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Filho de Vicente Deodato e Elvira Cavarelli Deodato, Cláudio Norberto Deodato nasceu na cidade de São Paulo (SP), em 27 de agosto de 1947.

Morador do bairro da Vila Olímpia, Zona Oeste da cidade de São Paulo, o jovem Cláudio Deodato foi encaminhado aos quadros amadores do São Paulo Futebol Clube no início da década de 1960.

Lateral-direito de origem, seu futebol aguerrido e sobretudo cooperativo foi aproveitado no selecionado paulista de novos entre 1964 e 1965.

Confiante em dias melhores, o promissor Cláudio Deodato participou do elenco que chegou ao vice-campeonato paulista em 1967.

Também foi convocado para servir o escrete canarinho nos Jogos Olímpicos de 1968, na cidade do México. Na competição, o Brasil apresentou um desempenho bem abaixo do esperado e não passou da fase de grupos.

O rosto de menino ganhou contornos de seriedade com o uso de barba e bigode. Crédito: revista Placar.

O São Paulo no Morumbi ainda inacabado. Em pé: Roberto Dias, Cláudio Deodato, Terto, Édson Cegonha, Jurandir e Picasso. Agachados: Paraná, Zé Roberto, Téia, Nenê e Babá. Crédito: revista do Esporte número 544 – 2 de agosto de 1969.

O primeiro contrato profissional com o tricolor só foi assinado na temporada de 1969, um período ainda marcado pela contenção de recursos para concluir o estádio do Morumbi.

A experiência nos selecionados amadores foi proveitosa, embora sua trajetória no São Paulo tenha sido ofuscada por concorrentes de muita qualidade; como De Sordi, Deleu, Renato, Osvaldo Cunha e mais tarde o uruguaio Pablo Forlan.

Em matéria publicada na revista Placar, Cláudio Deodato revelou que a contratação de Pablo Forlan foi um verdadeiro “balde de água fria”:

– “Depois de tantos anos roendo o osso, eu sinceramente tinha esperanças de conquistar meu lugar de forma definitiva. Mas com a chegada do Forlan entendi que minha saída do Morumbi era uma questão de tempo”.

E Cláudio Deodato estava certo. Na campanha do título paulista de 1970, o técnico Zezé Moreira optou por contar com jogadores mais experientes.

Foto de Sérgio Sade. Crédito: revista Placar – 12 de outubro de 1973.

Em recuperação de uma fratura na perna, Cláudio Deodato bancou o modelo de novas camisas para o Atlético Paranaense em 1973. Fotos de Sérgio Sade. Crédito: revista Placar – 12 de outubro de 1973.

Pelo time do Morumbi foram 79 compromissos com 43 vitórias, 14 empates, 22 derrotas e nenhum gol marcado. Os números foram publicados pelo Almanaque do São Paulo, do autor Alexandre da Costa.

Emprestado ao Clube Náutico Capibaribe (PE) em 1971, no ano seguinte passou rapidamente pelo Clube Atlético Paranaense (PR) e pelo Esporte Clube Vitória (BA).

Em 1973 voltou ao mesmo Atlético Paranaense. Tudo corria bem até sofrer uma fratura na perna, o que representou seu afastamento dos gramados por um tempo considerável.

No cenário paranaense, Cláudio Deodato passou por problemas financeiros em razão do atraso constante dos salários. Conforme publicado pela revista Placar em 21 de março de 1975, Cláudio Deodato tornou público ao repórter Genevaldo Matos o difícil momento que viveu no Paraná:

– “Saí do Atlético Paranaense deixando muito dinheiro. O clube não estava em uma boa situação e só pagava os bichos. Quem fosse reclamar do atraso nos salários era considerado um jogador indisciplinado”.

Crédito: revista Placar – 21 de março de 1975.

Cláudio Deodato deixa o Paraná para ser apresentado no Vitória (BA). Foto de José Martins. Crédito: revista Placar – 21 de março de 1975.

Em março de 1975, seu passe foi adquirido de forma definitiva pelos dirigentes do Vitória (BA).

Com um contrato fixado em 24 meses, Cláudio Deodato assinou por 9.000 cruzeiros mensais; além de uma participação do clube no aluguel de um apartamento!

Bem recebido pelo técnico Paulinho de Almeida, Cláudio Deodato ainda era bem lembrado pelos torcedores graças ao empenho apresentado na primeira passagem pelo clube, em 1972.

No Vitória, apesar do domínio regional do Bahia naquele período, o experiente Cláudio Deodato viveu sua fase mais produtiva até o findar de 1977, quando deixou o futebol profissional.

Longe da bola, o ex-lateral trabalhou em uma rede de supermercados até sua aposentadoria. Cláudio Norberto Deodato faleceu na Ilha do Governador (RJ), em 11 de setembro de 2011.

Foto de Rodolpho Machado. Crédito: revista Placar – 29 de outubro de 1976.

Foto de Antônio Andrade. Crédito: revista Placar – 27 de maio de 1977.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Antônio Andrade, Franklin Campos, Genevaldo Matos, Hélio Teixeira, José Martins, Lenivaldo Aragão, Marcos Nunes, Rodolpho Machado e Sérgio Sade), revista do Esporte, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal Diário Popular, campeoesdofutebol.com.br, gazeta esportiva.net, globoesporte.globo.com, saopaulofc.net, site do Milton Neves, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa.

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