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Mês de Maio de 1971. O interesse do Fluminense por Carlos Alberto chegou ao Morumbi justamente quando o jogador discutia a renovação de seu vínculo com o tricolor paulista.

Insatisfeito com a condição de suplente, Carlos Alberto ainda procurava digerir a negativa dos dirigentes tricolores com sua proposta de 60 mil cruzeiros mensais de salário por um contrato de 18 meses.

O embate pela redução de despesas no clube era algo justificável. Na época, a principal prioridade era a definitiva conclusão do Estádio do Morumbi, o que transformava qualquer negociação contratual em uma grande novela.

Tal impasse era prejudicial, tanto para o jogador como para São Paulo. Com o valor do passe avaliado em apenas 350 mil cruzeiros, o sonho de Mário Zagallo em contar com Carlos Alberto no elenco das Laranjeiras parecia mais perto!

Inicialmente o Fluminense ofereceu uma troca pura e simples do ponteiro-direito Cafuringa por Carlos Alberto, oferta que foi prontamente recusada pelos cartolas do tricolor paulista.

Perfil de Carlos Alberto publicado na edição especial do São Paulo Futebol Clube. Crédito: revista Grandes Clubes Brasileiros.

Formação do São Paulo no início da década de 1970. Em pé: Jurandir, Sérgio Valentim, Roberto Dias, Gilberto, Carlos Alberto Rodrigues e Lima. Agachados: Membro da comissão técnica, Paulo Nani, Vanderlei, Terto, Lourival e Paraná. Crédito: revista Placar.

Os detalhes do assédio do clube carioca foram publicados em matéria assinada pelo repórter Paulo Matiussi na revista Placar número 66, do dia 18 de junho de 1971.

Filho de Carlos Pinto Rodrigues e Ruth Barbosa Rodrigues, o bom meio-campista Carlos Alberto Rodrigues nasceu na cidade de São Paulo (SP), em 12 de julho de 1947. Os registros fazem parte da revista Grandes Clubes Brasileiros de 1971.

Sua trajetória pelos gramados foi iniciada no Clube Recreativo Nitro-Química, uma agremiação localizada no distrito de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo.

Continuou nos quadros do Nitro-Química até 1966, quando seu futebol foi bem recomendado ao São Paulo Futebol Clube. Dedicado, Carlos Alberto logo foi integrado ao elenco de profissionais e não decepcionou!

Para ganhar experiência foi emprestado ao Uberaba Sport Club (MG) em 1967. No ano seguinte continuou seu desenvolvimento no XV de Piracicaba e disputou o campeonato paulista.

Revelado nas categorias amadoras do Clube Recreativo Nitro-Química, o futebol solidário de Carlos Alberto foi de grande utilidade no tricolor do Morumbi. Crédito: site do Milton Neves.

São Paulo e Santos no Morumbi. Em clássico que terminou sem abertura de contagem, Pelé é marcado de perto pelo insistente Carlos Alberto. Crédito: revista Placar – 18 de junho de 1971.

De volta ao Morumbi, Carlos Alberto continuou firme na luta por um espaço, o que não era uma tarefa fácil, já que naquele início da década de 1970 o tricolor contava com talentos inquestionáveis na meia-cancha.

Bicampeão paulista nas edições de 1970 e 1971, a investida do Fluminense de Zagallo não deu em nada! Encerrado o projeto de jogar no cenário carioca, Carlos Alberto precisou assinar um contrato bem abaixo do que esperava.

Assim, o jovem valor permaneceu no São Paulo pronto para colaborar. Seu nome era respeitado pelos torcedores, que sempre rogavam por sua entrada quando o jogo estava difícil.

Seu futebol aplicado sempre representou uma “cartada” estratégica para suprir eventuais necessidades de treinadores reconhecidos; como Diede Lameiro, Zezé Moreira, Oswaldo Brandão, Alfredo Ramos e o argentino José Poy.

Novamente emprestado ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (RS) em 1972, Carlos Alberto só voltou ao São Paulo em 1974. No ano seguinte, o meio-campista firmou compromisso com o Santa Cruz Futebol Clube (PE).

O valente Santa Cruz, que surpreendeu muita gente ao chegar na semifinal do campeonato nacional de 1975. Foto de Arlindo Marinho. Em pé: Jair, Lima, Pedrinho, Levir Culpi, Renato e Givanildo. Agachados: Fumanchu, Ramón, Nunes, Carlos Alberto Rodrigues e Zé Maria. Crédito: revista Placar.

Pelo campeonato nacional de 1975, o Santa Cruz venceu o Corinthians por 1×0 no Arruda. No lance, o volante Givanildo escapa com a bola, enquanto é observado pelo companheiro Carlos Alberto, ao centro. Pelo time paulista, Tião, Adílson e Wladimir (direita) pouco podem fazer! Foto de Clodomir Bezerra. Crédito: revista Placar – 17 de outubro de 1975.

Com a camisa do São Paulo entre 1966 e 1972 e depois em 1974, Carlos Alberto realizou um total de 128 partidas; com 50 vitórias, 46 empates, 32 derrotas e 10 gols marcados. Os números foram divulgados pelo Almanaque do São Paulo, do autor Alexandre da Costa.

A passagem pelo Santa Cruz foi especial e produtiva! Carlos Alberto conquistou o título pernambucano em 1976 e 1978, mesmo ano em que seus direitos foram negociados com o extinto Colorado Esporte Clube (PR).

Carlos Alberto jogou ainda pelo Club Athletico Paranaense (PR), Esporte Clube Taubaté (SP), Clube Esportivo Paysandu (SC) e finalmente o Blumenau Esporte Clube (SC) em 1983, sua última equipe.

(*) Algumas fontes apontam também uma rápida passagem pelo Clube Náutico Capibaribe (PE), fato que não foi devidamente comprovado com referências seguras.

Conforme publicado no site Terceiro Tempo (Seção Que Fim Levou) do jornalista Milton Neves, Carlos Alberto reside atualmente entre São José dos Campos e Caraguatatuba, no litoral Norte de São Paulo. Lá, o ex-jogador trabalha no ramo de lajotas.

No Santa Cruz, uma passagem muito boa pelo cenário pernambucano! Foto de Clodomir Bezerra. Crédito: revista Placar.

Carlos Alberto quando passou pelas fileiras do Colorado (PR). Coleção “Ping-Pong Futebol Cards”. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Arlindo Marinho, Clodomir Bezerra, Isnard Cordeiro, Lenivaldo Aragão, Paulo Matiussi e Roberto José da Silva), revista do Esporte, revista Grandes Clubes Brasileiros, Jornal A Gazeta Esportiva, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.com, saopaulofc.net, site do Milton Neves (por Milton Neves e Rogério Micheletti), Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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