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Aguerrido lateral direito que despontou no futebol campineiro e posteriormente fez sucesso jogando pelo São Paulo e pelo Corinthians, lembramos hoje um pouco da trajetória de Osvaldo Cunha.

Osvaldo Domingos da Cunha nasceu no dia 22 de abril de 1943, na cidade de Pedreira (SP).

Filho de Joaquim Domingos da Cunha e Alzira Benázio da Cunha, Osvaldo cresceu carregando o curioso apelido de “Caroço”, originado pelas insistentes e incômodas espinhas presentes em quase toda sua face.

Sua carreira foi iniciada no final dos anos cinqüenta, quando jogou pelo Esporte Clube Santa Sofia, da própria cidade de Pedreira, antes de chegar bem recomendado ao Guarani Futebol Clube da cidade de Campinas (SP) em 1961.

Crédito: reprodução revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 258 – Julho de 1964.

Formação do Guarani nos anos sessenta. Em pé: Osvaldo Cunha, Sídnei, Beluomini, Tião Macalé, Eraldo e Diogo. Agachados: Amauri, Berico, Américo Murolo, Felício e Esquerdinha. Crédito: site do Milton Neves.

Formação do Guarani nos anos sessenta. Em pé: Osvaldo Cunha, Sídnei, Beluomini, Tião Macalé, Eraldo e Diogo. Agachados: Amauri, Berico, Américo Murolo, Felício e Esquerdinha. Crédito: site do Milton Neves.

Conforme publicado pela revista do Esporte, o primeiro compromisso profissional foi assinado somente em 1962, com bases financeiras estipuladas em 6.000 cruzeiros por mês.

E foi jogando pelo “Bugre” que o jovem Osvaldo Cunha foi definitivamente projetado para o disputado cenário paulista.

Em 1963 foi eleito como o melhor lateral direito do campeonato, quando fez frente ao futebol quase que inquestionável do lendário Djalma Santos.

No ano de 1964 Osvaldo Cunha fez parte da delegação campineira que percorreu os gramados da Colômbia e somou ótimos resultados. Em 17 partidas o Guarani venceu 11, empatou 4 e perdeu apenas 2 confrontos.

Osvaldo no gramado do Morumbi. Crédito: revista do Esporte número 347.

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 278 - Maio de 1965.

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 278 – Maio de 1965.

Ainda em 1964 participou da marcante partida disputada em 18 de novembro, quando Guarani goleou o poderoso Santos de Pelé por 5×1 no Estádio Brinco de Ouro, partida válida pelo campeonato paulista.

Abaixo, os dados da histórica vitória do Bugre:

18 de novembro de 1964 – Campeonato paulista segundo turno – Guarani 5×1 Santos – Árbitro: Armando Nunes Castanheira da Rosa Marques (SP) – Gols: Carlinhos aos 5′, Ditinho (contra) aos 6′,  Joãozinho aos 7′ e Babá aos 44′ do primeiro tempo; Américo Murolo aos 10′ e Nelsinho aos 40′ do segundo tempo.

Nota: O goleiro Sídnei defendeu um pênalti cobrado por Pelé aos 13 minutos do segundo tempo.

Guarani: Sídnei; Osvaldo Cunha, Ditinho e Diogo; Ílton e Eraldo; Joãozinho, Nelsinho, Babá, Américo Murolo e Carlinhos. Técnico: Armando Renganeschi. Santos: Gylmar; Ismael, Modesto e Geraldino; Zito e Lima; Peixinho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

O Corinthians no Pacaembu. Em pé: Osvaldo Cunha, Ditão, Diogo, Luís Carlos, Édson Cegonha e Maciel. Agachados: Buião, Paulo Borges, Flávio, Rivellino e Eduardo. Crédito: site do Milton Neves.

No Morumbi, ainda em construção, vemos o ponteiro Edu do Santos cobrando falta. Na barreira do Corinthians, partindo da esquerda, alinhamos dois jogadores não identificados, depois Dirceu Alves, Osvaldo Cunha (em destaque) e Luís Carlos Galter. Crédito: revista Placar.

No Morumbi, ainda em construção, vemos o ponteiro Edu do Santos cobrando falta. Na barreira do Corinthians, partindo da esquerda, alinhamos dois jogadores não identificados, depois Dirceu Alves, Osvaldo Cunha (em destaque) e Luís Carlos Galter. Crédito: revista Placar.

Com Nilton De Sordi muito próximo de sua aposentadoria, o São Paulo Futebol Clube trouxe Osvaldo Cunha para suas fileiras no mesmo ano de 1964.

Foram boas temporadas com a camisa do São Paulo, sem no entanto conseguir chegar ao tão esperado título paulista.

Em um período marcado pelas obras de conclusão do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, boas ofertas pelos jogadores do Tricolor sempre eram bem vindas. Assim, Osvaldo Cunha acertou com o Sport Club Corinthians Paulista em 1967.

Ao lado do meio campista Prado, Osvaldo Cunha foi para o Parque São Jorge na transação que também envolveu o passe do zagueiro alvinegro Eduardo Albuquerque para o time do Morumbi.

Osvaldo Cunha sabia que sua missão não seria fácil. Assim como o São Paulo, o Corinthians também amargava uma longa estiagem de títulos paulistas.

A “Quebra do Tabu” em 6 de março de 1968.

A partida da “Quebra do Tabu” entre Corinthians e Santos. Partindo da esquerda: Carlos Alberto Torres, Édson Cegonha, Pelé, Luís Carlos e Osvaldo Cunha. Crédito: jovempan.uol.com.br.

Um de seus grandes momentos vestindo o uniforme do alvinegro aconteceu na histórica partida do dia 6 de março de 1968, na famosa “Quebra do Tabu” contra o Santos no Estádio do Pacaembu.

O jogo terminou com o placar de 2×0 para o Corinthians, com gols marcados por Paulo Borges e Flávio Minuano.

Osvaldo também participou da boa campanha no paulistão de 1969, quando o Corinthians perdeu o rumo na competição após o trágico acidente que vitimou os jogadores Lidu e Eduardo.

Depois de 66 partidas e 1 gol marcado, o lateral direito deixou o Corinthians no início da temporada de 1971, quando foi negociado com o América Futebol Clube (MG).

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista Placar – 22 de janeiro de 1971.

Jogando pelo “Coelho Mineiro”, Osvaldo Cunha foi campeão mineiro em 1971, um título invicto que derrubou um longo jejum e ainda contou com o artilheiro da competição, Jair Bala com 14 gols marcados.

O lateral direito permaneceu nas fileiras do América até o ano de 1972, quando decidiu deixar o futebol profissional.

Conforme publicado pelo site do Milton Neves, o ex-jogador mora em sua terra natal, Pedreira (SP). Osvaldo Cunha já foi proprietário de uma fábrica de canecas e está aposentado.

Atualmente, dedica seu tempo na descoberta de jovens talentos que aparecem no futebol de Campinas e região.

Crédito: revista do Esporte número 455 – Novembro de 1967.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, Jornal A Gazeta Esportiva, jovempan.uol.com.br, globoesporte.com, campeoesdofutebol.com.br, site do Milton Neves, scratchcorinthiano.blogspot.com.br, jogosdoguarani.com, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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