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Colaborou Pedro Luiz Boscato.

Orlando Cação, zagueiro que fez sucesso pelo Palmeiras, nasceu em 14 de novembro de 1930, na cidade de São Manuel (SP). *Algumas fontes publicam sua data de nascimento em 10 ou 14 de outubro de 1930.

Sempre atuando como zagueiro central, Cação despontou para o futebol na Associação Athlética São Manuelense, em 1948.

Com sua trajetória ainda vinculada na região de Botucatu (SP), Cação passou em seguida pela Associação Atlética Ferroviária de Botucatu e depois pela Associação Atlética São Bento de Marília (SP).

Conforme artigo publicado pelo Jornal Mundo Esportivo, Cação permaneceu no São Bento de Marília até o final da temporada de 1952, quando Matheus Pensa, diretor da Sociedade Esportiva Palmeiras, entrou em entendimentos com o clube do interior paulista.

Os escudos da Associação Atlética Ferroviária de Botucatu (SP) e da Associação Atlética São Bento de Marília (SP). Crédito: cacellain.com.br,

Crédito: Jornal Mundo Esportivo número 564 – Quinta Feira, 17 de junho de 1954.

Na época, Juvenal Amarijo já era praticamente um veterano e o argentino Luiz Villa não tinha interesse em renovar seu contrato, que seria encerrado no mês de abril de 1953.

O investimento do Palmeiras nos direitos federativos de Cação foram considerados compensadores. A rigor, o jogador já vinha sendo observado por olheiros do alviverde, sempre com boas recomendações.

Alto e com bom posicionamento na grande área, Cação chegou ao Parque Antártica disposto em conseguir uma posição no time comandado pelo treinador Cláudio Cardoso e depois por Ondino Viera.

Em sua primeira temporada no quadro esmeraldino, Cação foi suplente de Francisco Sarno e do argentino Ramón Roque Rafagnelli.

No ano seguinte, Cação foi efetivado entre os titulares, alternando em suas parcerias com Rubens e Manoelito.

O Palmeiras no gramado do Pacaembu. Em pé: Dema, Manoelito, Cação, Laércio, Nilo e Fiume. Agachados: Liminha, Humberto, Ney, Jair Rosa Pinto e Rodrigues. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva – Material publicado no site museudosesportes.blogspot.com.br.

No “Derby” que decidiu o campeonato paulista de 1954, vemos a sequência do gol de Luizinho. A partida terminou com o placar de 1×1. Na foto aparecem Luizinho (camisa 8) e Baltazar (camisa 9) pelo Corinthians; Cação (camisa 3), Manoelito, o goleiro Laércio e Dema pelo Palmeiras. Crédito: gazetaesportiva.com.

Cação inclusive participou do jogo decisivo do campeonato do “Quarto Centenário” contra o Corinthians, em fevereiro de 1955, na famosa partida em que o Palmeiras entrou em campo com uma camisa azul.

Depois da boa campanha no campeonato paulista de 1954, registramos uma das participações de Cação no Torneio Rio-São Paulo de 1955:

13 de abril de 1955 – Torneio Rio-São Paulo – Palmeiras 4×4 Santos – Estádio do Pacaembu – Árbitro: Telêmaco Pompeu – Gols: Liminha aos 24′, Rodrigues aos 27′, Ney aos 42‘ e Moacir aos 65‘ para o Palmeiras; Pepe aos 20′, Del Vecchio aos 32′ , Vasconcelos aos 63′ e Walter aos 66‘ para o Santos.

Palmeiras: Cavani; Manoelito e Cação; Nicolau, Fiume e Dema; Moacir, Liminha, Ney, Ivan e Rodrigues. Técnico: Ventura Cambón. Santos: Manga, Hélvio e Ivan (Sarno); Cássio (Feijó), Formiga e Urubatão; Del Vecchio, Walter, Álvaro, Vasconcelos e Pepe. Técnico: Lula. 

Crédito: Jornal Mundo Esportivo número 566 – Sexta Feira, 25 de junho de 1954.

Pelo Torneio Rio-São Paulo, mais um “Derby” no Pacaembu. Vemos, partindo da esquerda; o jogador Cação afastando a bola, Manoelito, entre Cação e Paulo Pedra (camisa 9), Luizinho, Dema (camisa 6) e Cláudio C. Pinho (encoberto). Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada. Colaboração especial de Pedro Luiz Boscato.

Ao todo, Cação disputou 52 compromissos com a camisa do Palmeiras e foi vice-campeão paulista nas temporadas de 1953 e 1954.

Cação permaneceu nas fileiras do Palmeiras até os primeiros meses de 1955, quando acertou sua transferência para a Associação Atlética Ponte Preta.

Depois de jogar pela “Macaca” campineira por apenas uma temporada, Cação defendeu o Nacional Atlético Clube até o encerramento de sua carreira, no início da década de sessenta.

Não foram encontrados registros sobre a vida pessoal de Orlando Cação quando deixou os gramados.

Cação também jogou pela Ponte Preta. Na foto, a bela fachada do Estádio Moisés Lucarelli. Crédito: revista O Cruzeiro.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista O Cruzeiro, revista Grandes Clubes Brasileiros, Jornal Mundo Esportivo, Jornal A Gazeta Esportiva, gazetaesportiva.com, campeoesdofutebol.com.br, jogadoresdopalmeiras.blogspot.com.br, cacellain.com.br, museudosesportes.blogspot.com.br, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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