Tags

, , ,

O mundo do futebol sempre valorizou os chamados “elementos úteis”, jogadores que não reclamam da condição de suplente e nunca negam fogo nos momentos considerados difíceis.

E assim foi Robson da Silva, um meia-atacante polivalente que jogava em várias posições para colaborar com seus companheiros!

Também conhecido como “O Pequeno Polegar das Laranjeiras”, Robson da Silva nasceu em Niterói (RJ) no dia 9 de maio de 1930.

A trajetória esportiva foi iniciada em meados de 1946, nas fileiras amadoras do Fluminense Atlético Clube de Niterói, equipe onde ganhou fama suficiente para ser observado de perto por olheiros.

Em 1948, Robson foi bem recomendado ao Fluminense Football Club (RJ), que naquela época já dedicava especial atenção nas categorias de base.

Partindo da esquerda; Pinheiro, Robson e Luciano, grande valores do juvenil do Fluminense. Crédito: revista O Cruzeiro – 25 de dezembro de 1948.

Em destaque, Robson aparece na festa do título carioca juvenil de 1948 pelo Fluminense. Crédito: revista O Cruzeiro – 25 de dezembro de 1948.

Útil para contribuir em qualquer posição da linha ofensiva, o baixinho de futebol agudo e vistoso era bem aproveitado na meia-cancha e principalmente pelas extremas do gramado.

Em grande fase, Robson foi lembrado no selecionado nacional juvenil e fez parte do elenco que conquistou o título Sul-Americano de 1949 disputado no Chile.

Com o enorme sucesso na categoria juvenil e nos Aspirantes, Robson trabalhou muito para conquistar sua merecida credibilidade no elenco de profissionais do Fluminense.

Suas primeiras participações como titular no quadro principal aconteceram no campeonato carioca de 1950, quando o técnico Otto Vieira apostou em suas qualidades para oferecer uma maior desenvoltura ao time.

Sempre alegre e especialmente comunicativo, Robson era garantia certa de muita diversão para afastar o tédio reinante nas concentrações!

Integrante do grupo que faturou a Copa Rio de 1952, Robson foi ganhando um espaço importante entre os titulares. Foto de José Santos. Crédito: reprodução revista Esporte Ilustrado número 804 – 3 de setembro de 1953.

No Estádio das Laranjeiras, o Fluminense aparece pronto para mais um duelo pelo campeonato carioca. Em pé: Píndaro, Jair Santana, Édson, Pinheiro, Castilho e Bigode. Agachados: Robson, Xavier Ambróis, Marinho, Didi e Escurinho. Crédito: Anuário da revista Esporte Ilustrado.

Na temporada seguinte, Robson continuou batalhando bastante por um lugar ao sol, embora ainda não fosse páreo para competir com jogadores de maior tarimba; como Carlyle, Joel, Orlando e o batalhador Telê Santana.

Contudo, sua participação foi decisiva no prélio que decidiu o certame carioca de 1951. Abaixo, os registros da partida em que o Fluminense superou o sempre perigoso Bangu e ficou com o título:

20 de janeiro de 1952 – campeonato carioca de 1951 – Fluminense 2×0 Bangu – Estádio do Maracanã – Árbitro: Mário Vianna – Gols: Telê Santana (2) – Expulsão: Nívio. 

Fluminense: Castilho; Píndaro e Pinheiro; Vítor, Édson e Lafaiete; Lino, Didi, Telê Santana, Orlando e Robson. Bangu: Osvaldo; Djalma e Salvador; Rui, Irani e Alaíne; Moacir Bueno, Zizinho, Joel, Décio Esteves e Nívio.

Integrante do grupo que faturou a Copa Rio de 1952, Robson foi ganhando um espaço importante entre os titulares e também conquistou o Torneio Início do campeonato carioca de 1954.

Habilidoso, Robson não tinha medo de partir para cima de seus marcadores! Foto de Alberto Ferreira. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 868 – 25 de novembro de 1954.

Escurinho e Robson, grandes amigos dentro e fora dos gramados! Foto de Alberto Ferreira. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 868 – 25 de novembro de 1954.

No mês de maio 1955, o Fluminense realizou uma proveitosa excursão pelos gramados da Europa. Robson participou de 8 compromissos dos 13 disputados. Ao todo foram 8 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas.

Amigo pessoal de Escurinho, a proximidade com o afamado atacante mineiro foi determinante na definitiva subida de produção de Robson, um dos grandes nomes na memorável conquista invicta do Torneio Rio-São Paulo de 1957.

Ainda pelo Fluminense, Robson foi campeão carioca de 1959 com o comando do competente treinador Zezé Moreira.

No findar do mês de fevereiro de 1960, Robson encerrou sua longa permanência nas Laranjeiras. Foram quase 300 partidas com a camisa do tricolor!

Não foram encontrados maiores detalhes sobre o eventual prosseguimento de sua carreira no futebol, tampouco sobre os rumos de sua vida pessoal.

Robson e Édson no desembarque da proveitosa excursão pelos gramados da Europa. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 902 – 21 de julho de 1955.

Independente da posição, Robson sempre estava pronto em colaborar com seus companheiros! Crédito: revista Esporte Ilustrado número 932 – 16 de fevereiro de 1956.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Fluminense, revista Esporte Ilustrado (por Alberto Ferreira, Camilo Gonçalves, José Santos, Leo Batista, Leunam Leite, Levy Kleiman, Luís Mendes e Sérgio Lopes), revista Grandes Clubes Brasileiros, revista Manchete Esportiva, revista O Cruzeiro (por José Araújo e Mário Provenzano), revista O Globo Sportivo (por Carlos Belmonte), Jornal dos Sports, Jornal O Globo, acervo.oglobo.globo.com, campeoesdofutebol.com.br, fluminense.com.br, Livro: Fluminense Football Club – História, Conquistas e Glórias no Futebol – Antônio Carlos Napoleão – Editora Mauad, albumefigurinhas.no.comunidades.net.