Tags

, , ,

O jovem Marcos levantava cedo com o tilintar do despertador cobrando por mais um dia de trabalho. Vestia uma roupa rapidamente e seguia para a Relojoaria do tio, na cidade de Santos.

Atrás de um balcão atendendo clientes, talvez não fosse sua intenção uma especialização na profissão de Relojoeiro, ocupação nobre e meticulosa, hoje fadada ao desaparecimento.

E por falar em tempo, Marcos sempre reservava uma boa parcela de sua vida aos encantos do futebol nos campos de várzea da região.

Marcos Pereira Martins nasceu na cidade de Santos (SP), no dia 1 de abril de 1943. *Algumas fontes publicam seu ano de nascimento em 1944.

Marcos, Nei e Eduardo. Crédito: revista do Esporte número 231 – Agosto de 1963.

Habilidoso com o couro nos pés, não tardou para receber um convite para treinar no Jabaquara Atlético Clube, equipe que defendeu com destaque nos primeiros anos da década de sessenta.

Abaixo, uma das participações de Marcos defendendo o Jabaquara no campeonato paulista de 1962:

11 de julho de 1962 – Campeonato paulista primeiro turno – Jabaquara 1×0 Juventus – Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) – Árbitro: Benedito Francisco – Gol: Alcides aos 26’ do segundo tempo.

Jabaquara: Dudizio; Sula, Chico e Macedo; Liminha e Del Pozzo; Marcos, Célio, Nelsinho, Lucas e Alcides. Juventus: Moraes; Diógenes, Milton e Paulo; Da Silva e Clóvis; Gilberto, Palico, Joaquinzinho, Jair Francisco e Pinga.

Uma boa linha ofensiva do Corinthians. Partindo da esquerda; Marcos, Luizinho Trochillo, Silva, Flávio e Zezé. Crédito: revista do Esporte número 311.

O Corinthians no Parque São Jorge. Em pé: Clóvis, Marcial, Édson Cegonha, Galhardo, Eduardo e Maciel. Agachados: Marcos, Rivellino, Ayrton Beleza, Flávio Minuano e Gilson Porto. Crédito: site do Milton Neves.

No findar de 1962, o bom desempenho de Marcos no campeonato paulista despertou o interesse dos cartolas do Sport Club Corinthians Paulista, que aceitaram desembolsar uma quantia razoável junto ao Jabaquara.

No Corinthians, o ponteiro direito conviveu com grandes jogadores como Luizinho Trochillo (O Pequeno Polegar), Dino Sani, Garrincha, Oreco, Jair Marinho, Roberto Rivellino, Flávio Minuano, Nei Oliveira e outros tantos valores daquele período.

Em sua única conquista pelo Corinthians, Marcos foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1966 (título dividido entre Corinthians, Botafogo, Santos e Vasco da Gama).

Naquela campanha do Rio-São Paulo de 1966, Marcos foi o titular até o dia 2 de março, quando Garrincha fez sua primeira partida diante do Vasco da Gama, com uma derrota por 3×0.

Marcos e Flávio. Crédito: revista do Esporte número 398 – 1963.

José Teixeira carrega o ponteiro Marcos após um choque com Minuca do Palmeiras. Crédito: Jornal Diário Popular.

Marcos também vestiu a camisa da Seleção Brasileira em 8 partidas. Foram 5 vitórias e 3 derrotas. Os dados fazem parte do livro “Seleção Brasileira 90 Anos”, dos autores Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

No Parque São Jorge, Marcos permaneceu até o início da temporada de 1968.

Na época, o presidente Wadih Helu entrou em entendimentos com o Bangu para trazer Paulo Borges, negócio que só foi concretizado no mês de janeiro de 1968.

Pelo Corinthians, Marcos esteve em campo em 187 partidas, com 106 vitórias, 39 empates, 42 derrotas e 27 gols marcados. Os números fazem parte do Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

Marcos com o agasalho da Seleção Brasileira no Morumbi. Crédito: site do Milton Neves.

Conforme publicado no site bangu.net, Marcos chegou ao gramado de “Moça Bonita” como um bom reforço para os compromissos do campeonato carioca e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o popular “Robertão”.

Abaixo, uma das participações de Marcos jogando pelo Bangu no Torneio “Robertão” de 1968: 

16 de outubro de 1968 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Bahia 0x1 Bangu – Estádio da Fonte Nova – Árbitro: Aírton Vieira de Moraes – Gol: Aladim  aos 83‘.

Bahia: Jurandir; Zé Oto, Jaime, Itamar e Pão; Amorim e Eliseu; Brígido (Gagé), Amauri, Moraes e Pinheirinho. Técnico: Paulo Amaral. Bangu: Devito, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Pedrinho; Jaime e Juarez; Marcos, Mário, Sabará (Milton) e Aladim. Técnico: Ocimar. 

Ademir da Guia e Marcos em “Derby” disputado no estádio do Pacaembu. Crédito: revista do Esporte número 419.

Pelo time carioca, Marcos disputou 23 partidas com 8 vitórias, 6 empates, 9 derrotas e 2 gols marcados. 

Após a rápida passagem pelo Bangu, Marcos retornou ao Corinthians e em seguida jogou pela Portuguesa Santista, até ser negociado em definitivo com o futebol argentino.

Defendeu o Club Atlético Newell’s Old Boys (1970 e 1972) e o Club Atlético Huracán, acertando depois seu retornou ao Brasil para jogar pelo Santos e fazer parte do elenco campeão paulista de 1973.

Conforme publicado no site do Milton Neves, Marcos atualmente trabalha como Corretor de Imóveis na cidade de Santos.

O Bangu em 1968 no Maracanã. Em pé: Mário Tito, Devito, Luis Alberto, Pedrinho, Fidélis e Jaime. Agachados: Marcos, Dé, Mário Tilico, Fernando e Aladim. Crédito: site do Milton Neves.

Marcos, em destaque, em uma das formações do Newell’s Old Boys em 1971. Crédito: Tarjeton Superfutbol.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, Tarjeton Superfutbol, Jornal Diário Popular, gazetaesportiva.com, campeoesdofutebol.com.br, site do Milton Neves (por Gustavo Grohmann), museudosesportes.blogspot.com.br, bangu.net, scratchcorinthiano.blogspot.com.br, Almanaque do Corinthians –  Celso Dario Unzelte, Livro: Seleção Brasileira 90 anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Anúncios