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É difícil associar imediatamente Rigoberto com “Beto Fuscão”, apelido que acompanhou o jogador em grande parte de sua carreira.

No passado, quando trabalhava em uma oficina mecânica, Rigoberto era conhecido apenas por “Beto”. O complemento “Fuscão” apareceu depois, na época dos últimos modelos da carroceria traseira do Fusca.

Rigoberto Costa nasceu no bairro do Estreito, em Florianópolis (SC), no dia 13 de abril de 1950. Iniciou sua carreira profissional em 1968, jogando pelo Figueirense Futebol Clube.

No Figueirense, Beto Fuscão permaneceu até 1971. Em seguida foi para o América Futebol Clube de Joinville, onde jogou até 1972. Nesse período, também defendeu o selecionado catarinense.

Beto Fuscão com a camisa do selecionado catarinense. Foto de Manoel Motta. Crédito: revista Placar – 24 de agosto de 1979.

Foto de JB. Scalco. Crédito: revista Placar – 17 de setembro de 1976.

Sua grande chance aconteceu em 1973, quando foi contratado pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Zagueiro durão, Beto Fuscão era do tipo que não brincava em serviço, nem tinha vergonha de dar chutão quando necessário.

Mas Beto Fuscão também sabia jogar, ao ponto de surpreender os atacantes que não botavam fé em suas habilidades.

O sucesso no futebol não mudou o rumo das responsabilidades. Cabeça feita, Beto Fuscão nunca esqueceu de separar um dinheiro para sua mãe em Santa Catarina.

O pai, seu Vinício Costa, nunca o viu jogar. Batalhador, seu Vinício sempre deu um duro danado como Marceneiro para sustentar os oito filhos.

Crédito: revista Placar.

Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar – 21 de janeiro de 1977.

Quando Beto Fuscão deixou o trabalho na oficina mecânica para tentar vencer no futebol, o pai foi seu primeiro grande incentivador.

No Grêmio, Beto Fuscão viveu um período dominado pelo Internacional, uma escrita que só foi quebrada em 1977, com o bom trabalho desenvolvido por Telê Santana.

Depois de altos e baixos no Grêmio, Beto Fuscão chegou ao escrete canarinho. Com o comando de Brandão, o zagueiro fez parte do grupo que conquistou o Torneio Bicentenário dos Estados Unidos em 1976.

Conforme os registros do livro “Seleção Brasileira-90 anos”, dos autores Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, entre 1976 e 1977 o zagueiro disputou um total de 15 compromissos, com 12 vitórias, 2 empates e 1 derrota.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Partindo da esquerda; Beto Fuscão, Ivo, Ademir da Guia e Jorge Mendonça. Crédito: revista Placar.

No findar de 1976, Beto Fuscão foi contratado pelo Palmeiras, que na oportunidade desembolsou 2 milhões e 250 mil cruzeiros, mais o valor da renda de dois amistosos.

Os dirigentes do alviverde também acertaram com o zagueiro chileno Mário Soto, o que representou um investimento total de 5 milhões de cruzeiros.

A primeira participação como titular aconteceu diante do Santos, clássico válido pelo primeiro turno do campeonato paulista de 1977:

2 de abril de 1977 – Campeonato paulista – Santos 0x2 Palmeiras – Estádio do Morumbi – Árbitro: José Favilli Neto – Gols: Vasconcelos aos 30’ do primeiro tempo e Rosemiro aos 22′ do segundo tempo.

Santos: Wilson, Otávio, Renato, Fausto e Fernando; Carlos Roberto, Toinzinho e Aílton Lira; Nílton Batata, Totonho (Jorge Maravilha) e Bozó (Rodrigues). Técnico: Urubatão Calvo Nunes. Palmeiras: Leão, Rosemiro, Arouca, Beto Fuscão e Ricardo Longhi; Ivo Wortmann, Ademir da Guia (Pires) e Vasconcelos; Edu Bala, Picolé e Nei (Macedo). Técnico: Dudu.

Foto de José Pinto. Crédito: revista Placar – 15 de abril de 1977.

Em 1978 Beto Fuscão foi vice-campeão brasileiro. Fora da primeira partida decisiva contra o Guarani no Morumbi, Beto Fuscão voltou ao time no segundo confronto em Campinas.

No ano seguinte trabalhou novamente com Telê Santana, que na ocasião montou uma equipe reconhecida pelo futebol de grande mobilidade ofensiva.

No Palmeiras, entre 1977 e 1980, Beto Fuscão disputou 206 partidas com 89 vitórias, 71 empates, 46 derrotas e 2 gols marcados. Os números foram publicados pelo Almanaque do Palmeiras, dos autores Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

Seu último compromisso pelo Palmeiras aconteceu no dia 26 de outubro de 1980, no empate em 2×2 com o Marília.

O zagueiro defendeu ainda o Araçatuba (SP), Ferroviária de Araraquara (SP), São José (SP), Uberaba (MG) e o Tiradentes (DF).

Beto Fuscão e Pedrinho acompanham de perto o domínio de Sócrates Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Divino Fonseca, JB. Scalco, José Maria de Aquino, José Pinto, Lemyr Martins, Manoel Motta, Maurício Cardoso, Ronaldo Kotscho e Sérgio Martins), revista Manchete Esportiva, gazetaesportiva.net, gremio1983.blogspot.com, polidorojunior.blogspot.com, site do Milton Neves, Livro: Seleção Brasileira 90 anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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