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Antenor Lucas, o Brandãozinho, nasceu na cidade de Campinas (SP), em 9 de junho de 1925. No início dos anos 40, o jovem Brandãozinho foi encaminhado aos quadros amadores da Associação Atlética Ponte Preta de Campinas (SP).

Algum tempo depois foi transferido para a Associação Atlética Caldense de Poços de Caldas (MG). Posteriormente voltou ao futebol paulista, ao firmar compromisso com a Portuguesa Santista, onde também assinou seu primeiro contrato profissional.

Jogando como médio-volante da “Briosa”, o bom futebol de Brandãozinho despertou o interesse dos dirigentes da Associação Portuguesa de Desportos.

Começou assim em 1947, uma verdadeira batalha para trazer o jogador para o time da capital paulista. Inicialmente, o negocio girou em torno de 400 mil cruzeiros antigos.

Todavia, um diretor da Portuguesa Santista julgou o valor irrisório e Brandãozinho permaneceu no Ulrico Mursa em 1948 e boa parte de 1949.

Brandãozinho com a camisa da Portuguesa Santista. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva.

O massagista Mário Américo e Brandãozinho. Crédito: globoesporte.globo.com.

Finalmente em 10 de agosto de 1949, após uma longa e cansativa negociação, Brandãozinho foi apresentado aos torcedores e assinou seu novo contrato na Portuguesa de Desportos.

O montante investido pelos cartolas da Portuguesa beirou os 600.000 cruzeiros antigos, um verdadeiro recorde na época.

E não foi só isso. Com o campeonato paulista em andamento, a Portuguesa de Desportos teve dificuldade para aproveitar Brandãozinho imediatamente.

Foi preciso apelar para uma intervenção direta do presidente da Federação Paulista de Futebol, o senhor Roberto Gomes Pedrosa.

A primeira participação aconteceu em um clássico contra o Palmeiras. O primeiro gol foi marcado em setembro de 1949, na vitória por 4×1 justamente diante da Portuguesa Santista.

Djalma Santos e Brandãozinho na seleção paulista.
Crédito: placar.abril.com.br.

Antes do confronto entre paulistas e cariocas no Pacaembu, vemos Jair e Brandãozinho. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 740 – 12 de junho de 1952.

Em grande fase na Portuguesa, Brandãozinho ganhou sua primeira chance na Seleção Brasileira e conquistou o campeonato Pan-Americano de 1952.

Campeão do Torneio Rio-São Paulo na edição de 1952, Brandãozinho e seus companheiros escreveram o período mais vitorioso da história do clube.

Abaixo, uma das importantes participações de Brandãozinho durante o Torneio Rio-São Paulo de 1952:

5 de março de 1952 – Torneio Rio-São Paulo – Portuguesa 5×1 Santos – Estádio do Pacaembu – Árbitro: Aldridge – Gols: Pinga (4) e Renato para a Portuguesa de Desportos; Pascoal para o Santos.

Portuguesa de Desportos: Muca; Nena e Noronha (Hermínio); Santos, Brandãozinho e Carlos; Julinho, Renato (Leopoldo), Nininho, Pinga e Simão. Técnico: Jim Lopes. Santos: Manga; Hélvio e Olavo; Nene, Formiga e Pascoal; Alemãozinho, Cento e Nove (Nando), Nicácio (Alemão), Odair e Tite. Técnico: Aimoré Moreira.

Partindo da esquerda; Djalma Santos, Brandãozinho e Bauer. Crédito: revista revista Esporte Ilustrado número 833.

A Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1954. Partindo da esquerda; Índio, Didi, Humberto Tozzi, Maurinho, Djalma Santos, Brandãozinho, Nilton Santos, Pinheiro, Julinho Botelho, Castilho, Bauer e o massagista Mário Américo. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.

Brandãozinho também defendeu o selecionado paulista em inúmeras oportunidades, inclusive conquistando o tradicional campeonato brasileiro de seleções.

Depois do infortúnio na Copa do Mundo de 1950, os homens da CBD iniciaram um processo de reformulação. Até o uniforme, antes todo branco, foi trocado pelo “canarinho”, como até hoje conhecemos.

Para disputar o mundial de 1954, o técnico Zezé Moreira manteve Bauer e Brandãozinho na composição da meia-cancha.

Brandãozinho participou da partida que ficou conhecida como “A Batalha de Berna”, quando fomos superados pela Hungria pelo placar de 4×2, na primeira derrota da nova camisa canarinho.

Crédito: revista O Cruzeiro – Encarte ídolos do futebol brasileiro.

Crédito: revista Manchete Esportiva número 16.

Depois da conquista do Torneio Rio-São Paulo em 1955, Brandãozinho sentiu o agravamento de algumas contusões, além da complicação de uma cirurgia realizada logo após o mundial de 1954.

Depois de grandes temporadas jogando pela Portuguesa, Brandãozinho deixou os gramados em 1957.

Pela Lusa, além das conquistas no Torneio Rio-São Paulo, Brandãozinho faturou também o Troféu San Isidro em 1951 (Espanha) e a “Fita Azul”, nas edições de 1951, 1953 e 1954.

Trabalhou posteriormente como treinador nas divisões amadoras do Nacional Atlético Clube da capital paulista e na própria Portuguesa de Desportos, onde também orientou o time principal.

Formado em Educação Física, Brandãozinho estudou Direito e trabalhou como Investigador de Polícia. Antenor Lucas faleceu no dia 4 de abril de 2000.

Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Foto de João Santos. Crédito: revista Placar 27 de abril de 1987.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Bruno Bittencourt, Carlos Henrique Amoedo, Fausto Neto, João Santos e Martha Esteves), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista Esporte Ilustrado, revista Manchete, revista Manchete Esportiva, revista O Globo Sportivo, revista O Cruzeiro, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal O Mundo Esportivo, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.net, globoesporte.globo.com,  museudosesportes.blogspot.com, site do Milton Neves, placar.abril.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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