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Mário Tito nasceu no dia 6 de setembro de 1940, no município de Bom Jardim (RJ), localizado na região serrana fluminense. *Algumas fontes publicam seu nascimento em 6 de novembro de 1941.

O pai, um operário da usina Erthal, ganhava muito pouco e os sacrifícios para manter as despesas da casa eram enormes. Foi quando Mário percebeu que suas chances de conseguir um bom emprego também eram remotas.

Em entrevista publicada na revista do Esporte, Mário contou que parou de estudar quando completou o ensino fundamental.

Aos 13 anos de idade ingressou no infantil do Bom Jardim Esporte Clube e disputou o campeonato amador da liga Friburguense.

Mário Tito com a camisa da seleção carioca. Crédito: revista do Esporte.

Mário Tito com a camisa da seleção carioca. Crédito: revista do Esporte.

Mário Tito com a camisa da seleção carioca. Crédito: revista do Esporte.

Em 1957, quando atuava pelo quadro principal do Bom Jardim, seu futebol foi observado pelo dirigente Euzébio Gonçalves de Andrade e Silva, que mais tarde o levou ao Bangu Atlético Clube.

Depois de uma breve estadia no quadro de Aspirantes em 1959, seu aproveitamento no elenco principal foi uma manobra calculada do treinador Elba de Pádua Lima, o Tim.

Ascensão meteórica, Mário Tito impressionava pela maturidade, apesar da juventude ainda pronunciada.

Calmo, cabeça erguida e passadas longas, o jovem de Bom Jardim assinou seu primeiro compromisso profissional com um salário mensal de 6.000 cruzeiros.

Crédito: revista do Esporte.

Mário Tito com a camisa da seleção carioca. Crédito: revista do Esporte.

Mário Tito com a camisa da seleção carioca. Crédito: revista do Esporte.

De pequenas tiras nos jornais, seu nome rapidamente ganhou espaço nas revistas esportivas da época, principalmente depois de servir o selecionado carioca (As letras F.M.F na camisa da seleção carioca significam Federação Metropolitana de Futebol).

Com tamanha visibilidade do zagueiro do Bangu, o treinador Aymoré Moreira decidiu apostar no futebol de Mário Tito para os compromissos do campeonato Sul-Americano de 1963, realizado na Bolívia.

Abaixo, os dados da única partida em que Mário Tito vestiu o manto amarelinho: 

24 de abril de 1963 – Campeonato Sul Americano – Brasil 0x3 Argentina – Estádio Hernan Siles Zuazo – La Paz (Bolívia) – Árbitro: A. Yamazaki (Peru).

Nessa derrota para os argentinos, o Brasil, representado por jovens promessas, entrou em campo com Marcial; Jorge, Mário Tito (William), Procópio e Geraldino; Hílton Vaccari (Ari) e Hílton Chaves; Amauri, Marco Antônio (Amauri Silva), Flávio e Oswaldo.

Cláudio e Mário Tito antes do confronto válido pelo Torneio Rio-São Paulo. Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 255 – Junho de 1964.

O Bangu no gramado do Maracanã. Em pé: Mário Tito, Ubirajara, Luís Alberto, Ari Clemente, Fidélis e Jaime. Agachados: Membro da Comissão Técnica, Paulo Borges, Araras, Parada, Roberto Pinto e Aladim. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes número 10.

O Bangu no gramado do Maracanã. Em pé: Mário Tito, Ubirajara, Luís Alberto, Ari Clemente, Fidélis e Jaime. Agachados: Membro da Comissão Técnica, Paulo Borges, Araras, Parada, Roberto Pinto e Aladim. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes número 10.

Em 1964 Mário Tito participou do elenco alvirrubro que conquistou o Torneio Início do campeonato carioca.

No mesmo ano, o entrosado quadro do Bangu chegou ao vice-campeonato carioca, campanha repetida na edição de 1965.

Para a temporada de 1966 o argentino Alfredo Gonzáles foi o escolhido para trabalhar em Moça Bonita. Como substituto do mestre Zizinho, González estava disposto em acabar com o teimoso complexo do segundo lugar.

Calmo e confiante, o treinador argentino afirmava que tinha em mãos o melhor elenco do Rio de Janeiro.

Mentor inesquecível do time que finalmente chegou ao título carioca de 1966, Alfredo Gonzáles deixou o clube em 1967, ano em que o Bangu comandado por Plácido Monsores ficou novamente com o “vice”, dessa vez diante do Botafogo.

Partindo da esquerda; vemos Mário Tito no desarme rasteiro ao atacante Almir, enquanto Ocimar e Aladim (direita) acompanham o desfecho da jogada. Crédito: oglobo.globo.com.

Momento de perigo na área do goleiro Ubirajara do Bangu. Almir Albuquerque (camisa 9) tenta tirar proveito do rebote, enquanto Mário Tito (direita) diminui o espaço para impedir o sucesso do atacante do Flamengo. Crédito: oglobo.globo.com.

Momento de perigo na área do goleiro Ubirajara do Bangu. Almir Albuquerque (camisa 9) tenta tirar proveito do rebote, enquanto Mário Tito (direita) diminui o espaço para impedir o sucesso do atacante do Flamengo. Crédito: oglobo.globo.com.

Mário Tito deixou o Bangu no final da temporada de 1968. Seus direitos federativos foram negociados com o Cruzeiro Esporte Clube por 80.000 cruzeiros.

Campeão mineiro de 1969, Mário Tito permaneceu na “Toca da Raposa” até 1972, quando voltou ao cenário carioca para defender o Olaria Atlético Clube.

Em 1975 passou rapidamente pelo Galícia Esporte Clube (BA), retornando ao mesmo Olaria, ainda em 1975.

Encerrou sua carreira como jogador no time da Rua Bariri, onde posteriormente recusou um convite para permanecer no clube como treinador.

Crédito: revista do Esporte.

Em 1982, aos 42 anos de idade, Mário Tito assumiu a administração da “Toquinha do Castor”, uma estrutura voltada ao desenvolvimento das categorias amadoras do Bangu.

Realizado no cargo, Mário não se limitava aos afazeres comuns do cargo e caprichava nas palestras que oferecia aos garotos, quando contava os feitos da grande equipe que superou o Flamengo de Almir Albuquerque.

Em 1983 foi convidado para trabalhar como Auxiliar Técnico no próprio Bangu, mas não permaneceu por muito tempo no cargo, voltando em seguida ao trabalho na “Toquinha do Castor”.

Mário Tito, que costumeiramente era procurado para falar da final do campeonato carioca de 1966, faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de março de 1994, conforme colaboração da filha do jogador, Mariane Tito.

Crédito: revista Placar – 2 de dezembro de 1983.

Crédito: revista Placar – 2 de dezembro de 1983.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Teixeira Heizer), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista Futebol e Outros Esportes, revista Manchete Esportiva, bangu.net, cacellain.com.br, oglobo.globo.com, campeoesdofutebol.com.br, site do Milton Neves, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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