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Enquanto jogou pela Associação Portuguesa de Desportos, Calegari participou de grandes momentos da história do clube na década de 1970.

Calegari esteve em campo no jogo inaugural do Estádio do Canindé disputado em 9 de janeiro de 1972, quando os donos da nova casa foram derrotados pelo Sport Lisboa e Benfica pelo placar de 3×1.

A nova praça esportiva da cidade foi batizada como “Estádio Independência”, uma obra que coroou toda uma geração de grandes jogadores, principalmente pela conquista da Taça São Paulo e do campeonato paulista, ambos em 1973.

Nascido no dia 21 de abril de 1947, o quarto-zagueiro Antônio Calegari iniciou sua trajetória profissional na década de 1960, nas fileiras do Botafogo Futebol Clube da cidade de Ribeirão Preto (SP).

Também aproveitado na posição de zagueiro, ou mesmo na lateral em algumas oportunidades, Calegari foi subindo de produção ao lado de companheiros mais experientes; como Baldochi, Carlucci e Cubatão.

O Botafogo de Ribeirão Preto em 1969. Partindo da esquerda, Calegari é o terceiro em pé. Crédito: revista do Esporte número 524 – 1969.
No Pacaembu, o São Paulo tenta furar o bloqueio do Botafogo de Ribeirão Preto. O camisa 2 que aparece no centro da foto é Calegari, que bem colocado afasta o perigo da área em outra investida perigosa do tricolor da capital. Crédito: Jornal A Gazeta Esportiva.

Em 1968, o promissor Calegari foi emprestado ao Apucarana Futebol Clube (PR), uma grande passagem marcada pela terceira colocação do “Tricolor da Cidade Alta” no campeonato paranaense de 1968.

De volta ao futebol paulista, o nome de Calegari continuou em evidência no Botafogo de Ribeirão Preto. Abaixo, uma de suas participações no certame paulista de 1969:

11 de junho de 1969 – Campeonato paulista – Segundo turno – Guarani 2×2 Botafogo de Ribeirão Preto – Estádio -Brinco de Ouro da Princesa – Campinas (SP) – Árbitro: José Olímpio Clemente de Oliveira – Gols: Ladeira (2) para o Guarani; Fedato e Paulinho para o Botafogo.

Guarani: Tobias; Miranda, Cidinho, Beto e Cido; Hélio e Milton; Capelloza, Ladeira, Vanderlei e Wagner (Wilson). Técnico: Rubens Minelli. Botafogo: Dimas; Galli, Poli, Calegari e Carlucci; Luís Américo e Márcio; Paulinho (Jairzinho), Léo, Paulo Leão e Fedato. Técnico: Dorival Geraldo dos Santos.

No segundo semestre de 1971, Calegari firmou compromisso com a Portuguesa de Desportos. Foi uma boa proposta, mesmo com os recursos financeiros do clube quase que totalmente dedicados na conclusão do novo estádio!

Pelo campeonato brasileiro de 1972, o Corinthians derrotou a Portuguesa de Desportos por 3×2 no Pacaembu. Na imagem, o goleiro Miguel divide com Sicupira, enquanto Calegari e Isidoro acompanham o desfecho da jogada! Crédito: revista Placar número 134 – 6 de outubro 1972.
Formação da Portuguesa de Desportos em 1972 no Pacaembu. Em pé: Marinho, Fogueira, Lorico, Calegari, Orlando e Deodoro. Agachados: Ratinho, Samarone, Luisinho, Basílio e Piau. Foto de Lemyr Martins. Crédito: revista Placar.

Bem orientada pelo técnico Otto Glória, a Portuguesa faturou a Taça São Paulo de 1973 e caminhou firme no campeonato paulista, quando chegou bem cotada para decidir o título da temporada contra o Santos no Morumbi.

Naquela tarde fria de 26 de agosto de 1973, ainda no vestiário, Calegari e seus companheiros receberam do técnico Otto Glória uma boa dose de confiança para encarar o todo poderoso Santos comandado por José Macia, o famoso Pepe.

Com um empate sem abertura de contagem, no tempo normal e também na prorrogação, o confronto precisou ser definido nas “temidas” cobranças de penalidades.

Foi então que aconteceu o tão falado equívoco do árbitro Armando Marques, ao declarar o Santos como campeão paulista. O erro crasso na contagem dos pênaltis prejudicou a Portuguesa, que ainda tinha chances matemáticas de empatar a série de penalidades.

Percebendo que poderia tirar muito proveito da situação, o astuto Otto Glória recomendou aos seus jogadores fossem para o vestiário para trocar de roupa imediatamente com o objetivo de deixar o estádio!

Portuguesa e Santos com o Pacaembu lotado! Partindo da esquerda; Calegari, o atacante santista Alcindo e o goleiro Carioca. Foto de Lemyr Martins. Crédito: revista Placar número 176 – 27 de julho de 1973.
Beto do Grêmio e Calegari da Portuguesa, nomes bem cotados para brigar pela camisa do escrete canarinho! Crédito: revista Placar número 183 – 14 de setembro de 1973.

A manobra de Otto Glória evitou que Armando Marques desse prosseguimento nas cobranças de pênaltis, o que colocou os mandatários da Federação em uma verdadeira “saia justa”.

Assim, uma inédita divisão do título foi o caminho encontrado para solucionar o impasse. Calegari participou ainda do vice-campeonato paulista de 1975, quando o São Paulo também faturou o título na cobrança de penalidades.

Jogando pela Portuguesa de Desportos, Calegari também foi campeão Taça Governador do Estado em 1976, um torneio organizado pela Federação Paulista de Futebol.

Negociado em 1978 com os dirigentes do Comercial Futebol Clube da cidade de Ribeirão Preto (SP), Calegari encerrou sua caminhada pelos gramados no findar de 1979.

Depois de deixar o futebol, Calegari trabalhou no segmento de construção civil na cidade de Ribeirão Preto (SP). O registro foi publicado no site Terceiro Tempo (Seção Que Fim Levou) do jornalista Milton Neves.

Portuguesa e São Paulo no Morumbi. No lance, o esforçado Calegari tenta parar o destemido Serginho Chulapa! Crédito: revista Placar – Série Grandes Reportagens.
Com gols marcados por Totonho e Enéas, Santos e Portuguesa ficaram no 1×1 na Vila Belmiro. O jogo foi válido pela primeira rodada da Taça Governador do Estado de 1976. Foto de José Pinto. Crédito: revista Placar número 302 – 23 de janeiro de 1976.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Carlos Maranhão, José Pinto e Lemyr Martins), revista do Esporte, revista Grandes Clubes Brasileiros, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.com, portuguesa.com.br, site do Milton Neves, albumefigurinhas.no.comunidades.net.