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Em reportagem publicada pela revista do Esporte número 219, de 18 de maio de 1963, Sérgio Lopes revelou aos leitores sua imensa vontade de jogar no cenário carioca:

– “Tenho uma atração tão grande pelo futebol carioca que não me importaria com o dinheiro que fosse ganhar”. 

– “Acredito que se tivesse iniciado minha carreira no Rio eu já estaria consagrado e bem mais perto do escrete canarinho”. 

– “O que me interessa mesmo é viver os encantos da Cidade Maravilhosa”.

Filho de José Gonçalves Lopes e Liuba Gonçalves Lopes, o paulistano Sérgio Gonçalves Lopes nasceu no dia 18 de janeiro de 1941. (*) Algumas fontes apontam seu nascimento em 11 de janeiro de 1941.

Crédito: revista do Esporte número 161 – 7 de abril de 1962.

Crédito: revista do Esporte.

Revelado nas categorias amadoras do São Paulo Futebol Clube, em 1958 Sérgio Lopes deixou o quadro juvenil para ser aproveitado nos Aspirantes do tricolor.

Alto e Habilidoso, Sérgio Lopes era chamado pelos companheiros como “Fita Métrica”, não só por sua estatura, mas também pelo seu grande aproveitamento no fundamento de distribuição de jogo.

Sempre pelo setor de meio-campo, Sérgio Lopes era utilizado com maior regularidade como meia de armação; embora tenha colaborado na posição de médio-volante em algumas oportunidades.

Em 1961 foi emprestado ao Sport Club Internacional (RS). Participou do elenco que conquistou o campeonato gaúcho da temporada, um raro momento em que o “Colorado” conseguiu superar o domínio gremista na década de 1960.

Enquanto jogava pelo Internacional, seu futebol foi pretendido pelo River Plate da Argentina. Mesmo com uma proposta apenas razoável, a experiência pelos gramados argentinos poderia representar um grande aprendizado, além de uma boa projeção.

Crédito: revista do Esporte número 219 – 18 de maio de 1963.

Linha ofensiva do Grêmio. Partindo da esquerda; Marino, Paulo Lumumba, Alcindo, Sérgio Lopes e Vieira. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br.

Contudo, não foi possível o acordo financeiro entre os dirigentes. Dessa forma, Sérgio Lopes voltou ao Morumbi no findar do período de empréstimo.

Negociado com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (RS) em 1964, Sérgio Lopes viveu sua fase mais produtiva no tricolor gaúcho.

Pelo time do Morumbi, Sérgio Lopes disputou apenas 13 partidas. Foram 9 vitórias, 1 empate, 3 derrotas e 1 gol marcado. Os números foram publicados pelo Almanaque do São Paulo, do autor Alexandre da Costa.

No Grêmio, Sérgio Lopes conquistou respeito, muitos títulos e uma considerável tranquilidade financeira, sem esquecer da importante participação na Seleção Brasileira na disputa da Taça Bernardo O’Higgins diante do Chile, em 1966.

Conforme divulgado pela revista do Esporte número 416, de 25 de fevereiro de 1967, o econômico Sérgio Lopes comprou apartamentos em Porto Alegre e na cidade de Santos; além de terrenos também localizados na capital gaúcha.

Crédito: revista do Grêmio número 42.

Um boa formação do Grêmio. Em pé: O médico Jairo Cruz, Arlindo, Cléo, Ortunho, Altemir, Áureo e Aírton Pavilhão. Agachados: Odon, Joãozinho, Alcindo, Sérgio Lopes, Vieira e o massagista Ataíde Carvalho. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes.

Todavia, o jogador sempre fez questão de lembrar que seu patrimônio pessoal foi um reflexo de sua boa passagem pelo Sul; algo bem diferente dos tempos em que sofreu muito no futebol paulista.

No mesmo artigo da revista do Esporte, Sérgio Lopes também afirmou que só deixaria o Grêmio em caso de receber uma proposta do cenário carioca, seu grande sonho!

(*) Curiosamente, apesar de algumas especulações e sondagens, Sérgio Lopes nunca jogou no futebol carioca.

Ainda pelo Grêmio, Sérgio Lopes também participou do primeiro “Grenal” do Estádio Beira Rio, o marcante duelo realizado em 20 de abril de 1969, quando uma briga generalizada tomou conta do gramado!

Com a camisa do tricolor gaúcho, Sérgio Lopes faturou os títulos estaduais de 1964 até 1968.

Selecionado gaúcho representando o Brasil na disputa da Taça Bernardo O’Higgins diante do Chile em 1966. Em pé: Arlindo, Sadi, Ari Ercílio, Cléo, Altemir e Áureo. Agachados: Babá, Joãozinho, Davi, Sérgio Lopes e Vieira. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes.

Crédito: revista do Esporte número 416 – 25 de fevereiro de 1967.

Em 1971 finalmente deixou o Grêmio ao firmar compromisso com o Clube Atlético Paranaense (PR). No ano seguinte foi emprestado por um curto período para a Associação Portuguesa de Desportos (SP).

Depois do Atlético Paranaense, Sérgio Lopes defendeu ainda o Sampaio Correa (MA), antes de voltar ao Sul para encerrar a carreira no Figueirense Futebol Clube (SC), equipe onde também realizou seus primeiros trabalhos como treinador.

Em sua longa caminhada como treinador, Sérgio Lopes sempre foi reconhecido por sua grande dedicação e seriedade.

Entre tantas equipes, Sérgio Lopes orientou o Fortaleza (CE), Santa Cruz (PE), Apucarana (PR), Atlético Paranaense (PR), Campo Mourão (PR), Cascavel (PR), Londrina (PR), Matsubara (PR), Toledo (PR), ABC (RN), América (RN), Brasil de Pelotas (RS), Avaí (SC), Criciúma (SC), Figueirense (SC), Hercílio Luz (SC), Marcílio Dias (SC) e Paulista de Jundiaí (SP).

De acordo com os registros publicados pelo site do Milton Neves, Sérgio Lopes reside atualmente em Florianópolis (SC).

No Figueirense (SC), o primeiro trabalho como treinador. Crédito: revista Placar – 4 de junho de 1976.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Divino Fonseca e Michel Laurence), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista do Grêmio, revista Futebol e Outros Esportes, Jornal A Gazeta Esportiva, campeoesdofutebol.com.br, gazeta esportiva.net, gremio.net, internacional.com.br, museudosesportes.blogspot.com.br, saopaulofc.net, site do Milton Neves, Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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