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O jovem Marcos levantava cedo para mais um dia de trabalho na relojoaria do tio, na cidade de Santos.

Atrás de um balcão atendendo clientes, talvez não fosse sua intenção uma especialização na profissão de Relojoeiro, nobre ofício hoje fadado ao desaparecimento.

E por falar em tempo, Marcos reservava boa parte do tempo livre aos encantos do futebol nos campos de várzea da região, principalmente jogando pelo Vila Hayden Futebol Clube, mesmo time onde também jogou o goleiro Gylmar dos Santos Neves.

Filho de Osvaldo Pereira Martins e Rosa Gomes Martins, Marcos Pereira Martins nasceu na cidade de Santos (SP), no dia 1 de abril de 1944.

Marcos ficou bem com a camisa do escrete. Crédito: revista do Esporte número 219 – 18 de maio de 1963.

Habilidoso com o couro nos pés, não tardou para receber um convite para treinar nos quadros amadores do Jabaquara Atlético Clube.

Aproveitado no elenco principal do Jabaquara em 1960, Marcos foi um dos destaques do time no campeonato paulista de 1962:

11 de julho de 1962 – Campeonato paulista primeiro turno – Jabaquara 1×0 Juventus – Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) – Árbitro: Benedito Francisco – Gol: Alcides aos 26’ do segundo tempo.

Jabaquara: Dudizio; Sula, Chico e Macedo; Liminha e Del Pozzo; Marcos, Célio, Nelsinho, Lucas e Alcides. Juventus: Moraes; Diógenes, Milton e Paulo; Da Silva e Clóvis; Gilberto, Palico, Joaquinzinho, Jair Francisco e Pinga.

Marcos, Nei e Eduardo. Crédito: revista do Esporte número 231 – 10 de agosto de 1963.

Em 1962 o bom desempenho de Marcos no campeonato paulista despertou o interesse dos dirigentes do Sport Club Corinthians Paulista, que aceitaram desembolsar 22 milhões de cruzeiros pelos direitos do atacante.

No Corinthians, o promissor ponteiro direito conviveu com grandes jogadores como Dino Sani, Flávio Minuano, Garrincha, Jair Marinho, Luizinho Trochillo, Nei Oliveira, Oreco, Roberto Rivellino e outros tantos valores daquele período.

Em 16 de novembro de 1965 participou do amistoso entre Arsenal e Seleção Brasileira, que na oportunidade foi representada pelo Corinthians. O quadro inglês venceu o confronto por 2×0.

Em sua única conquista pelo Corinthians, Marcos foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1966, um título dividido entre Corinthians, Botafogo, Santos e Vasco da Gama.

Partindo da esquerda; Marcos, Luizinho Trochillo, Silva, Flávio e Zezé. Crédito: revista do Esporte número 311 – 20 de fevereiro de 1965.

Marcos em partida contra o São Paulo no Pacaembu. Crédito: revista do Esporte número 320 – 24 de abril de 1965.

Pela Seleção Brasileira foram 8 partidas com 5 vitórias e 3 derrotas. Os números foram publicados no “Seleção Brasileira 90 Anos”, dos autores Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Marcos permaneceu no Parque São Jorge até o início da temporada de 1968.

Na época, o presidente Wadih Helu entrou em entendimentos com o Bangu para trazer o astro Paulo Borges, um negócio que só foi fechado no mês de janeiro de 1968.

Pelo Corinthians, Marcos disputou 187 partidas com 106 vitórias, 39 empates, 42 derrotas e 27 gols marcados. Os números fazem parte do Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

Marcos e Flávio. Crédito: revista do Esporte número 398.

Ademir da Guia e Marcos em “Derby” disputado no Estádio do Pacaembu. Crédito: revista do Esporte número 419.

Conforme publicado no site bangu.net, Marcos chegou ao Bangu como um bom reforço para os compromissos do campeonato carioca e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o popular “Robertão”.

Abaixo, uma das participações de Marcos no Torneio “Robertão” de 1968: 

16 de outubro de 1968 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Bahia 0x1 Bangu – Estádio da Fonte Nova – Árbitro: Aírton Vieira de Moraes – Gol: Aladim aos 83‘.

Bahia: Jurandir; Zé Oto, Jaime, Itamar e Pão; Amorim e Eliseu; Brígido (Gagé), Amauri, Moraes e Pinheirinho. Técnico: Paulo Amaral. Bangu: Devito, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Pedrinho; Jaime e Juarez; Marcos, Mário, Sabará (Milton) e Aladim. Técnico: Ocimar. 

José Teixeira carrega o ponteiro Marcos após um choque com Minuca do Palmeiras. Crédito: Jornal Diário Popular.

Marcos com a camisa do Bangu. Crédito: revista do Esporte número 483 – 8 de junho de 1968.

Pelo time carioca foram 23 partidas disputadas com 8 vitórias, 6 empates, 9 derrotas e 2 gols marcados. 

Marcos ainda voltou ao Corinthians para em seguida jogar pela Portuguesa Santista, até ser negociado em definitivo com o futebol argentino.

Defendeu o Club Atlético Newell’s Old Boys entre 1970 e 1972 e em seguida o Club Atlético Huracán. De volta ao Brasil acertou com o Santos e fez parte do elenco campeão paulista de 1973.

Conforme publicado no site do Milton Neves, Marcos atualmente trabalha como Corretor de Imóveis na cidade de Santos.

O Bangu em 1968 no Maracanã. Em pé: Mário Tito, Devito, Luis Alberto, Pedrinho, Fidélis e Jaime. Agachados: Marcos, Dé, Mário Tilico, Fernando e Aladim. Crédito: site do Milton Neves.

Marcos, em destaque, em uma das formações do Newell’s Old Boys em 1971. Crédito: Tarjeton Superfutbol.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista Manchete, Tarjeton Superfutbol, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal Diário Popular, bangu.net, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.com, museudosesportes.blogspot.com.br, scratchcorinthiano.blogspot.com.br, site do Milton Neves (por Gustavo Grohmann), Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte, Livro: Seleção Brasileira 90 anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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