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Com uma prolongada caminhada pelo palco do futebol, o meia-armador Elói sempre foi reconhecido pela enorme capacidade de fazer a bola circular com qualidade e vibração.

Misto de “carregador de piano” e maestro, o baixinho Elói era um sinônimo de dedicação e disposição. Com ele no time, não existia o risco de uma anemia criativa no organismo da meia-cancha!

Francisco Chagas Elói nasceu na cidade de Andradina (SP), em 17 de fevereiro de 1955, embora algumas fontes apresentem seu nome correto como Francisco Chagas Elóia.

Conforme publicado pela revista Placar em sua edição de 18 de junho de 1982, o jovem e promissor Elói iniciou sua trajetória no raiar da década de 1970, nas fileiras do Andradina Futebol Clube (SP).

Conhecido pelo curioso apelido de “Chico Marreta”, o canhoto Elói passou em seguida pela Associação Esportiva Araçatuba (SP), até ser negociado em definitivo com os dirigentes do Clube Atlético Juventus (SP) em 1975.

Elói em sua passagem pela Portuguesa de Desportos. Coleção “Ping-Pong Futebol Cards”. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Uma fase impecável no Internacional de Limeira. Fotos de Lemyr Martins e Nico Esteves. Crédito: revista Placar – Maio de 1981.

Na Rua Javari, o caipira branquelo e esquálido foi tratado inicialmente com uma certa indiferença, ainda que sua indicação fosse amparada por elogios e boas recomendações.

Mas pouco tempo passou para Elói calar os incrédulos. No findar da temporada de 1977, seu passe já era pretendido por vários clubes. Contudo, o acordo final foi firmado com os representantes da Associação Portuguesa de Desportos (SP).

No Canindé, os sonhos do então esforçado Elói foram minguando! A provação durou até 1980, quando foi confirmada uma proposta salvadora da Associação Atlética Internacional de Limeira (SP).

Em Limeira, o bom futebol de Elói finalmente foi devidamente reconhecido! O rapazinho de Andradina vivia um momento especial, o suficiente para despertar o interesse do Cruzeiro e do Grêmio.

Pelo montante de 20 milhões de cruzeiros, o valorizado Elói foi transferido para o Santos Futebol Clube no mês de abril de 1981. Cabelo de fogo e bigodinho aparado, o astro de Limeira foi recebido com entusiasmo na Vila Belmiro.

Premiação da Bola de Prata da revista Placar em 1981. Elói recebe o troféu ao lado de Chacrinha e do jornalista Elia Júnior. Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar- 15 de maio de 1981.

Elói levou muita disposição e entusiasmo ao time da Vila Belmiro! Foto de Luís Carlos Kfouri – Crédito: revista Placar – 5 de junho de 1981.

Ainda como fruto de seu ótimo desempenho com a camisa da Internacional de Limeira, Elói foi premiado com a badalada Bola de Prata da revista Placar em maio de 1981.

Todavia, sua continuidade no Santos foi ruindo em uma guerra de vaidades! Nas páginas da revista Placar de 10 de julho de 1981, a matéria assinada por Fábio Sormani revelou a existência de um suposto mal-estar entre Elói e João Paulo.

Mergulhado em uma onda de boatos e fofocas, o treinador Sérgio Clérice bem que tentava contornar a situação, enquanto os demais jogadores procuravam manter o tradicional discurso do “Não sei de nada”!

O certo é que Elói continuou no elenco do Santos por mais algum tempo. Passou em seguida de forma rápida pelo Cruzeiro de Belo Horizonte, para depois acertar suas bases com o América do Rio de Janeiro.

Jogando pelo América, Elói foi peça determinante na conquista do Torneio dos Campeões e da Taça Rio, ambos em 1982. No ano seguinte foi apresentado em São Januário, uma boa fase que valeu sua transferência para o Genoa da Itália.

Com um gol marcado por Elói, o Santos venceu o Palmeiras por 1×0 e avançou para o octogonal decisivo do campeonato paulista de 1981. Crédito: revista Placar número 582 – 10 de julho de 1981.

Elói versus João Paulo. Na guerra das estrelas quem perdeu foi o Santos! Foto de JB Scalco. Crédito: revista Placar número 582 – 10 de julho de 1981.

De volta ao futebol carioca em 1985, Elói defendeu o Botafogo por um curto período, até regressar feliz ao cenário europeu para assinar contrato com o Futebol Clube do Porto.

Também em Portugal jogou pelo Boavista Futebol Clube e Louletano Desportos Clube. Posteriormente decidiu considerar um convite dos “cartolas” do Campo Grande Atlético Clube (RJ) em 1992.

Depois de uma rápida passagem pelo Fluminense Football Club (RJ), o veterano Elói concordou em prosseguir sua caminhada no futebol cearense, inicialmente pelo Fortaleza na temporada de 1993.

Em 1994 firmou seu compromisso com o Ceará Sporting Club, uma passagem realmente memorável com a brilhante campanha do vice-campeonato na Copa do Brasil, competição vencida pelo Grêmio.

Cigano consagrado no mundo da bola, Elói também vestiu a camisa do Nacional Futebol Clube de Manaus (AM). Como treinador orientou o Anapolina de Goiás e o América (RJ).

Elói na boa vitória do Vasco da Gama sobre o Santos por 2×0 no Maracanã. Foto de Nico Esteves. Crédito: revista Placar – 29 de abril de 1983.

Em matéria especial da revista Placar, Elói foi proclamado o “maestro” do Vasco da Gama! Foto original de Rodolpho Machado. Crédito: reprodução revista Placar – 10 de junho de 1983.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Alfredo Ogawa, Fábio Sormani, Ignácio Ferreira, JB Scalco, João Batista Petrelli, José Maria de Aquino, Juca Kfouri, Lemyr Martins, Luís Carlos Kfouri, Maria Helena Araújo, Nico Esteves, Rodolpho Machado, Ronaldo Kotscho e Sílvio Viegas), revista Manchete Esportiva, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal dos Sports, Jornal O Globo, acervo.oglobo.globo.com, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.com, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), albumefigurinhas.no.comunidades.net.