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Marcante zagueiro, que brilhou principalmente no Botafogo do Rio de Janeiro, José Maria dos Santos Motta no município de Parnaíba (PI), em 27 de maio de 1939.

Na década de 1950, o rapazola Zé Maria tirou proveito de sua boa estatura e iniciou sua vida esportiva jogando basquete, nas fileiras do Canto do Rio Foot-Ball Club (RJ).

Também muito habilidoso com a bola nos pés, Zé Maria trocou a quadra pelos gramados no próprio Canto do Rio, onde chegou ao quadro principal jogando como zagueiro e eventualmente pelas laterais.

Aproveitando do aprendizado tático da prática do basquete, Zé Maria sempre foi um jogador disciplinado para cumprir suas obrigações nos esquemas do futebol.

O interesse do Botafogo de Futebol e Regatas apareceu no findar da temporada de 1959, com o negócio devidamente finalizado somente no mês de dezembro.

Boa antecipação, boa colocação e facilidade no jogo aéreo, qualidades que levaram Zé Maria ao Botafogo! Crédito: revista do Esporte número 76.

Partindo da esquerda; Nilton Santos, Manga e Zé Maria. Crédito: revista do Esporte número 147 – 30 de dezembro de 1961.

Em uma das últimas participações de Zé Maria com a camisa do Canto do Rio, o Vasco da Gama foi surpreendido no Maracanã:

5 de dezembro de 1959 – Campeonato carioca – Segundo turno – Canto do Rio 3×1 Vasco da Gama – Estádio do Maracanã – Árbitro: Alberto da Gama Malcher – Gols: Fernando aos 21′ e Jairo aos 39′ do primeiro tempo; Zequinha aos 49’ e Almir para o Vasco da Gama aos 58’ do segundo tempo.

Canto do Rio: Ari Jório; Luciano, Ricardo e Zé Maria; Mário e Floriano; Célio, Fernando, Zequinha, Dodoca e Jairo. Técnico: Antônio Ferreira (Antoninho). Vasco da Gama: Miguel; Dario, Bellini e Brito; Russo e Coronel; Sabará, Almir, Delém, Roberto Pinto e Pinga. Técnico: Dorival Knippel (Yustrich).

No esquadrão de General Severiano, Zé Maria viveu o melhor momento de sua carreira ao lado de grandes craques; como o goleiro Manga, Garrincha e Nilton Santos, que já estava próximo de sua aposentadoria.

E essa oportuna convivência com o astro Nilton Santos foi determinante no seu aprimoramento como atleta profissional.

No Botafogo, Zé Maria viveu o melhor momento de sua carreira! Crédito: revista do Esporte número 174 – 7 de julho de 1962.

Clássico entre Botafogo e Fluminense no Estádio do Maracanã. No lance, Zé Maria aparece na marcação de Paulinho. Crédito: revista do Esporte número 199 – 29 de dezembro de 1962.

Além dos confrontos no concorrido cenário carioca, Zé Maria também ganhou maturidade na disputa do Torneio Rio-São Paulo, quando o Santos de Pelé e o Palmeiras de Djalma Santos eram os grandes rivais da “Estrela Solitária”.

Em 246 jogos pelo Botafogo, Zé Maria conquistou muitos títulos: Bicampeão do Torneio Início e bicampeão carioca nas temporadas de 1961 e 1962, Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1962 e Campeão do Torneio de Paris 1963.

Com boa antecipação e muita facilidade no jogo aéreo, Zé Maria nunca fez uso de jogadas consideradas mais duras para desarmar seus adversários.

Conforme publicado na revista do Esporte, o estilo limpo e eficiente de Zé Maria valeu o interesse do Club Atlético River Plate da Argentina, mas o Botafogo não deu andamento nas negociações!

Vivendo um grande momento no Botafogo, seu nome foi cogitado para defender o escrete canarinho na Copa do Mundo de 1962, no Chile.

Zé Maria conquistou títulos importantes com a camisa do Botafogo! Crédito: revista do Esporte número 245.

Em 1964, Zé Maria foi emprestado ao Bonsucesso Futebol Clube para disputar o campeonato carioca. Realizou boas apresentações e voltou ao mesmo Botafogo na temporada seguinte.

No Bonsucesso, Zé Maria jogou com Escurinho, o ponteiro-esquerdo que antes fez um grande sucesso pelo Fluminense. Abaixo, uma das participações de Zé Maria em sua época no Bonsucesso:

29 de julho de 1964 – Campeonato carioca – Primeiro turno – Flamengo 1×1 Bonsucesso – Estádio do Maracanã – Árbitro: Cláudio Magalhães – Gols: Carlinhos aos 7’ para o Bonsucesso e Aírton aos 45’ do primeiro tempo para o Flamengo.

Flamengo: Marcial; Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Aírton, Nélson e Paulo Choco. Técnico: Flávio Costa. Bonsucesso: Cláudio; Marcelo, Zé Maria, Paulinho e Nélson; Jaime e Hélinho; Carlinhos, Antoninho, Sabará e Escurinho. Técnico: Daniel Pinto.

Zé Maria passou também pelo Náutico Capibaribe (PE), Olaria (RJ) e no futebol dos Estados Unidos, pelo Baltimore Bay’s. De volta ao Brasil trabalhou por muito tempo na tesouraria do Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), onde se aposentou!

Escurinho e Zé Maria nos tempos de Bonsucesso! Crédito: revista do Esporte número 299 – 28 de novembro de 1964.

Com uma campanha equilibrada, o Bonsucesso ficou na sétima colocação no campeonato carioca de 1964. Em pé: Marcelo, Cláudio, Zé Maria, Jerri, Jaime e Nélson. Agachados: João José, Antoninho, Carlinhos, Helinho e Escurinho. Crédito: revista do Esporte.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista Álbum do Esporte, revista do Esporte, revista Esporte Ilustrado, revista Manchete Esportiva, revista O Cruzeiro, Jornal dos Sports, Jornal O Globo, acervo.oglobo.globo.com, botafogo.com.br, campeoesdofutebol.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net.