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Nossa história começa quando o selecionado pernambucano esteve na cidade de São Paulo em 1944.

Os homens da “Terra do Frevo” desembarcaram trazendo sua maior estrela, o ponta de lança do Clube Náutico Capibaribe, Orlando Azevedo Viana, que posteriormente ficou conhecido como “Orlando Pingo de Ouro”.

Natural de Recife (PE), onde nasceu no dia 4 de dezembro de 1923, Orlando começou sua carreira jogando pelo Náutico em 1941 e foi campeão estadual em 1945.

Ao contrário de inúmeros atacantes que conquistam seu espaço pela composição corporal privilegiada, Orlando não foi beneficiado pela natureza no aspecto físico, contando apenas com 1;65m de altura.

Orlando (esquerda) era o grande destaque do selecionado pernambucano. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva número 1069.

Orlando (esquerda) era o grande destaque do selecionado pernambucano. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva número 1069.

Crédito: revista O Globo Sportivo número 471- 25 de setembro de 1947.

Crédito: revista O Globo Sportivo número 471- 25 de setembro de 1947.

Em compensação, o baixinho Orlando tinha malícia, sutileza e inteligência para se livrar da marcação e surgir sempre no lugar certo para fazer seus gols.

Por essas razões, Orlando ganhou o apelido de “Pingo de Ouro”, que o seguiu durante toda sua carreira nos clubes em que defendeu, especialmente no Fluminense, onde teve uma passagem marcante e vencedora. 

E foi no ano de 1945 que os diretores do Fluminense foram decididos até Recife.

Queriam contratar o emergente goleador que fazia muito sucesso jogando pelo time do estádio dos Aflitos.

Crédito: revista Esporte Ilustrado número 501 - 13 de novembro de 1947.

Crédito: revista Esporte Ilustrado número 501 – 13 de novembro de 1947.

Crédito: revista O Globo Sportivo número 660.

Crédito: revista O Globo Sportivo número 660.

Com isso, esperavam definitivamente resolver os constantes apelos da torcida em relação ao ataque tricolor, já que o último título do Fluminense tinha sido conquistado no distante ano de 1941.

Com o negócio fechado, Orlando viajou para o Rio de Janeiro e fez sua estréia no dia 20 de outubro de 1945, com vitória sobre o Bonsucesso por 5×1.

Naquele ano, o Vasco da Gama impediu o tetracampeonato do Flamengo e o Fluminense, novamente, não realizou uma boa temporada.

Partindo da esquerda: Telê, Orlando, Carlyle, Didi e Joel. Crédito: revista O Globo Sportivo número 662.

Partindo da esquerda: Telê, Orlando, Carlyle, Didi e Joel. Crédito: revista O Globo Sportivo número 662.

Crédito: revista O Globo Sportivo número 683.

Crédito: revista O Globo Sportivo número 683.

Os frutos do esforço da diretoria apareceram já no ano de 1946, quando finalmente o time das Laranjeiras conquistou o campeonato carioca com um ataque poderoso, que contava com Pedro Amorim, Orlando Pingo de Ouro, Ademir Menezes, Simões e Rodrigues.

Em 1951, o Fluminense quebrou o domínio do Vasco da Gama e conquistou novamente o campeonato estadual. Orlando ainda fez parte da equipe que conquistou o troféu da Copa Rio em 1952.

Conforme registros do site oficial do Fluminense, o atacante participou de 310 jogos e anotou 186 gols.

Permaneceu nas Laranjeiras até 1953, quando foi para o futebol paulista defender o Santos por um curto período.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Orlando e Zizinho. Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Orlando e Zizinho. Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Depois, jogou pelo Atlético Mineiro, onde disputou apenas 28 jogos e anotou 12 tentos, conquistando o campeonato estadual de 1955.

Orlando retornou logo depois ao Rio de Janeiro para jogar pelo Botafogo em 1956, quando já despontava uma nova geração de craques que deram ao “Glorioso” o título carioca de 1957.

Também não permaneceu por muito tempo no Botafogo e na mesma temporada de 1957, o “Pingo de Ouro” jogou pelo Canto do Rio, onde encerrou sua carreira como jogador profissional.

Crédito: revista Placar - 4 de dezembro de 1970.

Crédito: revista Placar – 4 de dezembro de 1970.

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O atacante integrou por inúmeras vezes os selecionados de Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais na disputa do então habitual campeonato brasileiro de seleções.

Entretanto, realizou apenas 3 partidas pela Seleção Brasileira. Eram os anos dourados do escrete e a quantidade de craques era suficiente para montar várias seleções ao mesmo tempo.

Isto lhe bastou para incluir, na sua relação títulos, o campeonato Sul-Americano de 1949. Nesse certame, em 3 jogos, obteve 3 vitórias e marcou 2 gols. Orlando faleceu no dia 5 de agosto de 2004.

Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Orlando campeão carioca de 1951. Crédito: Livro 1952 Fluminense Campeão do Mundo - Autor Eduardo Coelho - editora Maquinária.

Orlando campeão carioca de 1951. Crédito: Livro 1952 Fluminense Campeão do Mundo – Autor Eduardo Coelho – editora Maquinária.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista Esporte Ilustrado, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista Manchete, revista O Globo Sportivo, esporte.uol.com.br, flumania.com.br, globoesporte.globo.com, reliquiasdofutebol.blogspot.com.br, ftt-futeboldetodosostempos.com, site do Milton Neves, acervofluminense.blogspot.com.br, netflu.com.br, 100anosgalo.blogspot.com.br, idolosdofutebol.blogspot.com, Arquivo Público do Estado de São Paulo – Memória Pública – Jornal Última Hora, albumefigurinhas.no.comunidades.net,  Livro: 1952 – Fluminense Campeão do Mundo – Autor Eduardo Coelho – Editora Maquinária, museudosesportes.blogspot.com.

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