Tags

, , , ,

Zagueiro e também lateral esquerdo, Bolívar fez sucesso no futebol gaúcho e paulista nas décadas de 70 e 80.

Bolívar Modualdo Guedes nasceu na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, em 21 de dezembro de 1954.

Sua trajetória foi iniciada nas peladas disputadas na Rua Dom Pedro II, no Bairro Bom Jesus. Descoberto pelo técnico conhecido como Gaúcho, foi encaminhado aos quadros amadores do E.C Avenida de Santa Cruz do Sul.

Como grande revelação do alviverde local, o jovem Bolivar foi tentar sua sorte no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense no início dos anos setenta.

Bolivar em disputa acirrada com Adãozinho e Vaguinho. O Corinthians venceu o Grêmio por 3x2 em dia de muita chuva no Morumbi em 1975. Crédito: acervo do fotógrafo Domício Pinheiro.

Bolivar em disputa acirrada com Adãozinho e Vaguinho. O Corinthians venceu o Grêmio por 3×2 em dia de muita chuva no Morumbi em 1975. Crédito: acervo do fotógrafo Domício Pinheiro.

Crédito: revista Placar - 7 de novembro de 1975.

Crédito: revista Placar – 7 de novembro de 1975.

Aproveitado no elenco de profissionais do Grêmio pela primeira vez em 1972, o desafio do jovem Bolivar para se firmar não era uma tarefa tão simples.

Naquele período, o tricolor gaúcho contou com grandes jogadores em seu sistema defensivo: Os goleiros Jair e Picasso, Espinosa, Jadir, Ari Ercílio, Cláudio Radar, Carlos Alberto, Ancheta, Beto Bacamarte e o tricampeão mundial Everaldo.

Aos poucos, Bolivar foi encontrando seu lugar no miolo de zaga gremista ao lado de Beto Fuscão. Convocado nas categorias amadoras da Seleção Brasileira, Bolivar participou da conquista do famoso Torneio de Cannes, na França, nas edições de 1972 e 1973.

Ainda com o uniforme canarinho, Bolívar disputou também os jogos olímpicos de Munique em 1972, ao lado de companheiros como Falcão, Carlos Alberto Pintinho, Levir Culpi, Washington (revelação do Guarani), Dirceu e Abel Braga.

Bolívar: Esperança na renovada Portuguesa de 1977.

Bolívar: Esperança na renovada Portuguesa de 1977.

Em uma época dominada pelo Sport Club Internacional, Bolívar se manteve no Olímpico até o final da temporada de 1976, quando seu passe foi negociado com a Associação Portuguesa de Desportos.

Jogando pela Lusa, Bolívar formou uma boa dupla ao lado de Mendes, permanecendo no Canindé até 1980, quando foi contratado pela Associação Atlética Internacional de Limeira.

Raçudo e determinado, ganhou o apelido de “Xerife de Limeira”, integrando o elenco que conquistou de forma surpreendente o campeonato paulista de 1986 diante do Palmeiras.

O forte time da Internacional, comandado pelo “Canhão da Vila Belmiro”, o José Macia (Pepe), contava com uma equipe bem treinada e principalmente com muita personalidade.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Jogando pela Internacional de Limeira no período compreendido entre os anos de 1980 e 1987, Bolívar disputou um total de 294 partidas com 8 gols marcados.

Até hoje seu nome é reverenciado na cidade de Limeira, ao lado de todos os jogadores que participaram daquela histórica campanha de 1986.

O zagueiro ainda teve passagens pelo Bragantino, Aimoré e Guarani de Venâncio Aires (RS), antes de encerrar sua carreira profissional em 1991, jogando pelo mesmo E.C Avenida de Santa Cruz do Sul.

Bolívar é pai do também zagueiro Fabian Guedes, também conhecido pelo mesmo nome do pai.

Clássico entre Portuguesa de Desportos e Santos no Pacaembu. Nilton Batata briga pelo alto com Mendes e Bolívar. Foto de Lemyr Martins. Crédito: revista Placar – 4 de março de 1977.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Abaixo, os dados da conquista indiscutível do quadro de Limeira:

3 de setembro de 1986 – Segunda partida das finais do campeonato paulista – Palmeiras 1×2 Internacional de Limeira – Estádio do Morumbi – Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschillia – Cartão Amarelo: Denys, Éder e Silas – Expulsão: Jorginho aos 39′ do segundo Tempo – Gols: Kita aos 5′, Tato aos 9′ e Amarildo aos 29 minutos do segundo tempo.

Palmeiras: Martorelli, Diogo (Ditinho), Márcio, Amarildo e Denys; Lino (Mendonça), Gerson e Jorginho; Mirandinha, Edmar e Éder. Técnico: Carbone. Internacional: Silas, João Luis, Juarez, Bolivar e Pecos; Manguinha, Gilberto Costa e João Batista (Alves), Tato, Kita e Lê (Carlos Silva). Técnico: Pepe.

Crédito: Livro – 100 anos da Internacional – O primeiro campeão paulista do interior – Edmar Ferreira.

Crédito: globoesporte.globo.com.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Divino Fonseca, Lemyr Martins e Maurício Cardoso), revista Manchete Esportiva, jajogueinogremio.blogspot.com.br, placar.abril.com.br, globoesporte.globo.com, gazetaesportiva.net, gaz.com.br (por Natany Borges), site do Milton Neves, campeoesdofutebol.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net, acervo do fotógrafo Domício Pinheiro, Livro: 100 anos da Internacional – O primeiro campeão paulista do interior – Edmar Ferreira.

Publicidade