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Em nossa página de hoje lembramos do meio campista Dirceu Alves Ferreira, nascido na cidade de Araxá (MG), em 16 de agosto de 1944.

Jogando na posição de médio volante, Dirceu Alves começou sua carreira no América mineiro no início dos anos sessenta, após ser aprovado nas peneiras do clube.

Promovido ao quadro de Aspirantes, Dirceu Alves recebeu suas primeiras oportunidades no elenco principal e fez parte do elenco que chegou ao vice-campeonato mineiro em 1964.

Negociado em 1967 com o Sport Club Corinthians Paulista por 400 mil cruzeiros, Dirceu Alves chegou ao Parque São Jorge em um período turbulento e marcado pelo incômodo jejum de títulos.

Antes de ser negociado com o Corinthians, vemos Dirceu Alves, em destaque, na primeira passagem pelo América mineiro. Crédito: acervodocoelho.com.br.

O Corinthians sem Rivellino no Parque Antártica em 1970. Em pé: Luís Carlos, Ditão, Dirceu Alves, Pedro Rodrigues, Miranda e Diogo. Agachados: Ivair, Buião, Benê, Tião e Lima. Crédito: revista Placar – 1 de maio de 1970.

No Corinthians, Dirceu Alves é sempre lembrado como o companheiro de Roberto Rivellino na meia cancha alvinegra.

Ao longo de sua permanência, o volante mineiro disputou a posição com Édson Cegonha, depois com Suingue e posteriormente com o jovem Tião, que foi lançado no time principal em 1968.

Bom marcador, Dirceu Alves jogava um futebol aplicado e caracterizado pela simplicidade e eficácia na distribuição de bola.

Em um período de poucas alegrias para a Fiel Torcida, que por outro lado comemorou o fim do tabu diante do Santos em 1968, o bom futebol de Dirceu Alves foi reconhecido com sua convocação para defender o escrete canarinho.

Dirceu Alves, entre Nenê e Edu, em partida contra o Santos no estádio do Pacaembu. Crédito: revista Placar – 6 de novembro de 1970.

Dirceu Alves, camisa 5, em partida contra o Santos no estádio do Pacaembu. Crédito: revista Placar – 6 de novembro de 1970.

Pela Seleção Brasileira Dirceu Alves esteve em campo em uma única oportunidade. Foi contra o selecionado argentino, em 11 de agosto de 1968, com vitória brasileira por 3×2.

O amistoso foi disputado no estádio do Mineirão e Dirceu Alves entrou no lugar de Tostão no transcorrer da partida. Os dados foram publicados pelo livro “Seleção Brasileira 90 Anos”, dos autores Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Em 1969 o Corinthians realizava grande campanha no campeonato paulista. Nas partidas fora da capital, o time conseguia pontos importantes e nos clássicos os resultados eram mais do que convincentes.

Após o empate por 1×1 contra o São Bento em Sorocaba, partida realizada em 27 de abril de 1969, Dirceu Alves não esperava que o retorno para São Paulo fosse o último momento de calmaria naquela promissora campanha.

Luís Carlos e Dirceu Alves no empate sem abertura de contagem contra o Internacional no Pacaembu. Crédito: revista Placar – 13 de novembro de 1970.

Com a tragédia que vitimou os companheiros Lidu e Eduardo na madrugada de 28 de abril de 1969, o alvinegro perdeu o rumo na competição e mais uma vez o esperado título paulista não aconteceu.

Dirceu Alves permaneceu no Corinthians até o início da temporada de 1971, quando foi cedido ao América mineiro por empréstimo.

Ao mesmo tempo em que perdeu a oportunidade de conquistar o Torneio do Povo pelo Corinthians em 1971, Dirceu Alves foi tragado pelo destino e entrou para os livros de história do “Coelho” mineiro.

No América, o volante viveu grande fase e participou da memorável conquista invicta de 1971. Foram 14 vitórias, 6 empates e 34 gols marcados. Jair Bala foi o artilheiro da competição com 14 gols.

Dirceu Alves no estacionamento do Parque São Jorge com seu Karmann-Ghia cereja. Crédito: revista Placar – 22 de janeiro de 1971.

Dirceu Alves no estacionamento do Parque São Jorge com seu Karmann-Ghia cereja. Crédito: revista Placar – 22 de janeiro de 1971.

Abaixo, os dados da partida que fechou com chave de ouro a inesquecível campanha no título de campeão mineiro de 1971:

26 de junho de 1971 – Campeonato mineiro – América 3×2 Uberlândia – Estádio do Mineirão – Árbitro: Joaquim Gonçalves – Gols: Hélio aos 21′ do primeiro tempo; Luís Carlos aos 11’; Amauri aos 15’; Jair Bala aos 21′ e Luís Carlos aos 39′ do segundo tempo.

América: Élcio; Misael, Vander, Café e Cláudio; Pedro Omar e Dirceu Alves; Hélio, Amauri, Dario e Zé Carlos (Jair Bala).Uberlândia: Lourenço; Santana, Alex, Gilson e Carlinhos; Jorge e Hamilton; Fazendeiro, Válter (Hugsmar). Alemão (Luís Carlos) e Toninho.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Dirceu Alves descarrega para o campo de ataque no Morumbi. Crédito Jornal A Gazeta Esportiva.

Em 1972 Dirceu Alves retornou ao Corinthians e pouco depois, novamente por empréstimo, foi cedido ao Cruzeiro Esporte Clube. Ao todo, foram 166 jogos pelo Corinthians com 4 gols marcados.

Jogando pelo Cruzeiro, Dirceu Alves fez parte do elenco que conquistou o campeonato mineiro de 1973.

Depois de receber o “passe livre”, Dirceu Alves também teve passagens pelo Olaria (RJ), Rio Negro (AM), Comercial (SP) e o Brasília (DF), onde encerrou sua carreira em razão do agravamento de uma contusão no joelho.

Conforme publicado no site otempo.com.br, Dirceu Alves atualmente está aposentado e vive em Belo Horizonte (MG).

Dirceu Alves brigou muito bem na disputa da “Bola de Prata” em 1971. Crédito: revista Placar – 27 de agosto de 1971.

Formação histórica do América (MG) em 1971. Em pé: Nego, Osvaldo Cunha, Pedro Omar, Alemão, Vander e Cláudio Mineiro. Agachados: Hélio, Dirceu Alves, Jair Bala, Amaurí e Hilton Oliveira. Crédito: ftt-futeboldetodosostempos.blogspot.com.br.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Arthur Ferreira), revista do Esporte, Jornal A Gazeta Esportiva, gazetaesportiva.com, campeoesdofutebol.com.br, otempo.com.br (por Wilson José), acervodocoelho.com.br, scratchcorinthiano.blogspot.com.br, site do Milton Neves, Livro: Seleção Brasileira 90 Anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, ftt-futeboldetodosostempos.blogspot.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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