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Rosemiro, grande revelação do Clube do Remo, chegou na cidade de São Paulo com muita vontade de vencer. O jovem paraense foi contratado para substituir Eurico Pedro de Faria, negociado com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense em 1975.

Além do bom futebol, Rosemiro também é lembrado pelas “brincadeiras” inoportunas da imprensa e dos torcedores adversários.

Afinal, do técnico ao roupeiro do Parque Antártica, todos sabiam que os atributos estéticos não faziam parte de seu cartel de qualidades.

O locutor Osmar Santos também embalou na onda, apelidando o lateral do Palmeiras de “Namoradinho da Rachel Welck”, atriz norte-americana que fez sucesso nas telas de cinema de Hollywood.

O Clube do Remo em 1975. Em pé: Rosemiro, Elias, Dico, China, Rui Azevedo e Cuca. Agachados: Caíto, Alcino, Mesquita, Roberto e Neves. Crédito: revista Placar.

O Clube do Remo em 1975. Em pé: Rosemiro, Elias, Dico, China, Rui Azevedo e Cuca. Agachados: Caíto, Alcino, Mesquita, Roberto e Neves. Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar - 23 de janeiro de 1981.

Crédito: revista Placar – 23 de janeiro de 1981.

Rosemiro Correia de Souza nasceu em Belém do Pará no dia 22 de fevereiro de 1954.

Como grande parte dos garotos de sua idade, Rosemiro jogava pelos campinhos de terra batida em Belém até ser descoberto pelo olheiro Vavá, que o encaminhou para testes nas peneiras do Clube do Remo.

Rosemiro começou nas categorias de base do próprio Clube do Remo e logo chegou aos profissionais no ano de 1972. Sua estrela brilhou rapidamente na conquista do tricampeonato paraense de 1973, 1974 e 1975.

No mesmo ano, foi convocado para defender o Brasil nos jogos Pan-Americanos da cidade do México, onde conquistou a medalha de ouro.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Seleção no Pan-Americano de 1975 no México. Em pé: Mauro, Batista, Edinho, Tecão, Carlos e Chico Fraga. Agachados: Rosemiro, Eudes, Luís Alberto, Cláudio Adão e Santos.

Seleção no Pan-Americano de 1975 no México. Em pé: Mauro, Batista, Edinho, Tecão, Carlos e Chico Fraga. Agachados: Rosemiro, Eudes, Luís Alberto, Cláudio Adão e Santos.

Habilidoso e apoiador eficiente, seu futebol já despertava o interesse de várias equipes nos grandes centros.

Foi com essas ótimas credenciais que Rosemiro desembarcou em São Paulo em 1975 e foi para o Parque Antárctica.

Com sua carreira em franca ascensão, Rosemiro foi mantido no grupo que disputou o pré-olímpico e a olimpíada de Montreal em 1976, onde atuou como ponteiro direito.

Rosemiro integrou o grupo alviverde na conquista do campeonato paulista de 1976, sendo utilizado em algumas partidas. Na época, o titular da posição era o lateral Valdir.

Crédito: revista Placar número 306 – 20 de fevereiro de 1976.

Crédito: revista Placar número 306 – 20 de fevereiro de 1976.

Rosemiro trabalhou com o técnico Telê Santana em 1979. Naquela ótima formação que quase chegou ao título paulista, o lateral aprimorou diversos fundamentos de marcação e distribuição de bola. Como o próprio Telê sempre dizia:

– “Apoiar o ataque é sempre mais gostoso, mais vistoso e também mais perigoso”.

Quando Telê chegou ao Parque Antártica assumiu um time irregular e com poucas estrelas. Mesmo assim, conseguiu fazer com que seus comandados praticassem um futebol de muita qualidade durante o campeonato paulista e brasileiro.

Mas Telê não resistiu ao convite da CBF e deixou o clube. Seu sucessor, Sergio Clérice não recebeu nenhum apoio da diretoria e acabou demitido.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Então, tentaram o velho Brandão, que com todo o seu carisma não foi tão forte para vencer o ambiente de crise que envolvia o Palmeiras.

Waldir Joaquim de Moraes também dirigiu o time por apenas alguns dias e foi dessa forma que surgiu o nome de Diede Lameiro, apoiado pelos diretores Carlos Fachina, Vito Carparelli e Vicente Raiola.

Em 1980 Rosemiro se envolveu em uma verdadeira “queda de braço” com o técnico Diede Lameiro. O clima já não vinha bem e acabou explodindo quando ele foi substituído em uma partida contra o São Paulo no mês de outubro.

O lateral atirou sua braçadeira de capitão no chão e disse em bom tom que com aquele treinador ele não trabalharia mais.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Rosemiro e Wladimir. A foto mostra como Rosemiro incomodava os laterais esquerdos da época com suas investidas ao ataque. Crédito: revista Placar.

Rosemiro e Wladimir. A foto mostra como Rosemiro incomodava os laterais esquerdos da época com suas investidas ao ataque. Crédito: revista Placar.

Depois do acontecido, Rosemiro não teve mais clima no clube e foi negociado com o Club de Regatas Vasco da Gama.

Chegava ao fim sua passagem no Palmeiras, onde realizou 300 partidas com 139 vitórias, 97 empates, 64 derrotas e 8 gols marcados. Os dados pertencem ao Almanaque do Palmeiras, de autoria de Celso Dario Unzelte e Mário Venditti.

No Vasco, Rosemiro atuou ao lado do lateral esquerdo Pedrinho, que também tinha deixado o Palmeiras. Ambos foram campeões cariocas de 1982.

Rosemiro ainda atuou pelo Bangu (RJ), Colorado (PR), Noroeste de Bauru (SP), Chapecoense (SC) e Clube Náutico Marcílio Dias (SC).

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

No Vasco, Rosemiro reencontrou seu bom futebol. Crédito: revista Placar - 17 de abril de 1981.

No Vasco, Rosemiro reencontrou seu bom futebol. Crédito: revista Placar – 17 de abril de 1981.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Hideki Takisawa e José Maria de Aquino), revista Manchete Esportiva, jornal A Gazeta Esportiva, senhorpalmeiras.com.br, jogadoresdopalmeiras.blogspot.com, wanderleynogueira.com.br, gazetaesportiva.net, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), albumefigurinhas.no.comunidades.net, palmeiras.com.br, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Venditti.

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