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Com o nome curtinho e fácil de decorar, o jovem alto, espigado e ainda com espinhas espalhadas pela face, chegou precocemente ao “Xavante de Pelotas”, como também é conhecido o G.E Brasil, em meados do ano de 1953.

Olhares desconfiados, alguns o acharam ainda muito novinho para encarar uma baliza e defender os potentes e violentos “petardos”, desferidos na época em que as bolas ainda eram conhecidas pela assustadora denominação de “Bola de Capotão”.

O goleiro Suly Cabral Machado nasceu no dia 29 de outubro de 1938, em Pelotas (R.S). Suly se escreve com “Y” mesmo, conforme importante colaboração de Tiago Machado Delgado, neto do goleiro.

Suly quando contava com 15 anos de idade nessa formação do Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas (RS) em 1954. Em pé: Galego, Suly, Tibiriça, Seara, Jari, Miguel, Dario, Osvaldo, Duarte e Carlucio. Agachados: Nenê, Gitinha, Mortoza, Caizé, Negrito, Bentinho, João Borges e Joaquinzinho. Crédito: esquadroesdefutebol.blogspot.com.br.

Suly quando contava com 15 anos de idade nessa formação do Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas (RS) em 1954. Em pé: Galego, Suly, Tibiriça, Seara, Jari, Miguel, Dario, Osvaldo, Duarte e Carlucio. Agachados: Nenê, Gitinha, Mortoza, Caizé, Negrito, Bentinho, João Borges e Joaquinzinho. Crédito: esquadroesdefutebol.blogspot.com.br.

Suly fez muito sucesso no Aimoré de São Leopoldo. Crédito: revista do Esporte.

Suly fez muito sucesso no Aimoré de São Leopoldo. Crédito: revista do Esporte.

Começou sua carreira no juvenil do G.E Brasil em 1953 e para espanto de todos, em 1954, com apenas quinze anos de idade, já figurava entre os campeões da cidade no elenco de profissionais, na reserva do então titular Caruccio.

Com ótima colocação e muita elasticidade, logo se impôs conquistando os companheiros e também os torcedores locais.

Suly foi também campeão citadino pelo G.E.Brasil em 1955 e no ano seguinte foi o titular na excursão internacional nas Américas.

Com o sucesso e o reconhecimento batendo na porta, acabou transferido para o Aimoré de São Leopoldo, mesmo time do meio campista Mengávio, que fez sucesso jogando pelo Santos nos anos sessenta.

Suly no Grêmio. Crédito: torcedor.gremista.nom.br.

Suly no Grêmio. Crédito: torcedor.gremista.nom.br.

Crédito: divulgação/ site oficial do São Paulo F.C.

Crédito: divulgação/ site oficial do São Paulo F.C.

Mais perto da capital, logo despertou o interesse do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, onde, ao lado de Airton e Ênio Rodrigues, formou um ótimo “Trio Final”.

Corria o ano de 1959 e com apenas 21 anos de idade, Suly já brigava pela posição de titular, já que o dono da posição era Ruben Salvador Germinaro, “O Argentino Voador”, goleiro que pela primeira vez usou uma camisa amarela em gramados brasileiros.

Depois da oportuna saída do goleiro argentino, Suly venceu o companheiro Henrique na disputa pela titularidade em 1960.

Crédito: reliquiasdofutebol.blogspot.com.br.

Crédito: reliquiasdofutebol.blogspot.com.br.

Crédito: revista do Esporte.

Crédito: revista do Esporte.

Em clássicos, fez sua estréia em um Grenal amistoso, realizado no dia 21 de abril de 1960 e vencido pelo tricolor por 3×0.

No Grenal seguinte, realizado no dia 21 de agosto do mesmo ano, o resultado foi ainda melhor: Vitória gremista por 5×1. Nesse período, defendeu também o selecionado gaúcho e foi pentacampeão estadual.

Suas boas atuações despertaram o interesse de grandes clubes do centro do país.

Um tanto preocupado com essa possibilidade, cada vez mais concreta, lembrou do sucesso do conterrâneo Valdir Joaquim de Moraes no Palmeiras e encheu-se de coragem.

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Contratado pelo São Paulo F.C em 1961, aceitou o desafio de lutar por uma posição com outro argentino em seu caminho: O lendário José Poy, que já acenava com sua aposentadoria.

Aos poucos, Suly foi ganhando confiança e dividindo com o veterano e experiente Poy os novos capítulos que seriam desenhados naquela nova fase do tricolor paulista, com o imponente estádio do Morumbi em franca conclusão.

Em 15 agosto de 1963, uma quinta feira no estádio do Pacaembu, Suly participou do famoso jogo do “Cai-Cai”.

Naquela oportunidade, o São Paulo venceu o Santos pelo placar de 4×1, na partida que ficou conhecida como o dia em que “O Santos correu de campo”.

Neste duelo entre São Paulo e Palmeiras, em 1965, vemos os gaúchos Suly e Valdir, antes do início da partida. Crédito: revista do Esporte número 328 - Junho de 1965.

Neste duelo entre São Paulo e Palmeiras, em 1965, vemos os gaúchos Suly e Valdir, antes do início da partida. Crédito: revista do Esporte número 328 – Junho de 1965.

Suly também foi um recordista.

Foi o primeiro goleiro que estabeleceu marcas estatísticas expressivas no São Paulo. Entre os dias 23 de janeiro de 1963 e 24 de janeiro de 1965, disputou 107 jogos seguidos, sendo superado apenas por Rogério Ceni anos mais tarde.

Enquanto esteve no Morumbi, Suly conviveu e disputou posição com vários goleiros: Picasso, Raul, Fábio, Vanderlei, Barreira, Glauco e Gilberto.

Disciplinado, Suly era um atleta que dormia cedo e não tinha vícios, a não ser pela dedicação especial que mantinha com sua considerável coleção de moedas.

Gilberto e Suly, goleiros do tricolor nesta capa da revista do Esporte, edição número 267.

Gilberto e Suly, goleiros do tricolor nesta capa da revista do Esporte, edição número 267.

Os goleiros Suly e Poy, curiosamente, foram fotografados no gramado do estádio das Laranjeiras. Crédito: revista do Esporte número 130 - 1961.

Os goleiros Suly e Poy, curiosamente, foram fotografados no gramado do estádio das Laranjeiras. Crédito: revista do Esporte número 130 – 1961.

Mesmo sem conquistar um título paulista, o goleiro marcou época na meta do São Paulo F.C, clube que defendeu em 266 oportunidades, somando 138 vitórias, 65 empates e 63 derrotas.

Os números foram publicados pelo reconhecido Almanaque do São Paulo, de autoria de Alexandre da Costa.

No final da temporada de 1966, Suly conheceu novos ares quando foi emprestado ao Botafogo F.C de Ribeirão Preto. No clube do interior paulista, o experiente Suly permaneceu até o ano de 1968.

Em 1969 voltou para o Brasil de Pelotas, lá permanecendo até 1973, quando deixou definitivamente os gramados e mudou de profissão para exercer medicina veterinária.

No estádio do Morumbi ainda inacabado, vemos, partindo da esquerda: Jurandir, Suly, Bellini e Roberto Dias. Crédito: revista do Esporte número 371 - 1966.

No estádio do Morumbi ainda inacabado, vemos, partindo da esquerda: Jurandir, Suly, Bellini e Roberto Dias. Crédito: revista do Esporte número 371 – 1966.

Bellini e Suly. Crédito: revista do Esporte número 375 - Maio de 1966.

Bellini e Suly. Crédito: revista do Esporte número 375 – Maio de 1966.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista do São Paulo, revista do Grêmio, site oficial do São Paulo F.C, reliquiasdofutebol.blogspot.com.br, campeoesdofutebol.com.br, esquadroesdefutebol.blogspot.com.br, gremiocopero.com, site do Milton Neves, colecionadorxavante.com.br, torcedor.gremista.nom.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa, cacellain.com.br.

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