Tags

, , ,

Waldemar de Brito entrou para os livros de história como o descobridor de Pelé; um menino tímido que apareceu na cidade de Bauru e mais tarde recebeu os títulos de “Rei do Futebol” e “Atleta do Século” – o primeiro jogador que oficialmente marcou 1000 gols. 

Nascido na cidade de São Paulo (SP) em 17 de maio de 1913, o primeiro time do rapazola Waldemar de Brito foi o Esporte Clube Sírio em 1927, mesmo período em que jogou ao lado de seu irmão mais velho Petronilho de Brito.

Em 1928, após uma rápida passagem por uma equipe chamada Independência Futebol Clube, Waldemar de Brito retornou ao mesmo Sírio. Em 1933, sua fama de goleador o levou ao recém fundado São Paulo da Floresta.

Pelo São Paulo da Floresta, o promissor Waldemar de Brito foi muito bem. Seu primeiro grande momento aconteceu na disputa do Torneio Rio-São Paulo de 1933.

Diante do Vasco da Gama, Waldemar de Brito marcou os 5 gols da grande vitória do tricolor pelo placar de 5×1. Foi o suficiente para sair de campo carregado em louvor pela multidão. O São Paulo da Floresta foi o vice-campeão e o Palestra Itália ficou com o título!

Nos braços da torcida, Waldemar de Brito marcou época no tricolor paulista. Crédito: saopaulofc.net.

Waldemar de Brito quando passou pelo San Lorenzo da Argentina. Crédito: revista El Gráfico.

Abaixo, os registros do jogo em que Waldemar de Brito foi o grande destaque da esmagadora vitória do São Paulo sobre o Vasco da Gama:

4 de junho de 1933 – Torneio Rio-São Paulo – São Paulo 5×1 Vasco da Gama – Estádio da Floresta Árbitro: João de Deus Candiota – Gols: Waldemar de Brito (5) para o São Paulo e Russinho para o Vasco da Gama.

São Paulo: Moreno; Sylvio e Iracino; Raffa, Zarzur e Orozimbo; Luizinho, Waldemar de Brito, Armandinho, Araken e Patrício. Vasco da Gama: Jaguaré; Jucá e Itália; Maurão, Fausto e Molla; Orlando, Almir, Quarenta, Russinho e Carreiro.

No certame paulista de 1933, Waldemar de Brito foi o artilheiro da competição com 21 gols marcados. O excelente desempenho representou sua convocação para disputar o mundial de 1934 na Itália.

Foram 17 partidas pela Seleção Brasileira; com 8 vitórias, 5 empates, 4 derrotas e 20 gols marcados. Os números fazem parte do livro “Seleção Brasileira 90 Anos”, dos autores Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Leônidas da Silva e Waldemar de Brito, companheiros no Flamengo. Crédito: acervo.oglobo.globo.com.

No Flamengo, Waldemar de Brito permaneceu entre 1937 e 1939. Crédito: revista Esporte llustrado número 37 – 21 de dezembro de 1938.

Ainda em 1934, Waldemar de Brito defendeu o Botafogo de Futebol e Regatas (RJ) por apenas uma temporada, antes de ser transferido para o Club Atlético San Lorenzo de Almagro da Argentina, equipe onde também brilhou seu irmão Petronilho de Brito.

Na temporada de 1937, Waldemar de Brito aceitou uma proposta do Clube de Regatas do Flamengo e voltou ao cenário carioca.

Pelo “Rubro-Negro”, o atacante permaneceu entre 1937 e 1939. Ao todo foram 59 partidas com 34 vitórias, 7 empates, 18 derrotas e 35 gols marcados. Os registros foram publicados pelo Almanaque do Flamengo, dos autores Clóvis Martins e Roberto Assaf.

Ainda em 1939, Waldemar de Brito retornou ao San Lorenzo e lá continuou até 1941, quando firmou compromisso com o São Paulo Futebol Clube.

Nessa segunda passagem pelo tricolor entre 1941 e 1942, Waldemar de Brito foi o vice-artilheiro do campeonato paulista de 1942 com 21 gols marcados, marca superada apenas por Milani do Corinthians, com 24 gols.

Investida de Waldemar de Brito no empate do São Paulo em 2×2 diante do SPR pelo certame paulista no Pacaembu. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva número 880 – 20 de julho de 1942.

Partindo da esquerda no gramado das Laranjeiras; Pipi, Magnones e Waldemar de Brito. Crédito: revista Esporte Ilustrado.

Conforme os registros publicados no reconhecido Almanaque do São Paulo, do autor Alexandre da Costa, o atacante realizou 35 jogos nesse período.

Ao todo foram 19 vitórias, 10 empates, 6 derrotas e 29 gols marcados, inclusive participando do elenco que conquistou o importante título paulista de 1943.

Em 1943, Waldemar de Brito continuou em sua “gangorra” particular entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Defendeu primeiramente o Fluminense e logo em seguida voltou ao futebol paulista para jogar pela Portuguesa de Desportos. 

No mês de março de 1945, Waldemar de Brito trocou de clube e assinou com a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Pelo alviverde, Waldemar de Brito disputou 15 compromissos com 9 vitórias, 4 empates, 2 derrotas e 9 gols marcados. Os números foram publicados pelo Almanaque do Palmeiras, dos autores de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

No início 1945, o Palmeiras apresentou bons reforços na tentativa de manter o título paulista conquistado em 1944. Em pé: Túlio e o afamado Waldemar de Brito. Agachados: Mantovani e Oswaldinho. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva – 19 de março de 1945.

Depois do futebol, Waldemar de Brito arriscou soltar a voz como cantor de tango. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 867 – 18 de novembro de 1954.

Depois de tantas experiências, Waldemar de Brito estava cansado! Procurava por um “porto seguro” onde pudesse encerrar sua caminhada como jogador e, quem sabe, iniciar outro tipo de atividade ainda ligada ao futebol.

Dessa forma, Waldemar de Brito passou rapidamente pela Portuguesa Santista e depois aceitou um convite do Bauru Atlético Clube (SP), o simpático “BAC”.

Responsável pelas categorias de base do Bauru, Waldemar de Brito ficou muito impressionado com o futebol vistoso do menino Pelé.

Assim, em agosto de 1956, o mesmo Waldemar de Brito encaminhou Pelé aos alojamentos do Santos Futebol Clube.

Waldemar de Brito faleceu na cidade de São Paulo (SP), em 21 de fevereiro de 1979. Com uma trajetória marcante, seu legado é muito maior do que apenas ficar lembrado como o descobridor de Pelé!

Waldemar de Brito, o descobridor do “Rei do Futebol”. Crédito: revista O Globo Sportivo número 634.

Em destaque, o ainda menino Pelé é observado pelo técnico Waldemar de Brito. Crédito: revista Placar – Novembro de 2009.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Amir Farha e José Maria de Aquino), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista El Gráfico, revista Esporte Ilustrado, revista do Fluminense, revista Grandes Clubes Brasileiros, revista O Cruzeiro, revista O Globo Sportivo, revista Tricolor, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal dos Sports, Jornal Mundo Esportivo, Jornal O Globo, acervo.oglobo.globo.com, campeoesdofutebol.com.br, placar.abril.com.br, saopaulofc.net, site do Milton Neves (por Marcelo Rozenberg), Livro: Seleção Brasileira 90 Anos – Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, Almanaque do Flamengo – Clóvis Martins e Roberto Assaf, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa.

Anúncios