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Rápido e com uma rara visão de jogo, seus gols foram o grande assunto nos corredores da Vila Belmiro na temporada de 1967.

Nascido em 9 de setembro de 1949 na cidade de Santos (SP), Douglas da Silva Franklin sempre afirmou que o Bahia salvou sua vida!

Talvez por esse motivo, Douglas tenha dado um duro danado enquanto defendeu o tricolor da “Boa Terra”.

Filho de um enfermeiro e fotógrafo com uma escriturária, o menino Douglas jogava no AZ Negro, um time de várzea em Santos.

Acompanhado pelo famoso goleiro “Manga”, que defendeu o Santos entre 1951 e 1960, Douglas vivia na Vila Belmiro assistindo aos treinos do “Peixe”.

Douglas foi uma grande revelação em 1967. Crédito: revista do Esporte número 450 – 20 de outubro de 1967.

Ao lado de tantas estrelas, Douglas foi aprendendo os segredos da Vila Belmiro. Crédito: revista do Esporte número 450 – 20 de outubro de 1967.

Contava com 13 anos de idade quando foi aprovado no Santos. Depois de brilhar nas categorias amadoras, Douglas recebeu suas primeiras oportunidades no time principal.

Sua primeira participação aconteceu em 25 de maio de 1967, na vitória santista pelo placar de 5×1 diante do selecionado do Distrito Federal, jogo amistoso realizado na cidade de Brasília.

Douglas também foi o autor do primeiro gol no Estádio Rei Pelé, no triunfo sobre o selecionado alagoano por 5×0, em 25 de outubro de 1970.

Em 1972, Douglas deixou o alvinegro praiano após sérios desentendimentos com o treinador Mauro Ramos de Oliveira, que naquele momento o afastou do time em razão da declarada preferência pelo atacante Mazinho.

Alguns registros apontam que pelo Santos Douglas marcou 111 gols. Todavia, o site “santosfc.com.br” registra somente 76 gols em 223 jogos disputados.

Fama e prestígio no Bahia. Foto de Antônio Andrade. Crédito: revista Placar – 25 de fevereiro de 1977.

Não fosse o interesse do Bahia, Douglas não teria escapado da tragédia com o avião “Samurai” da Vasp. Foto de Lemyr Martins. Crédito: revista Placar – 25 de fevereiro de 1977.

Jogando pelo Santos, o atacante Douglas participou de importantes conquistas: Campeonato paulista nas edições de 1967, 1968 e 1969, Recopa Sul-Americana e Mundial em 1968, Taça Cidade de São Paulo de 1970, além de vários torneios internacionais.

Sem muito espaço na Vila Belmiro, Douglas foi em busca de novos horizontes. O América do Rio de Janeiro foi o primeiro que mostrou grande interesse por seu futebol.

Contudo, o presidente Giulite Coutinho estava em viagem internacional, o que dificultou o pronto prosseguimento nas negociações.

No clube carioca, Douglas entraria no lugar de Edu Coimbra, que na época estava machucado e sem condições de jogo.

Ao tomar conhecimento de que Douglas apenas treinava e ainda estava sem qualquer compromisso firmado com o América, o Esporte Clube Bahia antecipou os entendimentos com os diretores do Santos e fechou o acordo.

Leve e solto, Douglas parecia flutuar com a bola nos pés. Foto de Fernando Pimentel. Crédito: revista Placar – 25 de fevereiro de 1977.

Crédito: revista Placar.

Homem de palavra, Douglas foi informado da negociação e teve que reorganizar sua agenda. A passagem de avião que o levaria de São Paulo ao Rio de Janeiro já estava comprada, mas teve que ser cancelada!

Em 13 de abril de 1972, Douglas rumou diretamente para Salvador. Tão logo desembarcou, o jogador foi informado da tragédia com o avião da Vasp.

O modelo Samurai “NAMC-YS-11” bateu na Serra da Maria Comprida e matou seus 25 ocupantes. Não fosse o contrato firmado com o Bahia, Douglas certamente seria mais uma das vítimas do terrível acidente.

Entre 1972 e 1979, Douglas reinou absoluto no Bahia. Foram 211 gols marcados, o que faz dele um dos maiores artilheiros da história do clube.

Com o cabelo comprido e adornado com uma fita branca na cabeça, no melhor estilo dos “Novos Baianos”, Douglas foi um dos comandantes do épico hepta-campeonato entre 1973 e 1979.

Momentos de família. Crédito: revista Manchete Esportiva número 59 – 28 de novembro de 1978.

Partindo da esquerda; Douglas, Sapatão, Fito e Baiaco. Foto de Antônio Andrade. Crédito: revista Placar – 29 de dezembro de 1978.

Ao lado do compadre e parceiro Beijoca, Douglas formou uma dupla mortal, autora de mais de 300 gols.

Em 1980, depois de curtas passagens pela Associação Portuguesa de Desportos (SP) e pelo Esporte Clube Vitória (BA), Douglas entrou em uma nova fase de sua carreira.

Defendeu a Associação Desportiva Leônico (BA) ao lado do companheiro Fito. Em seguida, o atacante encerrou sua trajetória no Barretos (SP), equipe onde jogou entre 1986 e 1988.

Ao deixar os gramados, Douglas deu aulas em uma escolinha de futebol particular em Barretos e participou de um projeto social de futebol amador.

Douglas trabalhou também no Camaçari Futebol Clube (BA) e no Atlético Monte Azul, clube do interior paulista.

Douglas e Sapatão. Foto de Hipólito Pereira. Crédito: revista Placar – 30 de novembro de 1979.

Fito e Douglas no Leônico (BA). Foto de Hipólito Pereira. Crédito: revista Placar – 25 de setembro de 1981.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Antônio Andrade, Fernando Pimentel, Hipólito Pereira, Lemyr Martins, Luíz Augusto Chabassus e Fernando Escariz), revista do Esporte, revista Manchete Esportiva, revista Grandes Clubes Brasileiros, Jornal A Gazeta Esportiva, acervosantosfc.com (por Gabriel Santana), campeoesdofutebol.com.br, esporteclubebahia.com.br, globoesporte.globo.com (por Eric Luís Carvalho), santosfc.com.br, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti).

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