da Seleção Brasileira. Edu também comandou o selecionado do Iraque em 1985, quando conseguiu uma honrosa classificação para o mundial de 1986 no México.

Edu no Colorado (PR). Crédito: revista Placar - 15 de abril de 1977.

Edu no Colorado (PR). Crédito: revista Placar – 15 de abril de 1977.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Marco Aurélio Guimarães, Michel Laurence e Mário Serapicos), revista do Esporte, revista Manchete Esportiva, ziconarede.com.br, marcelodieguez.com.br, site do Milton Neves, gazetaesportiva.net, Jornal dos Sports, museudosesportes.blogspot.com.br, ftt-futeboldetodosostempos.com, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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