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Goleiro que fez muito sucesso no futebol pernambucano dos anos setenta, Gilberto Geraldo de Moraes nasceu no dia 14 de janeiro de 1943.

Gilberto defendeu o time do Morumbi em duas passagens, no período compreendido entre os anos de 1959 e 1968.

Gilberto, que também defendeu o selecionado paulista de novos, atuou em algumas partidas como titular do São Paulo, participando inclusive do elenco que foi aos gramados da Europa na excursão invicta de 1964.

Mas Gilberto não se firmou definitivamente na meta do tricolor, encontrando a forte concorrência de Suly Cabral Machado e de Glauco José do Livramento (ex-Prudentina).

Gilberto e Suly, goleiros do tricolor, nesta capa da revista do Esporte, edição de número 267.

Gilberto e Suly, goleiros do tricolor, nesta capa da revista do Esporte, edição de número 267.

Ao todo, o goleiro realizou 25 partidas pelo São Paulo, obtendo 17 vitórias, 3 empates e 5 derrotas. Os dados foram publicados pelo Almanaque do São Paulo, de autoria de Alexandre da Costa.

Em 1969 seus direitos federativos foram negociados com o Santa Cruz Futebol Clube. O goleiro se apresentou no Arruda nos primeiros meses de 1970.

E Gilberto se deu bem no futebol pernambucano. Pelo Santa Cruz, faturou os títulos estaduais de 1970, 1971, 1972, 1973 e 1976, quase sempre como o titular da posição.

Um de seus grandes momentos aconteceu na campanha do campeonato brasileiro de 1975, quando pela primeira vez um clube do nordeste chegou à semifinal do brasileirão.

Figurinha de Gilberto no Santa Cruz. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Figurinha de Gilberto no Santa Cruz. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Por 4x1, o Corinthians de Roberto Rivellino (esquerda) não teve dificuldades para bater o Santa Cruz do goleiro Gilberto (centro). Crédito: revista Placar - 13 de agosto de 1971.

Por 4×1, o Corinthians de Roberto Rivellino (esquerda) não teve dificuldades para bater o Santa Cruz do goleiro Gilberto (centro). Crédito: revista Placar – 13 de agosto de 1971.

Na grande campanha de 1975, o Santa só não conseguiu passar pelo Cruzeiro e acabou eliminado por 3×2, mesmo jogando em Recife. Com tanto tempo de clube, Gilberto foi sentindo um desgaste natural que terminou no mês de fevereiro de 1977.

Abaixo, os dados da última conquista de Gilberto enquanto defendeu o Santa Cruz:

Primeiro de agosto de 1976 – Campeonato pernambucano – Santa Cruz 2×0 Náutico – Estádio do Arruda – Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia -Renda Cr$ 955 507,00 – Público: 55 738 – Gols: Nunes aos 28’ e Jadir 40’ do segundo tempo – Cartão amarelo: Alfredo Santos e Nunes – Expulsão: Betinho e França aos 42 do primeiro tempo.

Santa Cruz: Gilberto, Carlos Alberto Barbosa, Alfredo Santos, Levir, Pedrinho, Givanildo (Ricardo, depois Lula), Jadir, Betinho, Nunes, Edson e Pio. Náutico: Tonho, Miguel, Gerailton, Sidclei, França, Ednaldo, Toninho Vanusa, Dedeu, Mário (Liminha), Fedato e Marquinhos (Didi Duarte).

Gilberto, Jair e Picasso. Crédito: revista Placar – 23 de julho de 1976.

Gilberto, Jair e Picasso. Crédito: revista Placar – 23 de julho de 1976.

O goleiro Gilberto evitou o pior na derrota do Santa Cruz por 2x0 diante da Ponte Preta em Campinas. Crédito: revista Placar - 19 de novembro de 1976.

O goleiro Gilberto evitou o pior na derrota do Santa Cruz por 2×0 diante da Ponte Preta em Campinas. Crédito: revista Placar – 19 de novembro de 1976.

No Santa Cruz desde 1970, Gilberto queria fazer um bom contrato. Sabia que os cartolas estavam atrás do jovem Pascoalim e seus dias poderiam estar contados no Arruda.

Com os documentos do próprio passe em mãos, Gilberto desejava vendê-lo por 200 mil cruzeiros ao próprio Santa Cruz, que ainda precisaria pagar mais 20 mil cruzeiros mensais para manter o goleiro no elenco.

Do outro lado, os dirigentes do Santa Cruz já estavam em entendimentos com outros goleiros.

Dessa forma, decidiram interromper a trajetória do goleiro Gilberto no Arruda e lhe desejaram um solene Boa Sorte!

Crédito: revista Placar – 26 de novembro de 1976.

Crédito: revista Placar – 26 de novembro de 1976.

Crédito: revista Placar – 26 de novembro de 1976.

Crédito: revista Placar – 26 de novembro de 1976.

Mas os mandatários do time “Coral” não esperavam que Gilberto fosse para o Sport Club do Recife, que na época procurava por outro goleiro depois que no mês de janeiro aceitou vender Toinho ao São Paulo Futebol Clube.

Só que para Gilberto, o negócio foi melhor do que o esperado. O Sport pagou 250 mil cruzeiros pelo passe e topou bancar os mesmos 20 mil mensais.

Com o negócio devidamente fechado, Gilberto desabafou para o repórter Lenivaldo Aragão, em edição da revista Placar publicada no dia 18 de fevereiro de 1977:

– Acho que nunca contei com o cartaz necessário no Santa Cruz. Nunca fui um goleiro de grife… Enquanto estive no Santa, trouxeram o Raul Marcel do Palmeiras, o Jair que jogou pelo Grêmio e o experiente Picasso. No entanto, eu sempre sobrevivi… 

Crédito: revista Placar – 18 de fevereiro de 1977.

Crédito: revista Placar – 18 de fevereiro de 1977.

Gilberto sempre foi um sujeito leal com seus companheiros.

Em uma partida contra o Náutico, Gilberto pediu substituição e quando o goleiro Jair estava pronto para entrar em campo, Gilberto ficou em campo para sofrer um gol em cobrança de penalidade. Só depois, Jair ocupou o seu lugar.

– Não era justo com o Jair. Entrar em campo para correr o risco de sofrer um gol logo de cara não é legal… 

Além do São Paulo, Santa Cruz e Sport Recife, onde foi campeão pernambucano de 1977, Gilberto também jogou pelo América Futebol Clube (MG) e pelo Ferroviário Atlético Clube do Ceará.

Figurinha de Gilberto no Sport. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net, .

Figurinha de Gilberto no Sport. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net, .

Crédito: revista Placar - 8 de abril de 1977.

Crédito: revista Placar – 8 de abril de 1977.

Aposentado dos gramados, voltou ao cenário paulista quando trabalhou como preparador de goleiros das categorias amadoras do São Paulo Futebol Clube.

Gilberto inclusive, foi o responsável por dar o primeiro aval positivo para o início da história do goleiro Rogério Ceni em 1990.

Algum tempo depois, Rogério Ceni sentia saudades da família e Valdir Joaquim de Moraes precisou entrar em ação. Valdir chamou Rogério em sua sala e o convenceu para seguir em frente.

Conforme publicado pelo site do Milton Neves, Gilberto hoje mora com a família na capital paulista e trabalha como administrador do CCT do São Paulo Futebol Clube, no bairro da Barra Funda, zona oeste.

Crédito: revista Placar - 2 de fevereiro de 1979.

Crédito: revista Placar – 2 de fevereiro de 1979.

Gilberto também jogou pelo Ferroviário Atlético Clube do Ceará. Crédito: almanaquedoferrao.files.wordpress.com.

Gilberto também jogou pelo Ferroviário Atlético Clube do Ceará. Crédito: almanaquedoferrao.files.wordpress.com.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Lenivaldo Aragão), revista do Esporte, revista Manchete Esportiva, saopaulofc.net, arquivocoral.com.br, campeoesdofutebol.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net, globoesporte.globo.com, site do Milton Neves, almanaquedoferrao.files.wordpress.com, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa.

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