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Campeão mineiro, campeão paulista, campeão brasileiro e campeão pernambucano, Cláudio Mineiro conheceu o sucesso, o banco de reservas e até o esquecimento.

No melhor momento de sua carreira, Cláudio Mineiro enfrentou vários problemas de ordem médica e pagou o preço pela própria dedicação.

Cláudio Antônio do Nascimento, mais conhecido como Cláudio Mineiro, nasceu em Belo Horizonte (MG), no dia 18 de julho de 1952.

Começou sua carreira profissional no América Futebol Clube (MG), atuando como lateral esquerdo. O América, que passou 14 anos sem conseguir um único título expressivo, levantou o caneco estadual de 1971 de forma brilhante.

Cláudio Mineiro: Um título histórico no América (MG).

Cláudio Mineiro: Um título histórico no América (MG).

O técnico Henrique Frade, ex-atacante do Flamengo e da Seleção Brasileira, conduziu o time de forma invicta. Foram 14 vitórias, 6 empates e 34 gols marcados. Jair Bala foi o artilheiro do certame com 14 gols.

Cláudio Mineiro, um dos jogadores bastante valorizados naquela campanha do América, chegou ao Clube Atlético Mineiro em 1972, lá permanecendo até 1975. Nesse período conviveu com o incômodo domínio estadual do rival Cruzeiro.

Dono de um chute forte, bom cobrador de pênaltis e faltas, foi transferido para o Sport Club do Recife ainda em 1975, ficando em Pernambuco até surgir o interesse do Sport Club Corinthians Paulista em 1976.

Cláudio Mineiro só escutou o barulho da tradicional “sirene de contratações” do Parque São Jorge em 1977. Seu passe foi comprado junto ao Sport Recife por 500 mil cruzeiros.

Crédito: mg.superesportes.com.br.

Crédito: mg.superesportes.com.br.

Formação histórica do América (MG) em 1971. Em pé: Nego, Osvaldo Cunha, Pedro Omar, Alemão, Vander e Cláudio Mineiro. Agachados: Hélio, Dirceu Alves, Jair Bala, Amaurí e Hilton Oliveira.

Formação histórica do América (MG) em 1971. Em pé: Nego, Osvaldo Cunha, Pedro Omar, Alemão, Vander e Cláudio Mineiro. Agachados: Hélio, Dirceu Alves, Jair Bala, Amaurí e Hilton Oliveira.

Depois de trabalhar com o técnico Brandão, foi com José Teixeira na direção técnica que o futebol de Cláudio Mineiro cresceu e recebeu outras funções.

Considerado um “reserva de luxo”, aprendeu que o banco de reservas não era nenhum demérito. Importante dentro do elenco, atuou nas duas laterais, como volante, quarto zagueiro ou ainda como uma boa opção pela ponta esquerda.

Pelo Corinthians, entre os anos de 1977 e 1979, Cláudio foi campeão paulista de 1977. Ao todo, foram 112 partidas disputadas com 61 vitórias, 27 empates, 24 derrotas e 10 gols marcados.

Os números foram publicados pelo reconhecido Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

Crédito: revista Placar – 3 de junho de 1977.

Crédito: revista Placar – 3 de junho de 1977.

Crédito: revista Placar - 22 de dezembro de 1978.

Crédito: revista Placar – 22 de dezembro de 1978.

Em janeiro de 1978, uma batalha com os irmãos Matheus quase tirou Cláudio Mineiro do Corinthians. O jogador ganhava 17 mil e Vicente Matheus ofereceu 19 mil para uma renovação contratual.

Cláudio queria 24 mil e a imprensa noticiou 35. Então Matheus disparou que o Internacional estava interferindo e aliciando o jogador. Poucos dias depois, o contrato foi renovado por 22 mil cruzeiros.

Contratado pelo Sport Club Internacional no segundo semestre de 1979, integrou o elenco “Colorado” campeão brasileiro invicto de 1979, além do vice campeonato da Taça Libertadores da América de 1980.

Conforme publicado na revista Placar, em sua edição de 23 de julho de 1982, Cláudio Mineiro jogou no sacrifício o encontro final da Libertadores, na derrota de 1×0 para o Nacional do Uruguai.

Crédito: revista Placar - 22 de dezembro de 1978.

Crédito: revista Placar – 22 de dezembro de 1978.

Crédito: revista Placar - 22 de dezembro de 1978.

Crédito: revista Placar – 22 de dezembro de 1978.

Recuperando-se de uma cirurgia no joelho, seu retorno nas finais da Libertadores foi considerado precipitado pelo próprio médico do Internacional.

Diagnosticado com artrose, ficou na “geladeira” por quase um ano até ser incluído em uma negociação por empréstimo junto ao Cruzeiro Esporte Clube, onde não permaneceu por muito tempo.

Voltou ao Inter e depois do desinteresse do clube pela renovação de seu contrato acabou recebendo o passe livre, acertando em seguida com o São José de Porto Alegre.

Ainda na reportagem da revista Placar de 23 de julho de 1982, Cláudio relatou que na época que foi cedido ao Cruzeiro guardou uma grande mágoa do treinador Cláudio Duarte.

– O Cláudio Duarte dizia que eu estava “bichado”, o que me prejudicou bastante quando aparecia um clube interessado… Quando passei pelo Cruzeiro, o doutor Neylor Lasmar disse que se eu fosse disciplinado com o tratamento ainda jogaria por mais alguns anos.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista Placar. – 13 de julho de 1979.

Crédito: revista Placar. – 13 de julho de 1979.

Praticamente esquecido no São José de Porto Alegre, Cláudio Mineiro, através da revista Placar, dizia que estava disposto em assinar com qualquer grande clube, mesmo diante da assinatura um contrato de risco para reforçar que ainda tinha condições físicas.

– Não posso esconder minha artrose. Ela vai aparecer em qualquer exame!

Em 1982 voltou ao futebol paulista para defender a A.A Ponte Preta até 1984, quando foi negociado com o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

Ainda teve passagens pelo Clube Náutico Capibaribe (campeão pernambucano), pelo Treze (PB) entre 1986 e 1987 e pelo Corumbaense F.C (MS) entre 1987 e 1988.

Após encerrar sua carreira como jogador, iniciou sua trajetória como treinador. Conforme publicado no site do Milton Neves, Cláudio reside em Corumbá (MS) onde trabalha no ramo de entretenimento, diversão, bar e restaurante.

O inter no Beira Rio. Em pé: Gasperin, Tonho, Mauro Pastor, Mauro Galvão, Toninho e Cláudio Mineiro. Agachados: Jair, Cléo, Adílson, Batista e Mário Sérgio. Crédito: revista Placar.

O inter no Beira Rio. Em pé: Gasperin, Tonho, Mauro Pastor, Mauro Galvão, Toninho e Cláudio Mineiro. Agachados: Jair, Cléo, Adílson, Batista e Mário Sérgio. Crédito: revista Placar.

Cláudio Mineiro também jogou pela Ponte Preta.

Cláudio Mineiro também jogou pela Ponte Preta.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Sérgio Martins, José Maria de Aquino, Divino Fonseca, Delmo Moreira, Alfredo Ogawa e Roque Mendes), revista Manchete Esportiva, site do Milton Neves, museudosesportes.blogspot.com.br, gazetaesportiva.com, campeoesdofutebol.com.br, scratchcorinthiano.blogspot.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net, campeoesdofutebol.com.br, mg.superesportes.com.br, americamineiro.com.br, Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte.

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