Tags

, , , , ,

imagem6

Vida alegre, humilde e feliz.

Naquele começo dos anos sessenta, o garoto Toninho vivia ao lado do pai, o famoso palhaço Moleza, que fazia sucesso nos circos da periferia de Belo Horizonte e também na extinta TV Itacolomi.

Quando o Carlito – outro nome que o seu Antônio Cerezo adotava além de Moleza – ia gravar o programa na televisão, o pequeno Toninho também vestia uma roupinha de palhaço e entrava em cena.

A mãe, dona Helena Robattini Cerezo, húngara de nascimento, era atriz de televisão, cinema e circo.

O palhaço Moleza. Crédito: revista Placar - 25 de junho de 1976.

O palhaço Moleza. Crédito: revista Placar – 25 de junho de 1976.

Em pé vemos o palhaço Moleza, Toninho Cerezo e dona Helena. Crédito: revista Placar - 25 de junho de 1976.

Em pé vemos o palhaço Moleza, Toninho Cerezo e dona Helena. Crédito: revista Placar – 25 de junho de 1976.

Aos oito anos de idade, Toninho perdeu o pai e aprendeu que fama não resolve todos os problemas da vida.

Vitimado por um câncer, o palhaço Moleza deixou apenas um barraco no Jardim Esplanada. Valente, dona Helena assumiu o desafio de cuidar da casa e criar os guris.

Antonio Carlos Cerezo, nasceu em Belo Horizonte no dia 21 de abril de 1955. Mesmo depois da morte do pai, o pequeno Cerezo continuou trabalhando no mundo circense, encarnando o “Palhaço Dureza”.

Aos finais de semana, jogava pelo time do Ferroviário, no próprio bairro da Esplanada, até ser descoberto pelo famoso olheiro “Zé das Camisas”, que levou o garoto ao Atlético Mineiro e o apresentou ao técnico Formiga, que na época era o responsável pela categorias de base.

Toninho, em destaque, em sua época no Nacional de Manaus. Crédito: site do Milton Neves.

Toninho, em destaque, em sua época no Nacional de Manaus. Crédito: site do Milton Neves.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

O roteiro da vida insistia para que o garoto fosse um astro. Assim, o destino foi trocando o pó da serragem dos picadeiros pela grama dos grandes circos de concreto pelo mundo.

Em 1972, aos 17 anos de idade, Cerezo foi emprestado ao Nacional de Manaus, que naquele tempo era dirigido pelo conhecido técnico Barbatana.

Com um salário bem superior aos tempos em que era apenas um juvenil, Cerezo conseguiu pela primeira vez ajudar nas despesas da casa.

Em Manaus, o jovem volante foi ganhando experiência. Disputou seu primeiro campeonato brasileiro e no ano de 1974 foi campeão amazonense, seu primeiro título como profissional.

Cerezo encara Falcão e Batista, com Caçapava ao fundo na espera. Crédito: revista Placar.

Cerezo encara Falcão e Batista, com Caçapava ao fundo na espera. Crédito: revista Placar.

Imagem11

Com o passar do tempo, o próprio técnico Barbatana o mandou de volta para Belo Horizonte em 1975.

Na época, o Atlético era treinado pelo mestre Telê Santana, que coincidentemente, esteve junto ao jogador durante os momentos mais significativos de sua carreira.

No retorno ao “Galo”, Cerezo apenas entrava durante algumas partidas, já que o titular da posição era Vanderlei Paiva.

Entretanto, não demorou muito tempo para que Telê entregasse a camisa cinco para Toninho, mesmo sob desconfiança daqueles que o achavam imaturo para o tamanho do desafio.

Crédito: lancenet.com.br.

Crédito: lancenet.com.br.

Crédito: revista Manchete Esportiva.

Crédito: revista Manchete Esportiva.

Cerezo também aguentava gozações dos colegas pela sua maneira de correr.

O próprio jogador contou em uma entrevista para a revista Placar, edição de 25 de junho de 1976, que quando começou sua carreira no Atlético o meio campista Buglê o colocou o apelido de “Coxa-Bamba”.

Em 1976 Cerezo conquistou seu primeiro título mineiro pelo Atlético (de forma invicta). No mesmo ano, recebeu sua primeira convocação para o escrete.

Ganhador da concorrida “Bola de Prata” da revista Placar em 1976 e 1977, sua carreira decolou definitivamente na grande campanha do Atlético Mineiro, vice-campeão brasileiro de 1977.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Toninho Cerezo na partida contra a Espanha pela Copa do Mundo de 1978.

Toninho Cerezo na partida contra a Espanha pela Copa do Mundo de 1978.

Cerezo foi aos poucos se transformando em peça importante no esquema do recém-empossado Cláudio Coutinho na Seleção Brasileira.

Convocado para o mundial da Argentina em 1978, Cerezo foi um dos “Campeões Morais”, título simbólico inventando pelo próprio Coutinho em razão da duvidosa vitória dos argentinos sobre o Peru.

Também esteve no mundialito do Uruguai em 1980, ano em que também amargou outro vice campeonato brasileiro diante do forte Flamengo de Zico no Maracanã.

Toninho integrou o inesquecível “quadrado mágico” do técnico Telê Santana. Ao lado de Falcão, Sócrates e Zico, realizou grandes partidas no mundial da Espanha em 1982.

Paolo Rossi aproveita uma infelicidade de Cerezo e decreta o segundo tento italiano.

Paolo Rossi aproveita uma infelicidade de Cerezo e decreta o segundo tento italiano.

Falcão e Cerezo na Roma. Crédito: revista Guerin Sportivo número 36.

Falcão e Cerezo na Roma. Crédito: revista Guerin Sportivo número 36.

Com a eliminação do Brasil frente aos italianos em 5 de julho de 1982, Cerezo carregou o infortúnio daquele “passe infeliz”, que originou o segundo gol de Paolo Rossi.

Permaneceu no Galo até 1983, ano da conquista do hexa campeonato mineiro. Em seguida foi negociado com o futebol italiano para defender o Roma do companheiro Falcão.

Em 1986 foi contratado pela Sampdoria, onde recebeu o apelido de “Pluto”. Conquistou um campeonato nacional e mais duas Copas da Itália.

Cerezo só retornou ao Brasil em 1992, quando contava com 38 anos de idade para jogar pelo São Paulo. Foram duas passagens no tricolor paulista: 1992 até 1993 e novamente em 1995.

Cerezo na Sampdoria.

Cerezo na Sampdoria.

Participou das conquistas do campeonato paulista de 1992 e do mundial de clubes em 1992 e 1993, quando na final diante do Milan foi considerado o melhor jogador em campo.

Jogando pelo Tricolor, Cerezo realizou um total de 72 partidas, obtendo 37 vitórias, 22 empates, 13 derrotas e 7 gosl marcados.

Voltou para o futebol mineiro para jogar pelo Cruzeiro em 1994. Depois de uma rápida passagem pelo futebol paulista, defendendo o Paulista de Jundiaí, voltou ao São Paulo e depois esteve novamente em Minas Gerais para jogar pelo América.

Em seguida, realizou o sonho pessoal ao encerrar sua carreira no Atlético Mineiro em 1997, onde totalizou um total de 400 partidas com 53 gols marcados.

Cerezo passou pelo Cruzeiro. Crédito: revista Placar.

Cerezo passou pelo Cruzeiro. Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Daniel Gomes, Carlos Maranhão, Marcelo Rezende e Sérgio A. Carvalho) revista Manchete Esportiva, revista Guerin Sportivo, lancenet.com.br, esportes.r7.com, globoesporte.globo.com, gazetaesportiva.net, campeoesdofutebol.com.br, esporte.ig.com.br, webgalo.comze.com, atleticoxcruzeiroraridades.blogspot.com, blog.maismemoria.net, correio24horas.com.br, futebolbrasileirorkut.blogspot.com, albumefigurinhas.no.comunidades.net, site do Milton Neves.

Anúncios