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Filho de Bruno Severo Celestino e Joaquina Francisca Celestino, José Ribamar Celestino nasceu em 3 de julho de 1942, em São Luís (MA). *Em 1962, a revista do Esporte número 195 publicou sua data de nascimento em 30 de junho de 1942.

Órfão de mãe na infância, José Ribamar era conhecido nas redondezas como “Zeca”. O apelido “Maranhão” chegou mais tarde, quando já estava no Rio de Janeiro.

Estudante do Grupo Escolar Henrique Leal, Maranhão jogava suas peladas na Associação Atlética Aimoré, antes de ser encaminhado aos quadros amadores do Sampaio Corrêa Futebol Clube.

Meio campista de grande habilidade, o jovem Maranhão ganhou destaque por sua grande mobilidade em campo, tanto na marcação como na armação ofensiva.

Gerson e Maranhão. Crédito: revista do Esporte número 198 – Dezembro de 1962.

Em 1958, Maranhão fez parte do selecionado maranhense que foi derrotado por 2×0 em um amistoso diante do Botafogo de Futebol e Regatas.

Naquele dia, o futebol de Maranhão foi observado pelo árbitro Mário Vianna, que estava em São Luís para administrar um curso na Federação Maranhense.

Mário Vianna conversou com Maranhão e rapidamente telegrafou ao Clube de Regatas do Flamengo. Dias depois, uma carta do clube carioca comunicou o convite para treinar e o encaminhamento das passagens para o Rio de Janeiro.

Nesse meio tempo, um amigo da família, o português Joaquim Pereira, ao saber do interesse do Flamengo, se antecipou e também telegrafou ao Club de Regatas Vasco da Gama.

E não foi só isso. Seu Joaquim Pereira conseguiu os bilhetes na Força Aérea e entrou em contato com o filho no Rio de Janeiro, para uma providencial hospedagem do jovem Maranhão.

Maranhão e Brito. Crédito: revista do Esporte número 271 – 16 de maio de 1964.

Assim, o baixinho Maranhão mudou de planos e chegou em São Januário no dia 15 de fevereiro de 1959.

Na condição de amador pelo Vasco, o volante realizou ao todo 18 partidas e marcou 6 gols. Os dados foram publicados no site kikedabola.blogspot.com.br.

Convocado para o campeonato Pan-Americano de 1959, Maranhão disputou a competição como titular e conquistou a medalha de Prata.

Participou também do Torneio Pré-Olímpico realizado no Peru em 1960, na campanha que terminou com uma terceira colocação.

Nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960, Maranhão e seus companheiros foram eliminados ainda na primeira fase da competição.

Fontana e Maranhão antes de um clássico contra o Flamengo no Maracanã. Crédito: revista do Esporte número 328.

Aproveitado no elenco principal pelo técnico Abel Picabéa, seu primeiro contrato profissional foi assinado em 1º de junho de 1961. Efetivado por Jorge Vieira, Maranhão não deixou mais o time e formou uma boa dupla de meia-cancha ao lado de Lorico.

Abaixo, uma das participações da infatigável dupla Maranhão e Lorico no campeonato carioca de 1962:

9 de setembro de 1962 – Campeonato carioca primeiro turno – Vasco da Gama 1×0 Fluminense – Estádio do Maracanã – Árbitro: Aírton Vieira de Morais – Gol: Vevé.

Vasco da Gama: Humberto, Paulinho, Brito, Barbosinha e Dario; Maranhão e Lorico; Sabará, Vevé, Saulzinho e Da Silva. Técnico: Jorge Vieira. Fluminense: Castilho, Jair Marinho, Pinheiro, Dari e Altair; Oldair e Paulinho; Calazans, Rodrigo, Quarentinha e Hilton. Técnico: Zezé Moreira.

Os incansáveis Lorico e Maranhão. Crédito: revista do Esporte número 339.

Em um período marcado pelo jejum de títulos cariocas lá pelos lado de São Januário, Maranhão participou de outras importantes conquistas:

– Taça Guanabara 1965, Torneio Rio-São Paulo 1966 (Título dividido entre Corinthians, Botafogo, Santos e Vasco da Gama), além de torneios nacionais e internacionais.

Um dos momentos marcantes de Maranhão jogando pelo Vasco aconteceu na estreia de Garrincha pelo Corinthians, partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo de 1966.

No dia do jogo, a capa do Jornal “A Gazeta Esportiva” era de pura empolgação: “Vocês verão como é: Ditão, Nair e Mané”.

Horas depois, o triunfo incontestável do Vasco por 3×0 foi um triste choque de realidade para a Fiel Torcida, que esperava uma festa completa para receber o “Anjo das pernas tortas”.

O Vasco campeão da Taça Guanabara de 1965. Em pé: Gainete, Joel, Brito, Maranhão, Fontana e Oldair. Agachados: Luizinho, Mário, Célio, Lorico e Zezinho. Crédito: revista do Esporte número 356 – Janeiro de 1966.

A capa do Jornal A Gazeta Esportiva de 3 de março de 1966. Na festa para Garrincha, o goleiro Heitor começou o jogo surpreendido com uma bomba de Maranhão. Crédito: gazetaesportiva.com.

O dissabor do alvinegro paulista começou nos primeiros minutos, quando Maranhão inaugurou o marcador com uma verdadeira bomba de fora da área. A bola, que antes tocou no chão, anulou completamente o goleiro Heitor.

2 de março de 1966 – Torneio Rio-São Paulo – Corinthians 0x3 Vasco da Gama – Estádio do Pacaembu – Árbitro: Eunápio de Queiróz – Gols: Maranhão aos 23‘ e Célio aos 37‘ e 80‘. 

Corinthians: Heitor; Jair Marinho, Ditão, Galhardo e Édson Cegonha, Dino Sani e Nair (Rivellino); Garrincha, Flávio, Tales (Nei) e Gílson Porto. Técnico: Brandão. Vasco da Gama: Amauri; Joel, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Danilo Menezes; Luisinho (Zezinho), Célio, Lorico e Tião. Técnico: Zezé Moreira.

Maranhão permaneceu nas fileiras do Vasco até o mês de junho de 1967 e disputou um total de 285 compromissos.

Uma grande promessa para a Copa do Mundo de 1966. Crédito: revista do Esporte.

Crédito: site do Milton Neves.

Depois de passagens pelo São Bento de Sorocaba (SP) e pelo Comercial Futebol Clube de Ribeirão Preto (SP), o médio volante continuou sua carreira no ABC Futebol Clube (RN), onde chegou para reforçar o elenco para os compromissos do campeonato nacional.

Campeão estadual de 1973, Maranhão continuou no clube por mais uma temporada. Em seguida comandou as divisões amadoras do próprio ABC.

Em 1976 retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou no setor administrativo do Vasco da Gama. Paralelamente, Maranhão também dedicava seu tempo no gerenciamento de uma frota de Táxi.

José Ribamar Celestino faleceu no dia 22 de agosto de 2007, ao sofrer um infarto fulminante enquanto participava de um jogo beneficente no bairro de Vista Alegre, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. 

Uma das formações do Vasco em 1966. Em pé: Amauri, Joel, Brito, Maranhão, Fontana e Oldair. Agachados: Luizinho, Lorico, Célio, Danilo e Tião. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes.

Formação do ABC de Natal (RN) em 1972. Em pé: Sabará, Édson, Tião, Nílson, Maranhão e Rildo. Agachados: Libânio, Alberí, Danilo Menezes, Petinha e Soares. Crédito: revista Placar – Outubro de 1972.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista Futebol e Outros Esportes, revista Manchete, revista Manchete Esportiva, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.com (por Marcos Guedes), globoesporte.globo.com, kikedabola.blogspot.com.br, museudosesportes.blogspot.com.br, site do Milton Neves.

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