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Conhecido no mundo da bola como “Marinho”, ou ainda como “Mario Di Pietro”, Mário Pedro nasceu no município paulista de Sertãozinho em 23 de janeiro de 1927, embora algumas fontes apontem o seu nascimento para o dia 23 de abril de 1926.

Com boa estatura e faro de gol, Marinho começou sua caminhada em meados de 1946, no Usina Barbacena F.C. Na temporada seguinte, o jovem atacante passou pelo atual Barretos Esporte Clube (SP) e pela Associação Atlética São Bento da cidade de Marília (SP).

No final de 1950, Marinho firmou compromisso com o Bauru Atlético Clube (SP), equipe onde viveu uma excelente temporada em 1951, o suficiente para então despertar o forte interesse do Fluminense Football Club (RJ) no início de 1952.

Munido de esperança, Marinho embarcou para o Rio de Janeiro ciente de que sua missão não seria fácil. Afinal, o Fluminense que conquistou o campeonato carioca de 1951 apresentava um poderoso quinteto ofensivo!

Além de Telê Santana, Didi, Carlyle, Orlando e Joel, o time treinado pelo técnico Zezé Moreira contava também com outras boas opções; como Lino, Quincas, Robson, Simões e Villalobos.

O Fluminense no Estádio das Laranjeiras. Em pé: Píndaro, Jair Santana, Édson, Pinheiro, Castilho e Bigode. Agachados: Robson, Xavier Ambróis, Marinho, Didi e Escurinho. Crédito: Anuário da revista Esporte Ilustrado.
Os gols de Marinho foram determinantes na conquista do título da Copa Rio de 1952. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 752 – 4 de setembro de 1952.

Relacionado para compor o elenco na disputa do Torneio Rio-São Paulo de 1952, Marinho foi aproveitado nas primeiras partidas, principalmente entrando no lugar de Orlando Pingo de Ouro.

Sua primeira participação como titular ocorreu no dia 12 de março de 1952, na vitória pela contagem mínima sobre o Bangu no Maracanã, jogo que valeu um bom prestígio junto ao técnico Zezé Moreira.

Campeão e artilheiro da memorável conquista da segunda edição da Copa Rio de 1952 pelo Fluminense, Marinho foi premiado pela comissão organizadora do torneio com um par de chuteiras em bronze.

Feliz nas Laranjeiras, tudo corria bem até sofrer uma contusão nos ligamentos do joelho, um infortúnio que prejudicou a sua brilhante ascensão no cenário carioca!     

O lance aconteceu em uma disputa de bola com o “guarda-metas” do Flamengo, o paraguaio Sinforiano Garcia. Marinho deixou o gramado carregado de maca e os primeiros diagnósticos eram no mínimo assustadores.

O técnico Zezé Moreira ao lado de Marinho durante disputa da Copa Rio de 1952. Crédito: revista Grandes Clubes Brasileiros.
Em partida pelo campeonato carioca, o Fluminense venceu o América por 2×0 no Maracanã. No lance, Marinho acompanha o chute de Orlando ganhar o fundo das redes do América! Crédito: revista Esporte Ilustrado número 754 – 11 de setembro de 1952.

Conforme publicado na revista Esporte Ilustrado número 822, de 7 de janeiro de 1954, o “fantasma” de ficar inutilizado para o futebol foi afastado depois de uma bem-sucedida cirurgia com a equipe do Doutor Paes Barreto.

A recuperação foi dolorosa e Marinho trabalhou muito para voltar aos gramados. Embora confiante, seu rendimento não era mais o mesmo, talvez esse o motivo determinante do fim de sua passagem pelo Fluminense!

Abaixo, uma de suas importantes participações na disputa do Torneio Rio-São Paulo de 1953, quando marcou três gols no clássico contra o Vasco da Gama:

23 de maio de 1953 – Torneio Rio-São Paulo – Fase Única – Fluminense 4×1 Vasco da Gama – Estádio do Maracanã (RJ) – Árbitro: Franz Grill – Gols: Marinho (3) e Simões para o Fluminense; Eli do Amparo para o Vasco da Gama.

Fluminense: Castilho; Píndaro e Pinheiro; Jair Santana, Édson e Bigode (Rubens); Telê Santana, Villalobos (Didi), Marinho (Simões), Robson e Quincas. Técnico: Zezé Moreira. Vasco da Gama: Ernâni (Carlos Alberto); Augusto e Haroldo (Elias); Eli do Amparo, Mirim e Jorge; Sabará, Maneca, Genuíno (Friaça), Ipojucan e Chico. Técnico: Flávio Costa.

Depois de um choque violento com Eli do Amparo no primeiro tempo, Marinho precisou levar dois pontos na perna direita durante o intervalo. Mesmo assim, o atacante continuou em campo na segunda etapa! Crédito: revista Esporte Ilustrado número 772 – 22 de janeiro de 1953.
No Maracanã, Fluminense e Vasco empataram em 2×2 pelo campeonato carioca de 1952. No lance, Marinho tenta disputar pelo alto com Barbosa. Melhor para o goleiro do Vasco! Crédito: revista Esporte Ilustrado número 772 – 22 de janeiro de 1953.

Marinho permaneceu no Fluminense até o início da temporada de 1955, quando foi transferido para o futebol pernambucano para defender o Santa Cruz, um período muito produtivo que representou o pronto interesse do Genoa da Itália.

No concorrido palco italiano, Marinho ficou conhecido como “Mario Di Pietro” e disputou apenas uma temporada. De volta ao Brasil, o atacante entrou em fase final de carreira, principalmente no interior paulista.

Em 1956 jogou pelo Esporte Clube Noroeste de Bauru e no ano seguinte voltou para o Santa Cruz, mas encontrou uma forte resistência do treinador argentino Alfredo Gonzalez.

Depois jogou pelo Tupã Futebol Clube (SP), Clube Atlético Lençoense (SP) e novamente pelo Bauru Atlético Clube (SP) entre os anos de 1963 e 1965, sua última camisa.  

Sempre lembrado como um grande goleador e por sua amizade com o mestre Telê Santana, Mário Pedro faleceu no dia 28 de junho de 2005 na cidade de Bauru (SP).

Linha de ataque do Fluminense em 1953. Partindo da esquerda; Telê Santana, Robson, Marinho, Didi e Quincas. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 819 – 17 de dezembro de 1953.
A contusão nos ligamentos do joelho aconteceu em uma disputa de bola com o goleiro Garcia do Flamengo. O atacante correu o risco de ficar inutilizado para o futebol, fantasma que foi afastado depois de uma bem-sucedida cirurgia com a equipe do Doutor Paes Barreto. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 822 – 7 de janeiro de 1954.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Fluminense, revista Esporte Ilustrado (por Alberto Ferreira, Armando Nóbrega, Benjamin Wright, Jorge Miranda, Levy Kleiman e Luís Mendes), revista Grandes Clubes Brasileiros, revista O Cruzeiro, revista O Globo Sportivo, Jornal dos Sports, Jornal O Globo, campeoesdofutebol.com.br, fluminense.com.br, site do Milton Neves (por Gustavo Grohmann), Livro: Fluminense Campeão do Mundo 1952 – Eduardo Coelho – Editora Maquinária, albumefigurinhas.no.comunidades.net.