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Na página de hoje o meio-campista Ivan Palmeira, que debutou nas fileiras do São Cristóvão (RJ) e posteriormente fez muito sucesso no Palmeiras e no futebol português, sem esquecer de sua passagem pela Ponte Preta de Campinas (SP).

Ivan Palmeira nasceu no dia 28 de agosto de 1931, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Habilidoso, seu futebol foi descoberto quando jogava em equipes amadoras do bairro Brás de Pina, na Zona Norte do Rio.

Em 1949, o jovem Ivan foi encaminhado aos quadros de base do São Cristóvão (RJ), onde também assinou o seu primeiro compromisso como profissional na temporada de 1950.

Sempre contando com o incentivo do pai, Ivan não demorou muito para deixar o juvenil e ser aproveitado no quadro de Aspirantes do esquadrão da Rua Figueira de Melo.

Meia-esquerda de origem, Ivan Palmeira cresceu rapidamente e foi utilizado no elenco principal durante o festivo “Torneio Início” do campeonato carioca de 1951.

O time do São Cristóvão na temporada de 1952. Em pé: Índio, Laerte, Luíz Borracha, Aloísio, Nei e Bulau. Agachados: Motorzinho, Humberto Tozzi, Cabo Frio, Ivan e Carlinhos. Crédito: revista Esporte Ilustrado.
Ivan brilhou nas fileiras do São Cristóvão (RJ) antes de firmar com o Palmeiras em 1954. Crédito: revista Manchete Esportiva número 51.

Considerado pela exigente imprensa esportiva como uma grande revelação do São Cristóvão (RJ), Ivan Palmeira já era motivo de muita “dor de cabeça” para seus adversários, principalmente nos confrontos contra os considerados times grandes.  

Abaixo, uma das participações de Ivan Palmeira no certame carioca de 1951, quando o valente São Cristóvão parou o entrosado quadro do Fluminense nas Laranjeiras:

9 de dezembro de 1951 – Campeonato carioca – Segundo turno – Fluminense 0x0 São Cristóvão – Estádio das Laranjeiras (RJ) – Árbitro: Erick Westmann.

Fluminense: Castilho; Píndaro e Pinheiro; Vitor, Édson e Lafaiete; Telê Santana, Didi, Carlyle, Orlando e Quincas. São Cristóvão:
Luíz Borracha; Valdir e Torbis; Nei, Geraldo e Jordan; Geraldinho, Nonô, Cunha, Ivan e Carlinhos.

Pretendido por algumas equipes do eixo Rio-São Paulo, o fim do ciclo no São Cristóvão era apenas uma questão de tempo e da boa vontade dos dirigentes, que tentavam sobrevalorizar o passe do jogador.

Na capital paulista, Ivan logo foi seduzido por um bom prato de macarronada, o que representava muito trabalho para ficar em forma! Crédito: reprodução revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 23 – Setembro de 1954.
Álbum de figurinhas Centro Goal – José Innocente. Cromo de Ivan na página do Palmeiras. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Contudo, uma proposta gorda da Sociedade Esportiva Palmeiras foi o suficiente para tirar Ivan do Rio de Janeiro. O meia foi apresentado no Parque Antártica no segundo semestre de 1954.

Nos primeiros tempos como jogador do Palmeiras, Ivan não foi aproveitado com muita frequência, já que o astro Jair Rosa Pinto ainda era o dono absoluto da posição.

O meio-campista permaneceu firme no Parque Antártica entre 1954 e 1960. Sua maior conquista foi participar do elenco que conquistou o campeonato paulista de 1959 diante do poderoso Santos de Pelé.

De acordo com o site “palmeiras.com.br”, Ivan Palmeira disputou ao todo 284 partidas pelo alviverde, o que coloca seu nome no 37º lugar entre os 100 jogadores com mais jogos pelo clube.

E nessa lista de jogos, Ivan participou de uma das partidas mais emocionantes da história do futebol paulista, quando Palmeiras e Santos provocaram uma tempestade de arrepios nos torcedores.

Ivan jogou pelo São Cristóvão (RJ) de 1949 até 1954, quando foi negociado com o Palmeiras. Permaneceu no Parque Antártica entre 1954 e 1960 e depois fez sucesso no futebol português e na Ponte Preta (SP). Crédito: Jornal Mundo Esportivo  (Edições de número 720 e 750 de 1955).
O Palmeiras em mais uma jornada no Pacaembu. Em pé: Belmiro, Valdemar Carabina, Fábio Crippa, Valdir, Dema e Waldemar Fiume. Agachados: Renatinho, Hélio, Fernando, Ivan e Bernardi. Crédito: Anuário da revista Esporte Ilustrado.

Naquela movimentada noite no Pacaembu, Palmeiras e Santos confirmaram com brilho o nome de “Clássico da Saudade”. Abaixo, os registros da memorável partida com treze gols marcados:

6 de março de 1958 – Torneio Rio-São Paulo – Santos 7×6 Palmeiras – Estádio do Pacaembu – São Paulo (SP) – Árbitro: João Etzel Filho – Gols: Mazzola (2), Nardo, Paulinho e Urias (2) marcaram para o Palmeiras; Dorval, Pagão (2), Pelé (1) e Pepe (3) para o Santos.

Santos: Manga; Hélvio (Urubatão) e Dalmo; Ramiro, Fiotti e Zito; Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão (Afonsinho), Pelé e Pepe. Técnico: Lula. Palmeiras: Edgard (Vitor), Valdemar Carabina e Édson; Formiga (Maurinho), Waldemar Fiume e Dema; Paulinho, Nardo (Caraballo), Mazzola, Ivan e Urias. Técnico: Oswaldo Brandão.

Encerrado o seu vínculo com o Palmeiras, Ivan Palmeira passou muito bem pelo futebol português. Defendeu o Futebol Clube do Porto (1960/1962) e depois a Associação Desportiva Sanjoanense (1962/1964).

Ivan também jogou pela Associação Atlética Ponte Preta de Campinas. (*) Não foram encontrados registros devidamente confirmados sobre outras atividades de Ivan Palmeira fora do competitivo mundo da bola!

Um genuíno carioca no falar e no vestir, Ivan disputou boas temporadas pelo alviverde paulista. Crédito: Jornal O Esporte – 3 de maio de 1956.
Ney Blanco e Ivan no gramado do Pacaembu. Crédito: Jornal Mundo Esportivo número 796 – Sexta Feira, 7 de setembro de 1956.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista Esporte Ilustrado, revista Manchete Esportiva, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal dos Sports, Jornal Mundo Esportivo (por Antônio Guzman e Hélio Ghilardi Curti), Jornal O Esporte, acervo.oglobo.globo.com, campeoesdofutebol.com.br, gazetaesportiva.com, palmeiras.com.br, saocristovaooficial.com.br, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti, albumefigurinhas.no.comunidades.net.