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Em setembro de 1939 o mundo entrou em guerra e os jornais noticiavam com frequência o nome dos ditadores que assombravam os homens de boa vontade: Adolf Hitler e Benito Mussolini.

Bem distante do conflito bélico, o jovem Luíz pagou o preço por sua descendência italiana e sua semelhança com Benito Mussolini.

Foi assim que ele deixou de ser apenas o Luiz e ficou conhecido pelos amigos como “Mussula”.

Luiz de Matos Luchesi, nasceu na cidade de Belo Horizonte, em 21 de agosto de 1938. (*) Algumas fontes registram sua data de nascimento em 14 de agosto de 1938.

Nos primeiros anos da década de 1950, era comum encontrar o rapazola da família Luchesi defendendo a meta de várias equipes amadoras de Belo Horizonte. Em seguida, Mussula foi jogar pelo Santa Cruz da cidade de Santa Luzia.

O Atlético Mineiro que em 1968 representou o Brasil e venceu a Iugoslávia por 3×2. Em pé: Vander, Grapete, Vanderlei, Mussula, Normandes e Décio Teixeira. Agachados: Ronaldo, Amaury, Vaguinho, Lola e Tião. Crédito: revista Mineirão – Enciclopédia do Futebol Mineiro.

Pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1969, o Atlético Mineiro venceu o São Paulo por 5×2 no Morumbi. Partindo da esquerda; Humberto Monteiro (camisa 2), o goleiro Mussula, Toninho Guerreiro e Grapete (encoberto). Crédito: acervo.oglobo.globo.com.

Suas boas atuações logo o levaram ao Cruzeiro Esporte Clube em 1955. A primeira participação no time principal aconteceu justamente contra o Atlético Mineiro, clássico que terminou empatado em 2×2.

Afastado temporariamente do mundo da bola pelo serviço militar, Mussula voltou ao mesmo Cruzeiro, até o dia do infeliz desentendimento com o presidente Felício Brandi.

Entre palavras rasgadas de ambos os lados, Mussula acabou ficando com o direito do passe em mãos, algo incomum em uma época em que os jogadores eram uma espécie de propriedade do clube.

Dessa foma, em 1958 o jovem goleiro acertou sua papelada com o Villa Nova Atlético Clube (MG) e disputou um excelente campeonato mineiro.

Permaneceu no Villa Nova até junho de 1961, momento em que retornou mais uma vez ao Cruzeiro, com o passe fixado em 60 mil cruzeiros.

Crédito: revista Grandes Clubes Brasileiros.

Crédito: revista Placar.

Conforme registros publicados no Almanaque do Cruzeiro, do autor Henrique Ribeiro, Mussula jogou pelo Cruzeiro até o findar da temporada. Foram 126 compromissos com 142 gols sofridos.

Em seguida foi negociado com o Esporte Clube Renascença (MG), equipe onde permaneceu até 1966.

Contratado pelo América Futebol Clube (MG), Mussula continuou apresentando um futebol de alto nível. Foi então que o Clube Atlético Mineiro acertou sua contratação em meados de 1967.

Mussula também vestiu a camisa do “escrete canarinho” em 19 de dezembro de 1968, quando o Atlético Mineiro representou o Brasil e venceu a Iugoslávia por 3×2.

Depois, Mussula participou do amistoso entre Atlético Mineiro e Seleção Brasileira, partida disputada em 3 de setembro de 1969 no Mineirão.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: site do Milton Neves.

O Atlético venceu por 2×1, com uma grande atuação de Mussula. O gol da vitória dos mineiros foi marcado pelo centroavante Dario, que na oportunidade teve seu nome enaltecido pelo presidente Médici.

Tricampeão da Taça Belo Horizonte nas edições de 1970, 1971 e 1972, Mussula também conquistou o campeonato mineiro em 1970.

Campeão brasileiro de 1971, Mussula perdeu seu espaço depois da chegada do astro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz, em dezembro de 1971. Deixou o clube no início de 1974, ocasião em que também encerrou a carreira.

Começou depois seu ciclo como treinador, inicialmente trabalhando como auxiliar de Telê Santana. Ao longo de sua trajetória como técnico, Mussula orientou várias equipes, principalmente no cenário mineiro.

Também Foi supervisor de futebol do Atlético Mineiro até 1995. Atualmente Mussula está aposentado e mora na capital mineira.

Foto de Auremar de Castro. Crédito: revista Placar – 29 de julho de 1983.

Mussula como técnico do Atlético Mineiro em 1983. Crédito: revista Placar – 2 de setembro de 1983.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, (por Arthur Ferreira, Auremar de Castro e Sérgio A. Carvalho), revista do Esporte, revista Grandes Clubes Brasileiros, revista Manchete Esportiva, revista Mineirão – Enciclopédia do Futebol Mineiro, revista Veja, Jornal Estado de Minas, acervo.oglobo.globo.com, almanaquedocruzeiro.blogspot.com.br, campeoesdofutebol.com.br, diarioweb.com.br, mg.superesportes.com.br, site do Milton Neves (por Marcelo Rozemberg), Almanaque do Cruzeiro – Henrique Ribeiro, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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