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Com 67 quilos e 1;68 de altura, Gilson Porto era devoto do Senhor do Bonfim. Tinha preferência pelo perfume Lancaster e adorava comer um bom prato de Vatapá.

Ponteiro-esquerdo de grande habilidade, sua trajetória foi aplaudida em grandes praças do futebol brasileiro.

Filho de Mário Porto e Joana Pereira do Vale, Gilson Pereira Porto nasceu no município de Feira de Santana (BA) em 14 de fevereiro de 1944.

Bom de bola, Gilson Porto começou no futebol amador defendendo uma equipe chamada Paheta. Depois foi encaminhado aos quadros de base da Associação Desportiva Bahia de Feira de Santana (BA).

Seu futebol foi descoberto pelo treinador Gradim, que na época trabalhava no Bonsucesso Futebol Clube (RJ).

O Corinthians topou desembolsar o montante de 25 milhões de cruzeiros pelo futebol atrevido de Gilson Porto. Crédito: revista do Esporte número 338 – 28 de agosto de 1965.

Gilson Porto e Geraldo José. Crédito: revista do Esporte número 345 –18 de outubro de 1965.

Na oportunidade, o time carioca fazia um amistoso na cidade de Feira de Santana (BA) e Gradim decidiu então apostar suas fichas no rapazinho!

Indicado ao juvenil do Fluminense Football Club (RJ), Gilson Porto conquistou o título carioca de Aspirantes em 1962 e 1963, mesmo ano em que participou da campanha do vice-campeonato carioca.

Bem cotado, seu nome foi lembrado no selecionado canarinho de novos, o que não melhorou em nada seu pouco aproveitamento no time das Laranjeiras.

Liberado do “Contrato de Gaveta”, que o prendia ao Fluminense, o ponteiro-esquerdo voltou ao cenário baiano para defender o Esporte Clube Bahia (BA).

Em grande fase, Gilson Porto assinou seu primeiro contrato profissional e despertou o interesse de vários grandes clubes do futebol brasileiro.

Gilson Porto no Parque São Jorge. Crédito: revista do Esporte número 379 – 11 de junho de 1966.

Pouco aproveitado no Fluminense, Gilson Porto brilhou no cenário paulista. Crédito: revista do Esporte número 379 – 11 de junho de 1966.

Emprestado ao Santos Futebol Clube (SP), o jovem de Feira de Santana disputou apenas algumas partidas pelo Torneio Rio-São Paulo de 1965.

Naquele período, os dirigentes do Santos já estavam negociando o passe do bom ponteiro-esquerdo do América (RJ), Abel Verônico da Silva Filho. Dessa forma, Gilson Porto deixou precocemente o time praiano.

Abaixo, uma das participações de Gilson Porto com a camisa do Santos:

15 de abril de 1965 – Torneio Rio-São Paulo – Corinthians 4×4 Santos – Estádio do Pacaembu – Árbitro: Olten Aires de Abreu – Gols: Flávio (2), Marcos e Geraldo José para o Corinthians; Pelé (4) para o Santos.

Corinthians: Heitor; Augusto, Cláudio, Clóvis e Édson; Dino Sani e Rivellino (Luizinho); Marcos, Flávio, Nei e Geraldo José. Técnico: Brandão. Santos: Laércio; Ismael (Lima), Modesto e Geraldino; Lima (Mengálvio) e Haroldo; Dorval, Rossi, Toninho Guerreiro, Pelé e Gilson Porto (Pepe). Técnico: Lula.

Gilson Porto e o goleiro Marcial. Crédito: revista do Esporte número 421.

O Corinthians no gramado do Maracanã. Em pé: Jair Marinho, Clóvis, Marcial, Dino Sani, Ditão e Maciel. Agachados: Bataglia, Tales, Sílvio, Rivellino e Gilson Porto. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes.

Conforme publicado pela revista do Esporte em 28 de agosto de 1965, Gilson Porto voltou ao Bahia. Pouco depois, seus direitos quase foram negociados em definitivo com o Botafogo de Futebol e Regatas (RJ).

Foi então que apareceu uma oferta compensadora do Sport Club Corinthians Paulista, que topou desembolsar o montante de 25 milhões de cruzeiros pelos direitos do jogador.

Assim como uma infinidade de outros valores, Gilson Porto foi apresentado no Parque São Jorge como outra grande esperança de finalmente superar o incômodo jejum de títulos paulistas.

Em 16 de novembro de 1965, Gilson Porto participou do amistoso entre Arsenal e Seleção Brasileira, que na oportunidade foi representada pelo Corinthians. O quadro inglês venceu por 2×0.

Sua única conquista pelo alvinegro foi o Torneio Rio-São Paulo de 1966, quando inclusive esteve em campo na primeira participação de Garrincha com a camisa do Corinthians. O Vasco da Gama venceu por 3×0 no Pacaembu.

Habilidoso, Gilson Porto encantou a tão sofrida Fiel Torcida. Crédito: revista Futebol e Outros Esportes.

O Internacional no gramado do Beira Rio. Em pé: Gainete, Sadi, Pontes, Valmir, Tovar e Laurício. Agachados: Valdomiro, Sérgio, Claudiomiro, Dorinho e Gilson Porto. Crédito: revista do Esporte número 552 – 1969.

(*) Em razão dos preparativos para o mundial de 1966, o calendário ficou muito comprometido para um quadrangular decisivo. Assim, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) proclamou como “campeões” os clubes que chegaram em primeiro lugar na classificação final: Botafogo, Corinthians, Santos e Vasco da Gama.

De acordo com o Almanaque do Corinthians, do autor Celso Dario Unzelte, Gilson Porto disputou ao todo 134 jogos; com 82 vitórias, 27 empates, 25 derrotas e 11 gols marcados.

Deixou o Corinthians no início de 1968 para firmar compromisso com o Sport Club Internacional (RS). No “Colorado” o ponteiro-esquerdo participou da inauguração do Estádio Beira Rio.

Gilson Porto também defendeu o Fluminense de Feira e novamente o Bahia. Passou em seguida pelo América (RJ) e pelo América (RN) entre 1973 e 1974.

Trabalhou também como treinador principalmente em equipes do cenário nordestino. Gilson Pereira Porto faleceu em Salvador (BA) no dia 13 de janeiro de 2003.

Crédito: reprodução Livro Gigante Da Beira-Rio – Editora Emma – 1969.

A passagem pelo América (RN). Crédito: revista Placar – 9 de novembro de 1973.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Hélio Teixeira e Rosaldo Aguiar), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte (por Adílson Povil), revista Futebol e Outros Esportes, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal dos Sports, campeoesdofutebol.com.br, corinthians.com.br, esporteclubebahia.com.br, internacional.com.br, site do Milton Neves (por Milton Neves e Rogério Micheletti), Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte, Livro: Gigante Da Beira-Rio – Editora Emma.

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