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Paciência, uma virtude desafiadora!

Para muitos jogadores o fim da linha pode chegar precocemente e de forma implacável. Entre desistir ou continuar sofrendo, muitos se entregam e largam suas chuteiras para sempre.

Abel Carlos da Silva Braga não desistiu e lutou muito para vencer no mundo do futebol. Nascido no Rio de Janeiro em primeiro de setembro de 1952, “Abelão”, como até hoje é conhecido, sempre jogou um futebol sério e dedicado.

No final dos anos sessenta, o esforçado garoto Abel foi levado ao Fluminense Football Club para participar das tradicionais peneiras.

Crédito: soumaisflu.com.br.

Seleção Brasileira Olímpica de 1972. Abel é o terceiro em pé partindo da esquerda.

Naquele dia, Abel jogou como meio campista e impressionou o lendário zagueiro Pinheiro, que na época era o responsável pelas categorias de amadoras do clube das Laranjeiras.

Na semana seguinte foi escalado na lateral direita em um amistoso em Volta Redonda. Depois disso, Abel encontrou seu lugar como zagueiro não saiu mais do time e sua carreira decolou rapidamente.

Foi campeão juvenil em 1970 e continuou colecionando títulos, inclusive na Seleção Brasileira, participando das conquistas do Torneio de Cannes de 1971 e do Torneio Pré-Olímpico da Colômbia em 1972.

Abel participou das Olimpíadas de 1972 em Munique e no mesmo ano foi emprestado ao Figueirense Futebol Clube para disputar o campeonato nacional. Depois, retornou ao Fluminense, que na época já era orientado pelo técnico Duque.

Abel não poupou esforços para vencer no Vasco. Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Na briga para ganhar um lugar no time, foi aproveitado em algumas partidas no lugar de Assis e de Silveira.

Depois da chegada do técnico Didi, chegaram também promessas de uma possível efetivação. A alegria durou apenas dois dias!

Então, o presidente Francisco Horta contratou o experiente Carlos Alberto Torres para ser o titular. Com o passar do tempo chegaram também Fernando da Portuguesa Carioca e o zagueiro Pescuma, que estava em disponibilidade no Corinthians.

Definitivamente, o ano de 1975 não foi proveitoso. Sem esperanças em ser utilizado, Abel ficou radiante quando chegaram propostas do Flamengo e depois do América, que inclusive colocava o nome do zagueiro Alex na negociação.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista Placar – 27 de maio de 1977.

No entanto o presidente Francisco Horta não liberava os direitos de Abel. Mesmo com os títulos cariocas de 1971, 1973 e 1975, Abel nunca se sentiu prestigiado e reconhecido dentro das Laranjeiras.

Em janeiro de 1976, o aborrecido Abel tomou conhecimento pelos jornais que seu passe tinha sido negociado com o Club de Regatas Vasco da Gama. A transação envolveu também os companheiros Marco Antônio e Zé Mário.

Na casa nova, o zagueiro Abel foi logo recebendo outro “balde de água fria”, para não dizer água gelada.

O técnico Orlando Fantoni foi direto ao dizer que o titular da posição era Renê e que dificilmente isso seria mudado.

Crédito: revista Placar – 24 de novembro de 1978.

As palavras de Fantoni mexeram com os brios de Abel.

O zagueiro dedicou-se de corpo e alma. Ficava nos treinos depois dos companheiros e usava um colete de chumbo para melhorar sua impulsão.

Mas a onda de azar foi aos poucos se dissipando da vida do gigante Abel. O companheiro Renê Carlos da Silva, que durante um bom tempo tentava negociar o seu contrato, não acertou suas bases financeiras e foi para o Botafogo.

Abel finalmente foi efetivado e agarrou aquela oportunidade como nunca. Campeão da Taça Guanabara e campeão carioca de 1977, Abel teve o gosto de conquistar um caneco jogando como titular.

No mesmo ano teve seu nome lembrado na Seleção Brasileira do técnico Cláudio Coutinho. Abel integrou o grupo canarinho que disputou o mundial de 1978 na suplência de Oscar.

Abel no Paris Saint-Germain da França .Crédito: paris-canalhistorique.com.

Abel em sua curta passagem pelo Cruzeiro. Crédito: revista Placar – 16 de outubro de 1981.

Abel Braga permaneceu como jogador do Vasco até o ano de 1978, quando foi negociado com o Paris Saint-Germain, da França.

Essa importante experiência internacional durou até o final do primeiro semestre de 1981, quando retornou ao futebol brasileiro para jogar pelo Cruzeiro Esporte Clube em uma curta temporada.

Abel ainda voltou ao Rio de Janeiro e assinou com o Botafogo de Futebol e Regatas, clube que defendeu no período compreendido entre 1982 e 1984.

Depois de encerrar sua carreira como jogador profissional, Abel iniciou sua trajetória vencedora como treinador pelo Goytacaz em 1985.

O baixinho Gílson não tem chances contra Abel pelo alto. Crédito: revista Placar – 1 de abril de 1983.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Mílton Costa Carvalho, Raul Quadros e Maurício Azêdo), revista Manchete Esportiva, revista O Curingão, globoesporte.globo.com, gazetaesportiva.net, catimbaec.blogspot.com, soumaisflu.com.br, apaixonafutebol.blogspot.com, blog.maismemoria.net, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti e Gustavo Grohmann), paris-canalhistorique.com, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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