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É difícil associar imediatamente o nome Rigoberto com “Beto Fuscão”, apelido que acompanhou o jogador em grande parte de sua carreira.

No passado, quando batia sua bolinha nas folgas da oficina mecânica em que trabalhava, Rigoberto era conhecido apenas por “Beto”.

Beto ganhou o curioso apelido de “Fuscão” dos próprios companheiros, que associavam a projeção da região do glúteo do jogador com um dos últimos modelos da carroceria traseira do Fusca.

Rigoberto Costa nasceu no bairro do Estreito em Florianópolis no dia 13 de abril de 1950. Iniciou sua carreira profissional jogando pelo Figueirense Futebol Clube no ano de 1968.

Crédito: revista Placar – 24 de agosto de 1979.

Crédito: revista Placar – 24 de agosto de 1979.

No alvinegro catarinense Fuscão permaneceu até 1971. Em seguida foi para o América Futebol Clube de Joinville, onde jogou até o ano de 1972. Nesse período, também defendeu o selecionado catarinense.

Sua grande chance aconteceu quando o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense chegou ao acordo contratual com os dirigentes do América para contar com seu futebol em 1973.

Zagueiro durão, Beto Fuscão era do tipo que não brincava em serviço e nem tinha vergonha de dar chutão se preciso fosse.

Por outro lado, também sabia jogar com classe, ao ponto de surpreender alguns atacantes desavisados, que não botavam fé em sua habilidade em razão do corpanzil, estabilizado por 1;81 de altura.

Fuscão e Geraldão neste Corinthians e Grêmio no Morumbi em 1975. Crédito: acervo do fotógrafo Domício Pinheiro.

Fuscão e Geraldão neste Corinthians e Grêmio no Morumbi em 1975. Crédito: acervo do fotógrafo Domício Pinheiro.

O sucesso no futebol não mudou o rumo de suas responsabilidades. Cabeça feita, sabia separar um dinheiro religiosamente enviado para sua mãe em Santa Catarina.

O pai, seu Vinício, nunca o viu jogar. Batalhador da vida, exerceu durante muito tempo o ofício de marceneiro para sustentar os oito filhos.

Quando Beto deixou suas ocupações na oficina mecânica em que trabalhava para tentar vencer no futebol, seu pai foi seu primeiro grande incentivador.

Pelo Grêmio, Fuscão viveu um período de amplo domínio do Internacional, escrita que só foi quebrada em 1977. Depois de um começo onde amargou o banco de reservas, formou bons sistemas defensivos ao lado de Eurico, Ancheta e Bolívar.

Crédito: revista Placar - 17 de setembro de 1976.

Crédito: revista Placar – 17 de setembro de 1976.

Fuscão é seleção! Crédito: revista Placar - 21 de janeiro de 1977.

Fuscão é seleção! Crédito: revista Placar – 21 de janeiro de 1977.

Foi defendendo o tricolor gaúcho que Fuscão chegou pela primeira vez ao escrete nacional em 1976.

Pela Seleção Brasileira, sob o comando técnico Brandão, o zagueiro conquistou a Taça do Atlântico e o torneio Bicentenário dos Estados Unidos, ambos em 1976.

Conforme registros do livro “Seleção Brasileira-90 anos”, dos autores Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, o zagueiro atuou em 15 compromissos, obtendo 12 vitórias, 2 empates e 1 derrota entre os anos de 1976 e 1977.

Em 1977 o zagueiro foi contratado pela Sociedade Esportiva Palmeiras, que desembolsou o montante de 2 milhões e 250 mil cruzeiros, mais o valor da renda de dois amistosos.

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Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Os mandatários do alviverde procuravam um substituto para o lendário Luís Pereira desde sua saída para o Atlético de Madrid em 1975. Beto Fuscão chegou ao Parque Antártica praticamente junto com o zagueiro chileno Mário Soto.

A primeira partida de Fuscão vestindo o uniforme esmeraldino aconteceu diante do Santos, em clássico válido pela 10ª rodada do primeiro turno do campeonato paulista de 1977. Fuscão teve boa atuação e o Palmeiras venceu por 2×0.

Em 1978 Beto Fuscão foi vice-campeão brasileiro, perdendo o encontro final para o Guarani na cidade de Campinas. Em 1979 trabalhou com o técnico Telê Santana e formou um dos melhores times do período pós-academia.

No Palmeiras, no período compreendido entre 1977 e 1980, Beto Fuscão disputou 206 partidas com 89 vitórias, 71 empates, 46 derrotas e 2 gols marcados. Os números foram publicados pelo Almanaque do Palmeiras, de autoria de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

Partindo da esquerda; Beto Fuscão, Ivo, Ademir da Guia e Jorge Mendonça. Crédito: revista Placar.

Partindo da esquerda; Beto Fuscão, Ivo, Ademir da Guia e Jorge Mendonça. Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar - 15 de abril de 1977.

Crédito: revista Placar – 15 de abril de 1977.

Fuscão jogou seu último compromisso pelo Palmeiras no dia 26 de outubro de 1980, no empate em 2×2 com o Marília.

Em 1981 Beto Fuscão acertou suas bases para defender o São José Esporte Clube (SP), permanecendo na “Aguia do Vale” até 1983.

O zagueiro defendeu ainda o Operário (MS) e a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara (SP), onde realizou 33 partidas com 7 vitórias, 10 empates e 16 derrotas.

Em 1985 deixou a cidade de Araraquara e foi jogar pelo Araçatuba (SP). Posteriormente, esteve no Uberaba (MG) entre 1986 e 1987 e finalmente no G.E Tiradentes (DF) em 1988, quando encerrou sua carreira como jogador profissional.

Beto Fuscão e Pedrinho acompanham de perto o domínio de Sócrates Crédito: revista Placar.

Beto Fuscão e Pedrinho acompanham de perto o domínio de Sócrates Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Maurício Cardoso, Lemyr Martins e Divino Fonseca), revista Manchete Esportiva, polidorojunior.blogspot.com, gremio1983.blogspot.com, gazetaesportiva.net, jajogueinogremio.blogspot.com, blogdorobertoluizdossantosvieira.blogspot.com, site do Milton Neves, albumefigurinhas.no.comunidades.net, acervo do fotógrafo Domício Pinheiro, Livro: Seleção Brasileira-90 anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

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