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Do aeroporto Afonso Pena até o centro da cidade, um numeroso desfile era animado por dois trios elétricos, cercados por uma quantidade incalculável de bandeiras em verde e branco.

As carretas sonoras seguiam embaladas entre o hino do Coritiba, canções comemorativas e o gol de pênalti do zagueiro Gomes, que valeu a conquista do campeonato brasileiro de 1985.

Morando em uma ampla casa no bairro Cristo Rei, o meio campista Marco Aurélio estava totalmente adaptado aos ares de Curitiba, tanto que até fazia planos para permanecer na cidade depois de encerrar a carreira.

Radiante, sentia que sua coleção “ponte pretana” de vice campeonatos era coisa do passado.

Crédito: revista Placar - 8 de setembro de 1986.

Crédito: revista Placar – 8 de setembro de 1986.

Crédito: revista Placar - 8 de setembro de 1986.

Crédito: revista Placar – 8 de setembro de 1986.

O gostinho de ser campeão brasileiro calou aqueles que o consideraram um jogador praticamente aposentado na ocasião de sua apresentação ao “Coxa” em 1984.

Marco Aurélio Moreira nasceu na cidade de Muriaé (MG) em 10 de fevereiro de 1952. Iniciou sua caminhada no futebol no pequeno Nacional Atlético Clube de Muriaé.

Em 1970 foi encaminhado aos quadros amadores do Fluminense Football Club, recebendo suas primeiras oportunidades no elenco de profissionais em 1972, mesmo ano em que foi emprestado ao Esporte Clube Vitória (BA).

Aproveitado pelo técnico Duque na campanha do título carioca de 1973, Marco Aurélio, conhecido naqueles tempos apenas como “Marquinhos”, já demonstrava uma grande consciência tática ao lado de Carlos Alberto Pintinho.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Abaixo, os dados da partida que garantiu o título carioca de 1973 ao time das Laranjeiras:

22 de agosto de 1973 – Campeonato Carioca – Fluminense 4×2 Flamengo – Estádio do Maracanã – Árbitro – José Favilli Neto – Renda – Cr$ 970.501,00 – Público – 74.073 pagantes – Gols: Manfrini aos 40′, Toninho aos 45′, Dario aos 70′ e aos 78′, Manfrini aos 80′ e Dionísio aos 84′. 

Fluminense: Felix, Toninho, Bruñel, Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto Pintinho, Cléber e Marquinhos; Dionísio, Manfrini e Lula. Técnico: Duque. Flamengo – Renato, Moreira, Chiquinho Pastor, Fred e Rodrigues Neto; Liminha, Zico e Paulo Cesar; Vicentinho (Arílson), Dario e Sérgio. Técnico: Joubert. 

Marco Aurélio em disputa com Adãozinho do Corinthians. Crédito: revista Placar – 30 de setembro de 1977.

Marco Aurélio em disputa com Adãozinho do Corinthians. Crédito: revista Placar – 30 de setembro de 1977.

Marco Aurélio permaneceu no Fluminense até 1975, quando foi negociado para jogar ao lado do experiente Lorico no Esporte Clube Noroeste da cidade de Bauru (SP).

Depois de um bom campeonato paulista, Marco Aurélio acertou suas bases financeiras com a Associação Atlética Ponte Preta, onde viveu seu período mais reconhecido, embora não tenha conquistado títulos pela “Macaca”.

Sob o comando do técnico Zé Duarte, o meio campo da Ponte Preta em 1977 era um autêntico relógio suíço, composto por Vanderlei Paiva, Marco Aurélio e Dicá.

Mesmo contando com uma equipe de qualidade inquestionável, a Ponte não conseguiu transformar em título a sua superioridade técnica diante do Corinthians em 1977.

Na segunda partida das finais de 1977, vemos, partindo da esquerda; Romeu, Marco Aurélio e Luciano. Crédito: revista Placar.

Na segunda partida das finais de 1977, vemos, partindo da esquerda; Romeu, Marco Aurélio e Luciano. Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar – 30 de setembro de 1977.

Crédito: revista Placar – 30 de setembro de 1977.

O vice campeonato paulista foi repetido nas edições de 1979 e 1981, quando o quadro campineiro sucumbiu novamente diante do Corinthians e do São Paulo, respectivamente.

Marco Aurélio continuou na meia direita da Ponte até 1982. Depois, teve passagens pelo Esporte Clube São Bento de Sorocaba (SP) e pelo Esporte Clube Taubaté, antes de retornar para a “Macaca” em 1984.

Com dificuldades em renovar seu contrato na Ponte Preta, seus direitos federativos foram negociados com o Coritiba Foot Ball Club, ainda em 1984.

Experiente, Marco Aurélio desembarcou em Curitiba com boas credenciais. Figura importante no elenco dirigido pelo técnico Ênio Andrade, o alviverde procurava recuperar o caneco estadual, distante do “Alto da Glória” desde 1979.

Partindo da esquerda; Dicá (fora da barreira), Odirlei, Tuta, Marco Aurélio e Vanderlei. Crédito: revista Placar.

Partindo da esquerda; Dicá (fora da barreira), Odirlei, Tuta, Marco Aurélio e Vanderlei. Crédito: revista Placar.

A Ponte Preta foi a sensação do campeonato paulista de 1977, mas acabou derrotada diante do bravo Corinthians na decisão da competição, realizada em três partidas no estádio do Morumbi. Em pé: Polozzi, Carlos, Oscar, Vanderlei, Jair Picerni e Odirlei. Agachados: Lúcio, Marco Aurélio, Rui Rei, Dicá e Tuta.

A Ponte Preta foi a sensação do campeonato paulista de 1977, mas acabou derrotada diante do bravo Corinthians na decisão da competição, realizada em três partidas no estádio do Morumbi. Em pé: Polozzi, Carlos, Oscar, Vanderlei, Jair Picerni e Odirlei. Agachados: Lúcio, Marco Aurélio, Rui Rei, Dicá e Tuta.

Entretanto, o time ganhou entrosamento muito tarde na competição e novamente amargou mais um ano sem o título paranaense. No ano seguinte, o trabalho de Ênio Andrade rendeu os frutos esperados na conquista do campeonato brasileiro diante do Bangu no Maracanã:

Data: 31 de julho de 1985 – Campeonato Brasileiro – Bangu 1(5)×1(6) Coritiba – Estádio do Maracanã – Público: 91.257 – Árbitro: Romualdo Arppi Filho (SP) – Cartão Amarelo: Mário, Gomes, Dida e Rafael – Gols: Índio aos 25′ e Lulinha aos 35′ do primeiro tempo – Na disputa de pênaltis: Marcaram para o Bangu: Gílson, Pingo, Baby, Mário Marques e Marinho; Ado desperdiçou. Marcaram para o Coritiba: Índio, Marco Aurélio, Édson, Lela, Vavá e Gomes. 

Bangu: Gilmar, Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha, depois Gílson e Mário; Marinho, João Cláudio, depois Pingo, e Ado. Técnico: Moisés. Coritiba: Rafael, André, Gomes, Heraldo e Dida; Almir, depois Vavá, Marildo, depois Marco Aurélio, e Tóbi; Lela, Índio e Édson. Técnico: Ênio Andrade. 

Crédito: revista Placar – 20 de abril de 1979.

Crédito: revista Placar – 20 de abril de 1979.

Crédito: revista Placar - 30 de outubro de 1981.

Crédito: revista Placar – 30 de outubro de 1981.

Em 1986 Marco Aurélio faturou o campeonato paranaense e no ano seguinte encerrou sua carreira como jogador profissional.

Sua jornada como treinador foi iniciada em 1998, na mesma Ponte Preta, acumulando ainda outras passagens pelo Moisés Lucarelli nos anos seguintes.

Trabalhou também no Figueirense, Vitória, Cruzeiro, Palmeiras, Atlético Mineiro, América (MG), Fortaleza, Bragantino e Kashiwa Reysol do Japão.

Como treinador faturou a Copa do Brasil 2000, Copa Sul Minas e o Super-Campeonato mineiro de 2002, todos pelo Cruzeiro Esporte Clube.

Crédito: revista Placar - 8 de setembro de 1986.

Crédito: revista Placar – 8 de setembro de 1986.

Pela Ponte Preta em 2009, o técnico Marco Aurélio definitivamente eliminou sua predestinação dos “vice campeonatos” campineiros.

A “Macaca” faturou o título de campeão paulista do Interior frente ao Barueri, com uma vitória por 2×0 em Campinas e um empate por 1×1 na Arena Barueri.

Em sua passagem pelo Palmeiras, Marco Aurélio comandou o time na final da Copa Mercosul de 2000, quando o alviverde foi derrotado pelo Vasco da Gama em uma sensacional virada por 4×3.

Marco Aurélio atualmente reside na cidade de Campinas (SP).

Crédito: revista Placar – 9 de agosto de 1985.

Crédito: revista Placar – 9 de agosto de 1985.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Roberto José da Silva e Paulo Leminski), revista Manchete Esportiva, campeoesdofutebol.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net, coritiba.com.br, tribunapr.com.br, Jornal dos Sports, futebolpaulista.com.br, site do Milton Neves (por Mauricio Sabará).

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