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Filho de Francisco Tito e Etelvina da Conceição Tito, Mário Tito nasceu no município de Bom Jardim (RJ), em 6 de novembro de 1940.

Em entrevista publicada na revista do Esporte, Mário Tito contou que começou trabalhar muito cedo para ajudar nas despesas da casa. Completou o Ensino Fundamental e não conseguiu mais voltar aos estudos.

Aos 13 anos de idade foi encaminhado ao infantil do Bom Jardim Esporte Clube, onde disputou o campeonato amador da Liga Friburguense.

Em 1957, quando já atuava pelo quadro principal do Bom Jardim, seu futebol foi observado mais atentamente pelo dirigente Euzébio Gonçalves de Andrade e Silva, que em seguida o levou ao Bangu Atlético Clube.

Mário Tito no selecionado carioca. Crédito: revista do Esporte.

Mário Tito no selecionado carioca. Crédito: revista do Esporte.

Depois de uma breve passagem pelo quadro de Aspirantes, Mário Tito foi aproveitado no elenco principal pelo treinador Elba de Pádua Lima, o Tim.

O primeiro compromisso profissional com o Bangu foi assinado em 1959, com 6.000 cruzeiros mensais.

Sempre de cabeça erguida e toques refinados, Mário Tito impressionava pela maturidade e tranquilidade.

Das pequenas tiras nos jornais, seu nome rapidamente ganhou espaço nas revistas esportivas da época, principalmente depois de sua primeira convocação para o selecionado carioca.

Com tamanha visibilidade, o treinador Aymoré Moreira decidiu apostar no futebol de Mário Tito para os compromissos do campeonato Sul-Americano de 1963, na Bolívia.

Crédito: revista do Esporte.

Mário Tito no selecionado carioca. Crédito: revista do Esporte.

Abaixo, os registros da única partida de Mário Tito pela Seleção Brasileira: 

24 de abril de 1963 – Campeonato Sul Americano – Brasil 0x3 Argentina – Estádio Hernan Siles Zuazo – La Paz (Bolívia) – Árbitro: Arturo Yamazaki (Peru).

Nessa derrota para os argentinos, o Brasil foi representado por jovens promessas e entrou em campo com Marcial; Jorge, Mário Tito (William), Procópio e Geraldino; Hílton Vaccari (Ari) e Hílton Chaves; Amauri, Marco Antônio (Amauri Silva), Flávio e Oswaldo.

Em 1964 Mário Tito participou do elenco alvirrubro que conquistou o Torneio Início do campeonato carioca.

No mesmo ano, o entrosado quadro do Bangu chegou ao vice-campeonato carioca, campanha repetida na edição de 1965.

Cláudio e Mário Tito antes do confronto entre Corinthians e Bangu pelo Torneio Rio-São Paulo. Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 255 – Junho de 1964.

O Bangu no gramado do Maracanã. Em pé: Mário Tito, Ubirajara, Luís Alberto, Ari Clemente, Fidélis e Jaime. Agachados: Membro da Comissão Técnica, Paulo Borges, Araras, Parada, Roberto Pinto e Aladim. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes número 10.

Para a temporada de 1966, o argentino Alfredo Gonzáles foi o técnico escolhido para trabalhar em Moça Bonita. Como substituto do mestre Zizinho, González estava disposto em acabar com o teimoso complexo do segundo lugar.

Calmo e confiante, o treinador argentino afirmava que tinha em mãos o melhor elenco do Rio de Janeiro.

Mentor inesquecível do time que finalmente chegou ao título carioca de 1966, Alfredo Gonzáles deixou o clube em 1967, ano em que o Bangu foi comandado por Plácido Monsores e novamente ficou com o “vice”.

Mário Tito deixou o Bangu no findar da temporada de 1968. Seu passe foi negociado com o Cruzeiro Esporte Clube por 80.000 cruzeiros.

Campeão mineiro de 1969, Mário Tito continuou na “Toca da Raposa” até 1972, ano em que voltou ao cenário carioca para defender o Olaria Atlético Clube.

Partindo da esquerda; vemos Mário Tito no desarme rasteiro ao atacante Almir, enquanto Ocimar e Aladim (direita) acompanham o lance. Crédito: oglobo.globo.com.

Momento de perigo para o goleiro Ubirajara do Bangu. Almir (camisa 9) tenta tirar proveito do rebote, enquanto Mário Tito (direita) diminui o espaço para dificultar o atacante do Flamengo. Crédito: oglobo.globo.com.

Em 1975 passou rapidamente pelo Galícia Esporte Clube (BA). No mesmo ano voltou ao Olaria, onde encerrou a carreira como jogador e recusou um convite para continuar como treinador.

Em 1982, aos 42 anos de idade, Mário Tito assumiu a administração da “Toquinha do Castor”, uma estrutura voltada ao desenvolvimento das categorias amadoras do Bangu.

Realizado, Mário Tito não se limitava aos afazeres comuns do cargo de Administrador. Caprichava nas palestras que oferecia aos garotos, quando contava os feitos da grande equipe que superou o Flamengo em 1966.

Em 1983 foi convidado para trabalhar como Auxiliar Técnico no próprio Bangu, mas não permaneceu por muito tempo e logo voltou ao trabalho na “Toquinha do Castor”.

Conforme colaboração da filha Mariane Tito, Mário Tito faleceu no Rio de Janeiro (RJ), em 9 de março de 1994.

Crédito: revista do Esporte.

Crédito: revista Placar – 2 de dezembro de 1983.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Teixeira Heizer), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista Futebol e Outros Esportes, revista Manchete Esportiva, Jornal do Brasil, Jornal dos Sports, bangu.net, cacellain.com.br, campeoesdofutebol.com.br, oglobo.globo.com, site do Milton Neves, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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