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Primo do atacante Nardo, que jogou pelo Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e Juventus de Turim, o goleiro Rinaldo Ciasca foi um verdadeiro símbolo da Ponte Preta na década de 1950.

Era considerado um goleiro arrojado e sobretudo “temerário”, principalmente pelo hábito de transformar defesas corriqueiras em saltos espalhafatosos!

O certo é que Ciasca foi o primeiro goleiro famoso da “Macaca” campineira, um profissional dedicado nos gramados e um apaixonado ouvinte de composições clássicas.

Rinaldo Ciasca nasceu na cidade de São Paulo (SP), em 18 de fevereiro de 1930, embora algumas fontes apontem o ano de 1928.

Praticante do basquete, o rapazola espigado era reconhecido por sua habilidade e precisão com uma bola nas mãos, ainda que no esporte da “cestinha” não alimentasse qualquer pretensão de seguir em frente.

Na vitória da Ponte Preta por 3×1 sobre o Palmeiras, o goleiro Ciasca corta um cruzamento perigoso na área do quadro campineiro. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 696 – 9 de agosto de 1951.

Rinaldo Ciasca foi um profissional dedicado nos gramados e um apaixonado pela música clássica. Crédito: Jornal Mundo Esportivo número 274 – Terça Feira, 28 de agosto de 1951.

Com o passar do tempo, sua elasticidade e boa estatura foram determinantes para seu aproveitamento como goleiro no cenário varzeano do bairro da Água Branca.

Conforme legenda do cromo publicado no álbum de figurinhas “Ídolos do Futebol Brasileiro” de 1956, Rinaldo Ciasca foi encaminhado primeiramente aos quadros amadores da Sociedade Esportiva Palmeiras, mas não permaneceu por muito tempo nas fileiras do alviverde.

Continuou determinado em sua caminhada na cidade de São José do Rio Pardo (SP), até ser descoberto em meados de 1950, por representantes da Associação Atlética Ponte Preta (SP).

Com o acesso da Ponte Preta em 1951, o jovem Rinaldo Ciasca teria pela frente os temidos quintetos ofensivos dos grandes clubes da elite do futebol paulista.

Assim, entre 1951 e 1960, Rinaldo Ciasca defendeu com dedicação o arco da “Macaca” campineira, ainda que em alguns períodos tenha perdido a titularidade para o companheiro Andu.

Ciasca também era um especialista na arte de defender penalidades. Crédito: Jornal Mundo Esportivo número 469 – Sexta Feira, 17 de julho de 1953.

Com defesas espetaculares, Ciasca garantiu o empate da Ponte Preta diante do Palmeiras por 2×2 no Pacaembu, jogo válido pelo certame paulista. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 800 – 6 de agosto de 1953.

Contudo, seu nome não é apenas lembrado por suas intervenções consideradas acrobáticas e temerárias. Rinaldo Ciasca também era um verdadeiro especialista na arte de defender penalidades.

E naquele período de ouro do futebol paulista, um dos grandes cobradores de penalidades foi o ponteiro-direito do Corinthians, Cláudio Christóvam de Pinho, que também parou nas mãos de Rinaldo Ciasca.

Abaixo, uma das importantes participações de Rinaldo Ciasca na grande vitória sobre o Santos, compromisso válido pelo primeiro turno do campeonato paulista de 1951:

29 de julho de 1951 – Campeonato paulista primeiro turno – Ponte Preta 3×1 Santos – Estádio Moisés Lucarelli – Árbitro: Tore Sjoberg – Gols: Isabelino, Moacir e Rovério para a Ponte Preta; Odair para o Santos.

Ponte Preta: Rinaldo Ciasca; Bruninho e Salvador; Manoelito, Dias e Inglês; Isabelino, Nenê, Isaudo, Moacir e Rovério. Santos: Leonídio; Hélvio e Expedito; Nenê, Formiga e Ivan; Pinhegas, Antoninho, Cilas, Odair e Tite. 

Com proteção de Carlito, o goleiro Ciasca divide perigosamente com Baltazar. O Corinthians venceu a Ponte Preta por 3×2 no Pacaembu, jogo válido pelo campeonato paulista. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 813 – 5 de novembro de 1953.

No empate em 0x0 entre Ponte Preta e São Paulo em Campinas, o goleiro Ciasca foi um dos grandes destaques do prélio. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 817 – 3 de dezembro de 1953.

Os registros publicados na revista Esporte Ilustrado e no Jornal Mundo Esportivo revelam ainda um homem de gosto musical apurado, um aficionado da música clássica.

Sofrendo com os efeitos de contusões regulares e afastamentos prolongados pelo departamento médico, Rinaldo Ciasca não teve uma carreira muito longa.

Tempos depois, com o necessário aproveitamento do jovem goleiro Nino, sua trajetória entrou em franco declínio!

Rinaldo Ciasca deixou o mundo do futebol na temporada de 1960, o mesmo ano do sofrido rebaixamento da Ponte Preta no campeonato paulista.

Não foram encontradas publicações sobre sua vida fora do futebol. Algumas fontes apontam seu falecimento no mês de junho de 2000.

Ciasca trabalhou bastante, mas não teve como evitar a goleada sofrida pela Ponte Preta por 4×1 para o São Paulo no Pacaembu, compromisso válido pelo campeonato paulista. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 910 – 15 de setembro de 1955.

Ciasca divide pelo alto com o centroavante Gino Orlando. Em tarde infeliz, a Ponte Preta amargou uma goleada de 4×1 para o tricolor no Pacaembu, jogo válido pelo campeonato paulista. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 910 – 15 de setembro de 1955.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Betise Assumpção e Marcelo Laguna), revista Esporte Ilustrado, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal Mundo Esportivo, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.net, pontepreta.com.br, site do Milton Neves (por Mauricio Sabará e Rogério Micheletti), albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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