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Vitor, ou ainda Victor Ratautas, como encontrado em algumas publicações, nasceu no dia 10 de março de 1934, na cidade de Santo André (SP).

Começou no futebol nas divisões amadoras do Esporte Clube Santo André em 1950. No ano de 1952 foi encaminhado ao Clube Atlético Juventus pelo atacante Luís Geremias Marucci, onde firmou seu primeiro compromisso profissional.

No tradicional time da Rua Javari, Vitor formou ao lado de Nésio e Giancoli, uma sólida linha defensiva no início dos anos cinquenta.

Atuando como zagueiro ou lateral esquerdo, Vitor era chamado inicialmente pelos companheiros como “Vitor Polaco”, em razão de pele clara, cabelos louros e uma postura sempre séria, de pouca conversa.

Partindo da esquerda: Vitor, Sarará e Alfredo Ramos. Crédito: saopaulofc.net.

Vitor e o técnico Leônidas da Silva. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo – Memória Pública – Jornal Última Hora.

Como sua família era de origem lituana, o “Polaco” foi sendo deixado de lado e assim prevaleceu o apelido de “Vitor Lituano”.

Vitor era um beque daqueles que afastava o perigo da grande área de qualquer maneira, rebatendo o couro para bem longe, mesmo que isso custasse a canela dos atacantes adversários.

Vitor deixou o Juventus quando foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube em 1954. Chegou ao Morumbi apenas para compor o elenco, já que na época, o tricolor contava com Pé de Valsa, Mauro Ramos de Oliveira e Turcão.

Com orientações do lendário Leônidas da Silva, que na época trabalhou como treinador, Vitor aliou mais serenidade e lucidez ao seu estilo viril.

Vitor na marcação de Quincas do Fluminense. Crédito: revista do Esporte.

Abaixo, uma das participações de Vitor pelo São Paulo durante a disputa do Torneio Rio-São Paulo de 1954:

3 de julho de 1954 – Torneio Rio- São Paulo – São Paulo 1×0 Corinthians – Estádio do Pacaembu – Árbitro: Latorre – O gol do São Paulo foi marcado por Haroldo.

São Paulo: Poy; Clélio e De Sordi; Pé de Valsa, Vitor e Nilo; Haroldo, Gino Orlando, Rodrigo (Aldo), Dino e Canhoteiro. Técnico: Jim Lopes. Corinthians: Gylmar; Homero e Olavo (Diogo); Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Paulo (Nardo), Carbone e Simão. Técnico: Rato.

As Críticas, antes quase freqüentes ao seu futebol, foram cedendo diante de suas atuações, cada vez mais regulares.

Crédito: revista Placar – As maiores torcidas do Brasil – Abril de 1979 – Material publicado no site blogsoberanoarruda.blogspot.com.br.

O São Paulo campeão paulista de 1957. Em pé: O mordomo Serroni, De Sordi, Poy, Sarará, Riberto, Vítor, Mauro Ramos de Oliveira e o técnico Bella Guttmann. Agachados: Maurinho, Amauri, Gino Orlando, Zizinho e Canhoteiro. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br.

O São Paulo campeão paulista de 1957. Em pé: O mordomo Serroni, De Sordi, Poy, Sarará, Riberto, Vítor, Mauro Ramos de Oliveira e o técnico Bella Guttmann. Agachados: Maurinho, Amauri, Gino Orlando, Zizinho e Canhoteiro. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br.

Em junho de 1956, depois da saída de Antônio Machado de Oliveira, o popular Pé de Valsa, Vitor ganhou a condição de titular em definitivo e se tornou um dos jogadores que mais atuou pelo São Paulo.

Campeão paulista de 1957, Vitor atingiu o seu auge em 1960, quando defendeu o selecionado paulista e a Seleção Brasileira.

Ainda em 1960, o “Lituano” esteve presente nas festividades de inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, em 2 de outubro de 1960, na vitória por 1×0 sobre o Sporting Clube de Portugal.

Vitor permaneceu no São Paulo até o ano de 1961, quando foi negociado com a Associação Atlética Ponte Preta de Campinas (SP).

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 158. Abril de 1960.

O goleiro Poy segura um troféu ao lado de Paulo Machado de Carvalho. Os dois últimos são Gino Orlando e Vitor. Inauguração do Estádio do Morumbi em 1960. Crédito: saopaulofc.net.

Seus números registram uma marca considerável de 382 partidas disputadas. Foram 191 vitórias, 97 empates, 94 derrotas e 7 gols marcados.

Os dados foram publicados pelo reconhecido Almanaque do São Paulo, de autoria de Alexandre da Costa.

Depois da passagem pela Ponte Preta, Vitor jogou pelo Esporte Clube Taubaté e Derac da cidade de Itapetininga (SP), onde também atuou como Auxiliar Técnico. Encerrou sua carreira no Saad de São Caetano, em 1969.

Conforme publicado pela revista Placar em 24 de outubro de 1980, depois do futebol Vitor trabalhou como Representante Comercial de materiais para segurança. Seu falecimento ocorreu no dia 30 de junho de 1996.

Vitor em sua época de Ponte Preta. Crédito: site do Milton Neves.

Crédito: revista Placar – 24 de outubro de 1980.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, Arquivo Público do Estado de São Paulo – Memória Pública – Jornal Última Hora, Jornal A Gazeta Esportiva, site do Milton Neves, museudosesportes.blogspot.com.br, jogadorestricolores.blogspot.com, blogsoberanoarruda.blogspot.com.br, saopaulofc.net,  Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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