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Com um passado glorioso, América (RJ) e Portuguesa de Desportos (SP) foram donos de grandes esquadrões no período de ouro do nosso futebol.

Duas camisas que também fizeram parte da carreira esportiva de Antônio Carlos Alves Carneiro, atacante que nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 28 de abril de 1949.

Sua caminhada foi iniciada nos primeiros anos da década de 1960, no Futebol de Salão do Club de Regatas Vasco da Gama (RJ), o que certamente lhe ofereceu uma grande habilidade com a bola nos pés!

Em meados de 1966, Antônio Carlos foi encaminhado aos quadros amadores do America Football Club (RJ), quando precisou encarar de frente o desafio da mudança das quadras para os gramados.

Habilidoso, o jovem ponteiro-direito foi promovido ao elenco principal em 1969, embora ainda longe de brigar em igualdade de condições com jogadores como Edu, Jeremias, Sarão, Sérgio Lima, Tadeu e Tarciso.

Em grande fase, Antônio Carlos foi o ganhador da “Bola de Prata” da revista Placar em 1971. Crédito: revista Placar.

Seu melhor momento aconteceu no campeonato nacional de 1971, ano em que superou os grandes favoritos da ponta-direita e ficou a Bola de Prata da revista Placar. Abaixo, uma das participações de Antônio Carlos na boa campanha do América em 1971:

22 de agosto de 1971 – Campeonato brasileiro – Santos 0x0 América (RJ) – Estádio do Parque Antártica (SP) – Árbitro: Manoel Amaro de Lima. 

Santos: Joel Mendes; Orlando, Marçal, Oberdan e Turcão; Léo Oliveira e Dicá; Jader (Davi), Mazinho, Pelé e Edu. América: Alberto; Dejair, Tião, Mareco e Zé Carlos; Badeco e Sérgio Lima (Paraguaio); Antônio Carlos, Tarciso, Edu e Tadeu.

Em reportagem publicada nas páginas da revista Placar de 24 de dezembro de 1971, os motivos do sucesso do atacante americano na disputa da Bola de Prata foram assim apresentados:

– “O triunfo do extrema americano não foi nenhuma surpresa na apuração final da segunda edição da Bola de Prata. Assim como Telê e Zagallo, Antônio Carlos é hoje um digno representante do futebol solidário”.

Superando os grandes favoritos da ponta-direita, Antônio Carlos foi o ganhador da “Bola” de Prata” em 1971. Crédito: revista Placar – 10 de dezembro de 1971.

Uma partida com a camisa do Vasco da Gama. Cedido pelo América, Antônio Carlos participou do amistoso de apresentação do astro Tostão em São Januário. Os cariocas foram derrotados pelo Cruzeiro por 1×0. Foto de Sebastião Marinho. Crédito: revista Placar – 5 de maio de 1972.

Com seu nome em alta, Antônio Carlos foi cedido pelo América e participou do amistoso de apresentação do tricampeão mundial Tostão no Estádio de São Januário.

Além de Antônio Carlos do América; Cafuringa do Fluminense e o meia Zanata do Flamengo também jogaram pelo Vasco da Gama naquele sábado de 29 de abril de 1972.

Contundido, Tostão entrou em campo apenas para saudar os torcedores vestindo a camisa do “cruzmaltino”. E nessa festa incompleta, o quadro carioca acabou derrotado pelo Cruzeiro por 1×0, gol marcado por Roberto Batata.

Paralelamente, Antônio Carlos continuou trabalhando bastante para recolocar o América novamente em uma posição de destaque, já que o último título carioca do clube aconteceu no distante ano de 1960.

Peça importante no esquema de vários treinadores, Antônio Carlos alcançou seu auge sob o comando de Zizinho, Paulinho de Almeida e depois Amaro.

O América com sua tradicional camisa vermelha no palco do Maracanã. Em pé: Cabrita, Alex, Tião, Alvanir, Gilmar e Alberto. Agachados: Antônio Carlos, Taquito, Sérgio Lima, Edu e Tadeu. Foto de Fernando Pimentel. Crédito: revista Placar – 24 de novembro de 1972.

Futebol reconhecido e valorizado, Antônio Carlos foi pretendido por várias equipes do Brasil. Crédito: revista Placar – 15 de junho de 1973.

Antônio Carlos permaneceu firme no elenco do América até 1973, quando seus direitos foram negociados com a Associação Portuguesa de Desportos (SP).

Lamentavelmente, Antônio Carlos não fez parte da equipe que chegou ao título da Taça Guanabara de 1974, uma conquista que por certo faria justiça aos anos de dedicação com a camisa americana.

Jogando no cenário paulista, Antônio Carlos continuou oferendo ao público um bom futebol. Mais experiente, o atacante era uma boa opção também pela meia-cancha ou ainda como ponteiro-esquerdo.

Carreira curta e marcante, Antônio Carlos encerrou sua rica caminhada pelos gramados na temporada de 1978, na mesma Portuguesa de Desportos.

Conforme divulgado no site do Milton Neves, Antônio Carlos reside atualmente no bairro da Tijuca, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Aposentado, o ex-jogador ainda bate sua bolinha ao lado dos amigos!

Na Portuguesa de Desportos, Antônio Carlos também foi aproveitado em algumas partidas como ponta-esquerda. No lance, uma dividida com o zagueiro santista Oberdan. Crédito: revista Placar – 28 de fevereiro de 1975.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Aristélio Andrade, Fausto Neto, Fernando Pimentel, Raul Quadros e Sebastião Marinho), revista do Esporte, revista Grandes Clubes Brasileiros, revista Manchete, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal dos Sports, Jornal O Globo, acervo.oglobo.globo.com, campeoesdofutebol.com.br, globoesporte.globo.com, site do Milton Neves (por Sérgio Quintella), albumefigurinhas.no.comunidades.net.