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Filho de Maura dos Santos Alves e Durvalino Rodrigues Alves, José Margarido Torres Alves, o Tuta, nasceu na cidade de Botucatu (SP) no dia 31 de agosto de 1950.

Seu pai, também conhecido como “Tunga”, também foi jogador de futebol na cidade de Limeira (SP).

Mais tarde, já na cidade de Botucatu, seu Tunga começou a trabalhar em uma fazenda como administrador de uma cooperativa da Estação Experimental do Café.

Na fazenda, os filhos do seu “Tunga”, receberam influência direta do pai e desde pequenos brincavam jogando futebol no campo da fazenda ao lado dos adultos.

Partindo da esquerda: Gil, Zé Maria, Tuta, Modesto e Marco Antônio. Crédito: superze02.blogspot.com.br.

Partindo da esquerda: Gil, Zé Maria, Tuta, Modesto e Marco Antônio. Crédito: superze02.blogspot.com.br.

Em destaque, Zé Maria (em pé) e o irmão Tuta (agachado), no time infantil da Ferroviária de Botucatu em 1964. Crédito: site do Milton Neves.

Em destaque, Zé Maria (em pé) e o irmão Tuta (agachado), no time infantil da Ferroviária de Botucatu em 1964. Crédito: site do Milton Neves.

Assim como o irmão mais famoso, o lateral direito Zé Maria, Tuta ganhou experiência jogando pela Associação Atlética Ferroviária de Botucatu, antes de chegar aos times de base do S.C. Corinthians Paulista, por onde seu outro irmão Marco Antonio também passou.

Naquela época, Tuta foi notícia nos meios esportivos em razão de um acidente que destruiu um Fusca do irmão Zé Maria.

A história envolvendo o carro começou quando o então prefeito da cidade de São Paulo, Paulo Salim Maluf, distribuiu 25 Fuscas verdes aos jogadores pela conquista da Seleção Brasileira na Copa do Mundo no México em 1970.

Dirigindo o “Fusca da Copa” Tuta perdeu o controle e capotou na rodovia Anhanguera, próximo da cidade de Jundiaí.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Tuta em partida da Ponte Preta contra o Juventus na Rua Javari. Crédito: revista Placar - 23 de janeiro de 1976.

Tuta em partida da Ponte Preta contra o Juventus na Rua Javari. Crédito: revista Placar – 23 de janeiro de 1976.

Mais de quarenta anos depois, algumas peças do carro acidentado ainda sobrevivem em outro Fusca do ex-lateral direito Zé Maria, um modelo 1967 azul-piscina.

Voltando ao futebol, sem conseguir firmar-se no Parque São Jorge, o ponteiro esquerdo Tuta seguiu para a A.A. Ponte Preta, ainda no início dos anos setenta.

Possuidor de um arranque muito veloz, aos poucos foi conseguindo um lugar no time que também contava com jogadores como Dito Flexa, Pedro Paulo, Adilton, Manfrini, Paulinho e Serginho.

Seu grande momento jogando pela “Macaca” aconteceu sob o comando do técnico Zé Duarte, na famosa campanha do vice campeonato paulista de 1977, conquistado pelo Corinthians.

Crédito: revista Placar - 22 de abril de 1977.

Crédito: revista Placar – 22 de abril de 1977.

Os irmãos Zé Maria e Tuta se enfrentaram em vários duelos entre Corinthians e Ponte Preta. Crédito: Foto enviada por Emílio A. Duva ao site do Milton Neves.

Os irmãos Zé Maria e Tuta se enfrentaram em vários duelos entre Corinthians e Ponte Preta. Crédito: Foto enviada por Emílio A. Duva ao site do Milton Neves.

Nas partidas finais, os irmãos Tuta (ponta esquerda) e Zé Maria (lateral direito) travaram duelos particulares sem nenhuma espécie de compaixão familiar.

Finalmente, depois de tanto tempo, o “Super Zé” venceu o duelo na final do paulistão e de certa forma cobrou os prejuízos do irmão pelo fusca destruído.

Foram três partidas emocionantes disputadas no estádio do Morumbi, apresentadas com detalhes e reportagens da época no filme documentário “Corinthians – 23 anos em 7 segundos – O fim do jejum”.

Conforme publicado no site do Milton Neves, Tuta vive hoje na cidade de Botucatu (SP), sua cidade natal, onde trabalha revelando jogadores.

Segunda partida das finais do campeonato paulista de 1977. Tuta e Zé Maria travam um duelo familiar enquanto Basílio acompanha o lance de perto.

Segunda partida das finais do campeonato paulista de 1977. Tuta e Zé Maria travam um duelo familiar enquanto Basílio acompanha o lance de perto.

Tuta e Zé Maria antes da segunda partida decisiva das finais do campeonato paulista de 1977. Crédito: revista Placar - 23 de março de 1979.

Tuta e Zé Maria antes da segunda partida decisiva das finais do campeonato paulista de 1977. Crédito: revista Placar – 23 de março de 1979.

Abaixo, os dados da partida final que decidiu o título em favor do Corinthians:

13 de outubro de 1977 – Corinthians 1×0 Ponte Preta – Estádio do Morumbi – Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschillia – Público: 86.677 – Renda: Cr$ 3.325.470,00 – Gol: Basílio aos 36 minutos do segundo tempo – Cartões amarelos: Geraldão (Corinthians), Ângelo e Vanderlei (Ponte) – Cartões vermelhos: Geraldão (Corinthians), Rui Rei e Oscar (Ponte Preta). 

Corinthians: Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. Téc: Brandão. Ponte Preta: Carlos, Jair, Oscar, Polozzi e Ângelo; Vanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rei e Tuta (Parraga). Téc: Zé Duarte.

Mais uma de Tuta e Zé Maria em 1977.

Mais uma de Tuta e Zé Maria em 1977.

Os ponteiros Tuta e Lúcio em partida no Moisés Lucarelli. Crédito: revista Placar - 23 de março de 1979.

Os ponteiros Tuta e Lúcio em partida no Moisés Lucarelli. Crédito: revista Placar – 23 de março de 1979.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista Manchete Esportiva, revistatrip.uol.com.br, placar.abril.com.br, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), superze02.blogspot.com.br, Jornal A Gazeta Esportiva, Filme: Corinthians – 23 anos em 7 segundos – O fim do jejum, Livro: Corinthians – O Time do Povo – André Martinez, albumefigurinhas.no.comunidades.net, campeoesdofutebol.com.br, Almanaque do Futebol Paulista – José Jorge Farah Neto e Rodolfo Kussarev Jr. – Editora Panini, Arquivo/Folhapress.

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