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Quando todos esperavam muito mais da badalada equipe da Ponte Preta, o Guarani surpreendeu o Brasil.

Diferente dos confetes sempre destinados para a dupla Oscar e Polozzi, os bugrinos Édson Alves e Gomes trabalharam quietinhos e voaram mais alto!

Companheiros inseparáveis na grande façanha do Guarani em 1978, Édson Alves e Gomes não tiveram vida fácil no Brinco de Ouro.

Édson Alves chegou primeiro, em 1975, quando foi contratado junto ao São Bento de Sorocaba (SP). Gomes só apareceu no Guarani em 1977, depois de passar com brilho pelo Saad Esporte Clube de São Caetano do Sul (SP).

Também conhecido no mundo da bola pelo curioso apelido de “Indião”, Édson Alves de Oliveira nasceu em Goiânia (GO), no dia 29 de julho de 1952.

Édson Alves passou pelo São Bento de Sorocaba (SP) antes de chegar ao Guarani. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

O Guarani entrando em campo no Morumbi. Partindo da esquerda; Amaral, Sídnei, Renato e Édson Alves. Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar – 16 de janeiro de 1976.

Édson Alves ganhou destaque no cenário paulista jogando pelo Esporte Clube São Bento da cidade de Sorocaba (SP).

Continuou nas fileiras do São Bento até 1975, quando seus direitos federativos foram negociados inicialmente por empréstimo com o Guarani Futebol Clube de Campinas (SP).

Conforme publicado pela revista placar na edição de 24 de novembro de 1978, Édson Alves foi contratado com a difícil missão de substituir o zagueiro Estevam Soares, que na época tinha fraturado a perna em um desses joguinhos festivos de final de ano.

Castigado também por algumas contusões, Édson Alves precisou depois disputar a posição com Joãozinho, Nélson e o próprio Estevam Soares, quando este já estava totalmente recuperado.

Contudo, o destino logo tratou de desenhar outros caminhos para o dedicado e também esforçado Édson Alves.

O Guarani comandado por Carlos Alberto Silva também sabia se defender. Crédito: revista Placar – 4 de novembro de 1978.

Partindo da esquerda em primeiro plano; Édson Alves, o goleiro Neneca e Gomes. Ao fundo o meia-atacante Escurinho do Palmeiras e o lateral-direito Mauro. Foto de Rodolpho Machado. Crédito: revista Placar – 4 de novembro de 1978.

Nélson foi vendido para o Flamengo (RJ), Joãozinho foi para o Santos e Estevam Soares firmou compromisso com o Esporte Clube XV de Novembro de Jaú (SP).

Dessa forma, o nome do zagueiro goiano ganhou importância nos planos do recém empossado presidente Ricardo Chuffi, que assumiu o Guarani em 1978, momento em que os cofres do clube não permitiam grandes aventuras!

Também de olho no trabalho do técnico Carlos Alberto Silva no comando da Associação Atlética Caldense (MG), o presidente Ricardo Chuffi não poupou recursos para contar com o novato treinador mineiro.

Nos primeiros amistosos de preparação para a temporada, Édson Alves e Gomes até que foram bem; principalmente na marcante vitória de 3×2 contra o Santos e no empate em 2×2 diante da Portuguesa de Desportos.

Até que chegou o fatídico dia 26 de março, o primeiro compromisso do Guarani no campeonato brasileiro diante do Vasco da Gama no Estádio Brinco de Ouro.

A vontade de vencer fez de Édson Alves o capitão do “Bugre”. Foto de José Pinto. Crédito: revista Placar – 17 de novembro de 1978.

Gomes e Édson Alves no Brinco de Ouro. Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar – 24 de novembro de 1978.

Naquela festiva tarde de Páscoa, o goleador Roberto Dinamite jogou como quis e entregou três ovos de “chocolate amargo” nas redes do pobre goleiro Neneca. O quadro carioca liquidou o jogo pela contagem de 3×1.

No dia seguinte, os jornais campineiros castigaram o irreconhecível desempenho do sistema defensivo do time treinado por Carlos Alberto Silva.

Sobrou até para o conceituado capitão Édson Alves, que assim como o restante do time, não apresentou um bom rendimento naquela tarde enfadonha.

Depois, o Guarani venceu bem o Bahia por 2×1, também em casa. Foi apenas o início da sensacional arrancada que valeu o título inédito de campeão brasileiro de 1978.

A conquista do “Bugre” foi incontestável e consagrou uma campanha quase impecável. Foram 32 jogos com 20 vitórias, 8 empates e apenas 4 derrotas.

Partindo da esquerda; Capitão, Miranda, Careca e Édson Alves. Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar – 10 de abril de 1981.

Édson Alves chega junto no gremista Paulo Isidoro. Foto de JB Scalco. Crédito: revista Placar – 5 de março de 1982.

Entre tantas vitórias memoráveis daquela campanha, apresentamos abaixo o espetacular triunfo campineiro diante do poderoso Internacional de Batista e Falcão, uma derrota sofrida para o tradicional orgulho do futebol gaúcho:

2 de julho de 1978 – Campeonato nacional de 1978 – Internacional 0x3 Guarani – Estádio Beira Rio – Árbitro: Arnaldo Cezar Coelho – Gols: Renato, Bozó e Zenon. 

Internacional: Gasperin, Lúcio, Gardel (Jair), Beliato e Vanderlei; Falcão, Batista e Caçapava; Valdomiro, Bill e Peri (Chico Spina). Técnico: Cláudio Duarte. Guarani: Neneca, Mauro, Gomes, Édson Alves e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão (Manguinha), Careca e Bozó (Macedo). Técnico: Carlos Alberto Silva.

Édson Alves disputou ainda a Taça Libertadores da América pelo Guarani na temporada de 1979. Continuou em Campinas até o início do segundo semestre de 1982, ano em que foi transferido para o Santa Cruz Futebol Clube (PE).

Todavia, uma insistente contusão no joelho não ofereceu tréguas para sua continuidade no futebol pernambucano. Trabalhou também como treinador, principalmente em clubes do cenário goiano. Aposentado, Édson Alves reside atualmente no município de Ceres (GO).

Experiência no Arruda. Partindo da esquerda; Vilson Tadei, Edu Bala e Édson Alves. Foto de José Preá. Crédito: revista Placar – 20 de agosto de 1982.

Partindo da esquerda; Ramón, Isidoro, Birigui e Édson Alves. Foto de José Preá. Crédito: revista Placar – 11 de fevereiro de 1983.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Claudemir Gomes, JB Scalco, José Maria de Aquino, José Pinto, José Preá, Maurício Cardoso, Rodolpho Machado e Ronaldo Kotscho), revista Manchete Esportiva, Jornal A Gazeta Esportiva, campeoesdofutebol.com.br, globoesporte.globo.com (por Murilo Borges), guaranifc.com.br, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), Livro: A História do Campeonato Paulista – André Fontenelle e Valmir Storti – Publifolha, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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