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Centroavante que marcou época na Ferroviária e no São Paulo, Baiano primava por sua capacidade de encontrar espaços para finalizar ao gol com precisão!  

Filho de Otacílio David e de dona Francisca Ferreira David, Carmo David nasceu no município de Tabatinga (SP) em 25 de julho de 1939, ainda que algumas publicações apontem o seu nascimento para a cidade de Matão (SP).

O esforçado Carmo David trabalhava inicialmente como “cortador de tecidos”, período em que também ganhou fama jogando no juvenil do São Lourenço Futebol Clube de Matão (SP).

Gozando de enorme prestígio nas fileiras do São Lourenço, no findar de 1953 Baiano foi bem recomendado aos quadros amadores da Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara (SP).

De acordo com reportagem publicada pela revista do Esporte, Carmo David logo ficou conhecido pelos companheiros como “Baiano”. Centroavante de origem, no auge da forma o rapazola contava com 1;73 de altura e 67 quilos.

Reprodução colorida de Baiano com a camisa da Ferroviária de Araraquara. Crédito: ferroviariaemcampo.blogspot.com.br.

Um exímio finalizador, Baiano viveu a sua melhor temporada jogando pela Ferroviária durante o campeonato paulista de 1960, ano que brilhou como o artilheiro da equipe com 13 gols marcados.

Abaixo, uma das grandes atuações de Baiano contra o sempre temido Santos de Pelé, jogo válido pelo campeonato paulista de 1960:

4 de setembro de 1960 – Campeonato paulista – Primeiro Turno – Ferroviária 4×0 Santos – Estádio Fonte Luminosa – Araraquara (SP) – Árbitro: Stefan Walter Glanz – Gols: Antoninho, Baiano e Faustino (2).

Ferroviária: Fia; Zé Maria, Antoninho e Lucas; Dirceu e Rodrigues; Faustino, Dudu, Baiano, Bazzani e Beni. Técnico: José Carlos Bauer. Santos: Laércio; Getúlio, Mauro e Dalmo; Formiga e Zito; Dorval, Ney, Pagão (Sormani), Pelé e Tite. Técnico: Lula.

No início de 1961, Baiano foi um dos nomes apresentados na lista de possíveis reforços ao técnico do São Paulo Futebol Clube, o exigente Flávio Rodrigues Costa.

O técnico Flávio Costa foi totalmente favorável ao negócio que trouxe Baiano para o São Paulo! Crédito: revista do Esporte número 110 – 15 de abril de 1961.
Morador do bairro da Bela Vista, Baiano estava feliz com sua nova realidade na capital paulista! Crédito: revista do Esporte número 141 – 18 de novembro de 1961.

Flávio Costa, que já tinha boas informações de Baiano, imediatamente solicitou o total empenho aos diretores para contar com o emergente futebol do jovem centroavante da Ferroviária.

Bem recebido no Morumbi, Baiano assinou o novo contrato e imediatamente estabeleceu residência no movimentado bairro da Bela Vista, região central da capital paulista.

Em grande fase, Baiano foi lembrado pelo treinador Aymoré Moreira para servir o escrete no período de preparação para a Copa do Mundo de 1962. Contudo, seu nome não foi relacionado no grupo que embarcou para o mundial do Chile.

Baiano continuou firme no elenco do São Paulo até 1963, quando contusões e um problema de saúde precipitaram o encerramento de sua caminhada no futebol.

Conforme registros do Almanaque do São Paulo, do autor Alexandre da Costa, no período entre 1961 e 1963, Baiano disputou um total de 123 jogos pelo tricolor; com 66 vitórias, 27 empates, 30 derrotas e 61 gols marcados.

Na coluna “Raios X de Corpo Inteiro”, os torcedores encontravam um breve apanhado da vida do craque! Crédito: revista do Esporte.

Abaixo, uma das boas participações de Baiano em um difícil clássico contra o Palmeiras, jogo pelo Torneio Rio-São Paulo de 1963:

13 de fevereiro de 1963 – Torneio Rio-São Paulo – Turno Único – São Paulo 2×1 Palmeiras – Estádio do Pacaembu – Árbitro: Aírton Vieira de Moraes – Gols: Prado e Roberto Dias para o São Paulo; Tupãzinho para o Palmeiras.

São Paulo: Gilberto, Deleu e De Sordi; Sérgio (Roberto Dias), Jurandir e Riberto; Nondas, Prado, Baiano (Dati), Cido e Faustino. Técnico: Oswaldo Brandão. Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Valdemar Carabina (Djalma Dias), Vicente e Geraldo Scotto; Ademir da Guia e Tupãzinho; Julinho Botelho, Alencar, Paulo Leão e Gildo. Técnico: Geninho.

Ao deixar o futebol, Baiano foi funcionário do Banco Banespa até se aposentar em 1991. Também trabalhou como auxiliar técnico do treinador João Avelino na Sociedade Esportiva Matonense em 1992.

Os registros foram divulgados pelo site Terceiro Tempo (Seção Que Fim Levou) do jornalista Milton Neves. Carmo David faleceu na cidade de Matão (SP) em 3 de junho de 2019.

No Morumbi, Baiano viveu um momento especial de sua marcante trajetória no mundo da bola! Crédito: revista do Esporte.
Time do São Paulo na cidade de Ribeirão Preto em 1961: Em pé: De Sordi, Procópio, Deleu, Riberto, Suly e Benê. Agachados: Faustino, Prado, Baiano, Jair Rosa Pinto e Canhoteiro. Crédito: site do Milton Neves.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Alfredo Ogawa e José Maria de Aquino), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista Tricolor, Jornal A Gazeta Esportiva, campeoesdofutebol.com.br, ferroviariaemcampo.blogspot.com (por Paulo Luís Micali e Vicente Henrique Baroffaldi), saopaulofc.net, site do Milton Neves (por Túlio Nassif), Almanaque do São Paulo – Alexandre da Costa, Livro: A História do Campeonato Paulista – André Fontenelle e Valmir Storti – Publifolha, albumefigurinhas.no.comunidades.net.