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Vitor, ou ainda Victor Ratautas, como encontrado em muitas referências, nasceu no dia 10 de março de 1934 na região de Santo André (SP).

Começou no futebol nas divisões amadoras do E.C Santo André em 1950 e no ano de 1952 foi levado ao C.A Juventus pelo atacante Luís Geremias Marucci, onde firmou seu primeiro compromisso profissional.

No tradicional time grená, Vitor formou ao lado de Nésio e Giancoli, uma linha de defesa compacta naquele início dos anos cinquenta.

Partindo da esquerda: Vitor, Sarará e Alfredo Ramos. Crédito: saopaulofc.net.

Partindo da esquerda: Vitor, Sarará e Alfredo Ramos. Crédito: saopaulofc.net.

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 158. Abril de 1960.

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 158. Abril de 1960.

Atuando como zagueiro ou lateral esquerdo, Vitor era chamado inicialmente pelos companheiros como “Vitor Polaco”, em razão de pele clara, cabelos louros e uma postura sempre séria, de pouca conversa.

Como sua família era de origem lituana, o “Polaco” foi sendo deixado de lado e assim prevaleceu o apelido de “Vitor Lituano”.

Vitor era um beque daqueles que afastava o perigo da grande área de qualquer maneira, rebatendo o couro para bem longe, mesmo que isso custasse a canela dos atacantes adversários.

Vitor na marcação de Quincas do Fluminense. Crédito: revista do Esporte.

Vitor na marcação de Quincas do Fluminense. Crédito: revista do Esporte.

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Vitor deixou a Rua Javari e foi contratado pelo São Paulo em 1954. Chegou apenas para compor o elenco, já que na época, o tricolor contava com Pé de Valsa, Mauro Ramos de Oliveira e Turcão em seu sólido sistema defensivo.

Com orientações do lendário Leônidas da Silva, que na época atuou como treinador, Vitor aliou mais serenidade e lucidez ao seu estilo viril.

Seu futebol cresceu. Críticas, antes freqüentes, foram cedendo diante de suas atuações cada vez mais regulares e eficientes.

Vitor e o técnico Leônidas da Silva. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo. Memória Pública – Jornal Última Hora.

Vitor e o técnico Leônidas da Silva. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo. Memória Pública – Jornal Última Hora.

Crédito: site do Milton Neves.

Crédito: site do Milton Neves.

Depois da saída de Pé de Valsa em junho de 1956, Vitor foi utilizado com maior freqüência, tornando-se um dos jogadores que mais atuou pelo tricolor ao longo de sua história.

Campeão paulista de 1957, Vitor atingiu seu auge em 1960, quando defendeu o selecionado paulista e a Seleção Brasileira. Ainda em 1960, o “Lituano” esteve presente nas festividades de inauguração do estádio do Morumbi.

Permaneceu no São Paulo até o ano de 1961, quando foi negociado com a A.A. Ponte Preta de Campinas.

O goleiro Poy segura um troféu ao lado de Paulo Machado de Carvalho. Os dois últimos são Gino Orlando e Vitor. Inauguração do estádio do Morumbi em 1960. Crédito: saopaulofc.net.

O goleiro Poy segura um troféu ao lado de Paulo Machado de Carvalho. Os dois últimos são Gino Orlando e Vitor. Inauguração do estádio do Morumbi em 1960. Crédito: saopaulofc.net.

Inauguração do estádio do Morumbi em 1960. Em pé: Djalma Santos, Poy, Fernando Sátiro, Gildésio, Riberto e Vitor. Agachados: Julinho Botelho, Almir, Gino Orlando, Gonçalo e Canhoteiro. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br.

Inauguração do estádio do Morumbi em 1960. Em pé: Djalma Santos, Poy, Fernando Sátiro, Gildésio, Riberto e Vitor. Agachados: Julinho Botelho, Almir, Gino Orlando, Gonçalo e Canhoteiro. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br.

Seus números registram uma marca considerável de 382 partidas disputadas. Foram 191 vitórias, 97 empates, 94 derrotas e 7 gols marcados. Os dados pertencem ao Almanaque do São Paulo, de autoria de Alexandre da Costa.

Depois da Ponte Preta, Vitor jogou pelo Esporte Clube Taubaté, Derac de Itapetininga, onde também atuou como auxiliar técnico. Encerrou sua carreira no Saad (antigo São Caetano), em 1969.

Quando não atuava mais dentro do mundo do futebol, Vitor trabalhou como representante comercial de materiais para segurança. Seu falecimento ocorreu no dia 30 de junho de 1996.

Vitor em sua época de Ponte Preta. Crédito: site do Milton Neves.

Vitor em sua época de Ponte Preta. Crédito: site do Milton Neves.

Pelé era de ferro! Crédito: revista Placar - 24 de outubro de 1980.

Pelé era de ferro! Crédito: revista Placar – 24 de outubro de 1980.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, Jornal A Gazeta Esportiva, site do Milton Neves, jogadorestricolores.blogspot.com, museudosesportes.blogspot.com.br, Arquivo Público do Estado de São Paulo – Memória Pública – Jornal Última Hora, saopaulofc.net, albumefigurinhas.no.comunidades.net, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa.

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