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Grande revelação do Clube do Remo, Rosemiro desembarcou na cidade de São Paulo com muita vontade de vencer. O jovem paraense foi contratado para substituir Eurico Pedro de Faria, negociado com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense em 1975.

Além do bom futebol, Rosemiro também é lembrado pelas “brincadeiras” inoportunas da imprensa e dos torcedores adversários.

Afinal, no Parque Antártica, do técnico ao roupeiro, todos sabiam que os atributos estéticos não faziam parte de seu cartel de qualidades.

O locutor Osmar Santos também entrou na brincadeira e apelidou o lateral do Palmeiras de “Namoradinho da Raquel Welch, atriz norte-americana de muito sucesso nas telas de cinema de Hollywood.

Rosemiro Correia de Souza nasceu em Belém do Pará no dia 22 de fevereiro de 1954.

Crédito: revista Placar.

Seleção Brasileira no Pan-Americano de 1975 no México. Em pé: Mauro, Batista, Edinho, Tecão, Carlos e Chico Fraga. Agachados: Rosemiro, Eudes, Luís Alberto, Cláudio Adão e Santos. Crédito: globoesporte.globo.com.

Como grande parte dos garotos de sua idade, Rosemiro jogava pelos campinhos de terra batida até ser descoberto por um olheiro chamado Vavá, que o encaminhou para testes nas peneiras do Clube do Remo.

Depois de passar pelas categorias amadoras, o lateral direito Rosemiro foi aproveitado no time principal em 1972. Ainda na condição de amador, sua presença foi determinante na conquista do tricampeonato paraense de 1973, 1974 e 1975.

Dono de uma condição física acima da média, Rosemiro foi convocado para os jogos Pan-Americanos da cidade do México em 1975. Escalado na ponta direita, a medalha de Ouro representou o impulso necessário para sua afirmação no cenário nacional.

O bom momento disparou uma onda de interesse dos grandes clubes. Assim, seu passe foi negociado com a Sociedade Esportiva Palmeiras por 450.000 cruzeiros.

Com a carreira em franca ascensão, Rosemiro disputou o Torneio Pré-Olímpico e os Jogos Olímpicos de Montreal em 1976.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista Placar número 306 – 20 de fevereiro de 1976.

No Palmeiras, o técnico Dino Sani não foi contrário ao futebol ofensivo praticado por Rosemiro, uma opção tática que durou até Dudu assumir o comando do time.

Conforme matéria publicada pela revista Placar em 12 de novembro de 1976, Rosemiro dizia sentir falta da liberdade para apoiar o ataque:

– Quando cheguei ao Palmeiras o Dino Sani me dava liberdade. Com o Dudu é diferente. Ele pede que eu fique mais plantado! 

Com uma opção mais cautelosa de Dudu, Valdir foi efetivado como titular e Rosemiro disputou somente algumas partidas na campanha do título paulista de 1976.

Mas Rosemiro recuperou a condição de titular. Seu papel ofensivo foi importante no esquema adotado por Jorge Vieira no campeonato brasileiro de 1978.

Foto de José Pinto. Crédito: revista Placar – 12 de novembro de 1976.

Rosemiro e Wladimir. Quem marca quem? Com suas investidas ao campo de ataque, Rosemiro era um tormento para os laterais esquerdos da época. Crédito: revista Placar.

Em 1979 Telê Santana chegou ao Parque Antártica. Com poucas estrelas no elenco, Telê conseguiu montar uma equipe de muita qualidade. O Palmeiras renasceu e foi uma das grandes sensações do campeonato brasileiro.

No entanto, Telê deixou o clube em 1980 para assumir o comando permanente da Seleção Brasileira. Seu sucessor, Sérgio Clérice, não recebeu nenhum apoio da diretoria e acabou demitido.

Então, o nome de Diede Lameiro ganhou força e foi aceito pela diretoria. Foi assim que Rosemiro iniciou seu inferno astral no Parque Antártica.

O lateral acabou envolvido em uma verdadeira “queda de braço” com Diede Lameiro. O clima já não vinha bem e acabou explodindo quando Rosemiro foi substituído em uma partida contra o São Paulo.

Conforme publicado pela revista Placar de 17 de outubro de 1980, Rosemiro atirou a braçadeira de capitão no chão e disse que com Diede Lameiro não trabalhava mais.

Crédito: revista Placar.

Foto de José Pinto. Crédito: revista Placar – 7 de dezembro de 1979.

Depois do acontecido, Rosemiro não teve mais clima no clube e acabou negociado com o Club de Regatas Vasco da Gama.

Chegava ao fim sua marcante passagem com a camisa do Palmeiras.

Ao todo, foram 300 partidas com 139 vitórias, 97 empates, 64 derrotas e 8 gols marcados. Os dados foram publicados pelo Almanaque do Palmeiras, dos autores Celso Dario Unzelte e Mário Venditti.

No Vasco, Rosemiro jogou ao lado do lateral esquerdo Pedrinho, que também tinha deixado o Palmeiras. Ambos foram campeões cariocas de 1982.

Rosemiro ainda jogou pelo Bangu (RJ), Colorado (PR), Noroeste de Bauru (SP), Chapecoense (SC) e Clube Náutico Marcílio Dias (SC).

Foto de Ignácio Ferreira. Crédito: revista Placar – 23 de janeiro de 1981.

“A bola só me deu alegrias”. Rosemiro soube administrar o capital e agora está bonito. Montou uma Escolinha de Futebol e um Salão de Festas. Foto de Pisco Del Gaiso. Crédito: revista Placar – Novembro de 1996.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Hideki Takisawa, Ignácio Ferreira, José Maria de Aquino e Pisco Del Gaiso), revista Manchete Esportiva, Jornal A Gazeta Esportiva, gazetaesportiva.net, globoesporte.globo.com, jogadoresdopalmeiras.blogspot.com, palmeiras.com.br, senhorpalmeiras.com.br, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), wanderleynogueira.com.br, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Venditti, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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