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Favorecido pelo rico aprendizado ao lado de veteranos consagrados, Gasperin ganhou muita experiência com Picasso no Grêmio e depois com Manga e Schneider no Internacional.

Picasso e Schneider eram mais tolerantes, enquanto Manga nunca aceitou concorrência desde os tempos em que começou a carreira no Sport Club do Recife.

Dedicado e paciente, o jovem goleiro Gasperin aproveitou muito bem essa produtiva convivência com os mais velhos. No entanto, ainda precisou trabalhar muito para vencer no competitivo cenário gaúcho.

Filho de Nílo Gasperin e Maria Amália Gasperin, Luiz Carlos Gasperin nasceu no município de Sarandi (RS), em 10 de maio de 1952.

Com a mudança da família para Vacaria (RS), o pequeno Gasperin não mostrava muito interesse em aprender os segredos do negócio do pai, um madeireiro bem-sucedido na região.

Pelo Esportivo de Bento Gonçalves, Gasperin divide com o atacante Claudiomiro do Internacional. Crédito: revista Placar número 125 – 4 de agosto de 1972.

Foto de JB. Scalco. Crédito: revista Placar – 15 de outubro de 1976.

Constantemente escapando das obrigações para jogar futebol, os encantos da bola pareciam bem mais interessantes que os deveres escolares e o cheiro persistente da serragem.

O tempo passou e a bola de borracha perdeu espaço para o couro. Alto e destemido, Gasperin encontrou debaixo das balizas o seu lugar preferido.

Em meados de 1967 foi encaminhado aos quadros amadores do Esporte Clube Brasil, equipe onde ganhou fama e reconhecimento.

No findar de 1970, um convite do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense acenou um futuro vencedor. No ano seguinte foi transferido para o Clube Esportivo Bento Gonçalves, onde disputou seu primeiro campeonato na condição de profissional.

Schneider e Gasperin. Foto de JB Scalco. Crédito: revista Placar – 11 de março de 1977.

Partindo da esquerda; Manga, Gasperin e Vítor Hugo. Foto de JB. Scalco. Crédito: revista Placar – 18 de novembro de 1977.

Permaneceu no Esportivo de Bento Gonçalves até o findar de 1974, quando retornou ao Grêmio. Na suplência de Jair e do veterano Picasso, Gasperin continuou treinando para encontrar seu espaço.

Em 1976 passou rapidamente pelo Esporte Clube Juventude (RS), antes de firmar compromisso com o Sport Club Internacional em julho de 1976.

No Beira Rio, um batalhão de goleiros o esperava para ser mais um. Além dos veteranos Manga e Schneider, Gasperin disputou posição com Vitor Hugo e mais tarde com o paraguaio Benítez.

Campeão gaúcho e campeão brasileiro de 1976, Gasperin foi efetivado como titular após a saída de Manga para o Operário (MS) e de Benítez para o Palmeiras.

Faturou novamente o título gaúcho de 1978 e fez parte do grupo tricampeão brasileiro invicto de 1979, além do vice-campeonato na Taça Libertadores da América de 1980.

Os goleiros do Internacional em 1978. Foto de JB Scalco. Crédito: revista Placar – 2 de março de 1978.

Foto de Olívio Lamas. Crédito: revista Placar – 9 de junho de 1978.

Em janeiro de 1981 foi negociado com Cruzeiro Esporte Clube (MG). No ano seguinte assinou com o América do Rio de Janeiro.

No cenário carioca, Gasperin viveu um período vencedor com os títulos de “Campeão dos Campeões” e da Taça Rio, ambos em 1982.

Abaixo, uma das importantes participações de Gasperin na campanha do campeonato carioca de 1982:

24 de outubro de 1982 – Campeonato carioca segundo turno – Vasco da Gama 0x2 América – Estádio do Maracanã – Árbitro: Wilson Carlos dos Santos – Gols: Aírton aos 43’ do primeiro tempo e Gilberto aos 31’ do segundo tempo.

Vasco da Gama: Mazaropi, Galvão, Nei, Cel­so (Ivã) e Pedrinho; Serginho, Dudu e Geovani; Rosemiro, Roberto e Marquinho (Silvinho). Técnico: Antônio Lopes. América: Gasperin, Chiquinho, Duílio (Jorginho), Zé Dílson e Aírton; Pires, Gilberto e Moreno; Serginho, Luisinho e Gilson. Técnico: Edu.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Partindo da esquerda; Abel, Vagner e Gasperin. Foto de Auremar de Castro. Crédito: revista Placar – 24 de julho de 1981.

Em 1985 acertou suas bases financeiras com o Botafogo de Ribeirão Preto (SP). Na equipe do interior paulista, Gasperin conquistou o título da Taça Cidade de Uberlândia em 1986.

Depois de duas temporadas em Ribeirão Preto, Gasperin voltou ao Sul em 1988, para defender o Grêmio Esportivo Glória, agremiação onde também encerrou a carreira como jogador em 1989.

Em seguida iniciou seu ciclo como treinador no mesmo Grêmio Esportivo Glória. Trabalhou posteriormente em várias equipes do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Conforme publicado pelo site do Milton Neves, ao deixar o mundo da bola Gasperin dedicou seu tempo em uma papelaria de sua propriedade.

Luiz Carlos Gasperin faleceu em 26 de janeiro de 2010, na cidade de Curitiba (PR). 

Foto de Ignácio Ferreira – Crédito: revista Placar número 696 – 23 de setembro de 1983.

O atacante do Cruzeiro Carlos Alberto Seixas briga sozinho. Melhor para o América do goleiro Gasperin. Os cariocas venceram por 2×1 no Mineirão. Crédito: revista Placar – 3 de fevereiro de 1984.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Aníbal Christiano Penna, Auremar de Castro, Divino Fonseca, Ignácio Ferreira, JB Scalco, Maria Helena Araújo, Olívio Lamas, Roberto Appel e Sérgio Augusto Carvalho), revista Manchete Esportiva, Jornal Correio do Povo, Jornal Estado de Minas, Jornal Folha da Manhã, Jornal O Globo, Jornal Zero Hora, cacellain.com.br, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.net, globoesporte.globo.com, internacional.com.br, site do Milton Neves (por Cândice Broglio Gasperin), albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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