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“Finalmente chegou a vez do Guarani na Seleção Brasileira”. Conforme publicado pela revista placar número 478, de 22 de junho de 1979, Careca, Mauro Campos e Zenon estavam confirmados para a próxima convocação do escrete canarinho.

Mesmo contente, Carlos Alberto Silva ainda ponderava! Na opinião do técnico do Guarani, Miranda e Renato também deveriam ser lembrados. Afinal, o brilhante momento dos craques bugrinos não foi conquistada por um mero acaso!

O lateral-direito Mauro era um dos mais confiantes, talvez por conhecer melhor o treinador Cláudio Coutinho desde sua boa participação nos Jogos Olímpicos de Montreal.

Também conhecido como “Mauro Cabeção”, Mauro de Campos Junior nasceu no município de Nova Odessa (SP), região de Campinas, no dia 23 de abril de 1955.

Mauro começou sua caminhada esportiva nas categorias amadoras do Guarani Futebol Clube. Lateral-direito de origem, o rapazola também jogava bem como ponta-direita, até ser efetivado definitivamente no corredor direito defensivo.

Exímio apoiador e bom marcador, Mauro era um jogador habilidoso! Coleção “Ping-Pong Futebol Cards”. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

O esquadrão campineiro. Em pé: Carlos, Oscar, Mauro, Polozzi, Zé Carlos e Odirlei. Agachados: Lúcio, Renato, Careca, Zenon e Tuta. Foto de José Pinto. Crédito: revista Placar – 13 de outubro de 1978.

Exímio apoiador e bom marcador, Mauro era um jogador habilidoso! Lapidado pelo técnico Zé Duarte, seu futebol foi aproveitado no elenco principal em 1973. Abaixo, uma das primeiras participações de Mauro no time principal do Guarani:

16 de dezembro de 1973 – Guarani 2×1 Athletico Paranaense – Campeonato Brasileiro – Estádio Brinco de Ouro da Princesa – Árbitro: José Marçal Filho (RJ) – Gols: Sicupira aos 18’ do primeiro tempo; Neto (contra) no primeiro minuto e Washington aos 5’ do segundo tempo.

Guarani: João Marcos; Wilson (Mauro), Amaral, Jair II e Bezerra; Flamarion e Alfredo; Afrânio (Washington), Amauri, Clayton e Darcy. Técnico: José Duarte. Athletico Paranaense – Nascimento; Júlio, Neto, Almeida e Brando; Lourival e Didi Duarte; Sídnei (Taquito), Sicupira (Benê), Caio e Torino. Técnico: Lanzoninho.

Enquanto brigava pela titularidade na suplência de Odair ou Wilson Campos, Mauro foi lembrado pelo técnico José Teixeira para servir os times de base da Seleção Brasileira em 1974.

Campeão “Sub 20” no Sul Americano do Chile, o promissor Mauro também foi convocado para disputar o Torneio de Toulon em 1974, além da importante medalha de Ouro no campeonato Pan-Americano de 1975 disputado no México.

O centroavante Careca tenta finalizar, enquanto Mauro, camisa 2, observa o desfecho do lance! Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar – 30 de março de 1979.

Surpresa pelo corredor direito! Mauro marca contra o Palmeiras no Morumbi. Crédito: revista Placar – 30 de março de 1979.

Em 1976, Mauro fez parte do elenco canarinho que disputou os Jogos Olímpicos de Montreal. Na mesma temporada foi campeão do primeiro turno do certame paulista!

Seu melhor momento no Brinco de Ouro aconteceu na memorável campanha do campeonato brasileiro de 1978, quando o técnico Carlos Alberto Silva levou o quadro campineiro ao título inédito!

Nos confrontos finais, o Guarani venceu o Palmeiras em dois jogos pelo mesmo placar de 1×0. A primeira no Morumbi, com Zenon marcando em cobrança de penalidade. A segunda no Brinco de Ouro, com um gol do centroavante Careca.

O time base da histórica conquista: Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca e Bozó.

Em 1979 Mauro disputou a Libertadores da América, quando o Guarani encerrou a sua razoável participação na segunda fase da competição.

Seu melhor momento no Brinco de Ouro foi a conquista do título brasileiro de 1978. Crédito: revista Placar.

Zenon e Mauro. Finalmente o reconhecimento para servir o escrete! Foto de José Pinto. Crédito: revista Placar – 22 de junho de 1979.

Sofrendo com uma contusão crônica localizada no joelho, Mauro foi aos poucos perdendo sua grande capacidade de marcação e apoio ofensivo. Optou então pelo aprimoramento no miolo de zaga.

Mesmo atuando por equipes importantes do cenário nacional, Mauro Campos é mais lembrado pelo período em que defendeu o Guarani na década de 1970.

Depois do Guarani, Mauro Campos ainda passou pelo Cruzeiro (MG), Clube do Remo (PA), Grêmio (RS), Portuguesa de Desportos (SP), Santos (SP) e o Bandeirante de Birigui (SP), equipe onde encerrou sua trajetória em 1987.

Ao deixar os gramados, Mauro trabalhou nas categorias amadoras do mesmo Guarani. Sua contribuição foi determinante na formação de jovens talentos.

Mauro foi assassinado no dia 6 de agosto de 2004 com vários tiros em um bar de Nova Odessa. O crime foi devidamente esclarecido pela Polícia e revelou uma trama de ordem passional envolvendo a mulher do ex-jogador!

Em destaque, Mauro em mais um duelo alviverde contra o Palmeiras! Crédito: revista Placar.

Mauro não dá folga para o palmeirense Célio. O Guarani venceu bem o Palmeiras por 3×1 em jogo pelo segundo turno do campeonato paulista de 1981. Foto de JB Scalco. Crédito: revista Placar – 8 de janeiro de 1982.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por José Maria de Aquino, JB Scalco, José Pinto, Maurício Cardoso e Ronaldo Kotscho), revista Manchete Esportiva, Jornal A Gazeta Esportiva, bjd.com.br, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.com, globoesporte.globo.com, guaranifc.com.br, jogosdoguarani.com, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), veja.abril.com.br, Livro: A História do Campeonato Paulista – André Fontenelle e Valmir Storti – Publifolha, albumefigurinhas.no.comunidades.net.