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Suingue faz lembrar de um estilo de jazz surgido nos anos trinta, que na maioria das vezes era apresentado por conjuntos em salões lotados de seguidores desse ritmo intenso.

Também faz lembrar dos “golaços” que o craque da cidade de Rancharia marcava quando jogou pelo Corinthians no começo dos anos setenta. O volante tinha como uma de suas principais características o forte arremate de fora da área.

Filho de José Antônio Pedro e de Palmeira Lopes Pedro, Álvaro Aparecido Pedro, o sempre lembrado Suingue, nasceu na cidade de Rancharia (SP), no dia 13 de março de 1946.

Suingue iniciou profissionalmente na Prudentina no final do ano de 1962, quando assinou seu primeiro compromisso. Jogador habilidoso, desfilava sua classe pelo antigo estádio Félix Ribeiro Marcondes.

Crédito: revista do Esporte.

Crédito: revista do Esporte.

Time da Prudentina em 1964. Em pé: Reinaldo, Suingue, Vicente, Tomaz, Carlão e Glauco. Agachados: Valdir Alcântara, Mazinho, Cláudio Garcia, Norberto Lopes e Bececê. Crédito: gruponoticia.com.br.

Time da Prudentina em 1964. Em pé: Reinaldo, Suingue, Vicente, Tomaz, Carlão e Glauco. Agachados: Valdir Alcântara, Mazinho, Cláudio Garcia, Norberto Lopes e Bececê. Crédito: gruponoticia.com.br.

Época de ouro do futebol dessa importante e simpática agremiação, que lamentavelmente, nunca mais voltou aos seus dias de glória e desapareceu do cenário esportivo paulista.

Marcação forte e excelente distribuição de bola, fizeram de Suingue um volante que também era utilizado como meia armador, despertando o interesse dos dirigentes da Sociedade Esportiva Palmeiras em 1966.

Suingue ainda teve tempo de compor o elenco esmeraldino que faturou o campeonato paulista de 1966. Com sua estrela em alta, também foi campeão da Taça Brasil de 1967.

E tinha tanta estrela que sobreviveu ao grave acidente automobilístico acontecido em maio de 1966, que acabou vitimando o lateral direito Luiz Carlos Cunha.

Suingue e Rivellino com o macacão da Seleção Brasileira. Crédito: site do Milton Neves.

Suingue e Rivellino com o macacão da Seleção Brasileira. Crédito: site do Milton Neves.

Suingue e o goleiro Raul Marcel. Crédito: revista do Esporte número 376 - 1966.

Suingue e o goleiro Raul Marcel. Crédito: revista do Esporte número 376 – 1966.

Com cicatrizes no corpo e na alma pela perda do amigo, além do desgosto posterior causado pelo rebaixamento da Prudentina, Suingue voltou recuperado e seguiu sua carreira dentro do Parque Antártica.

Como o Palmeiras tinha sua dupla consagrada, Dudu e Ademir da Guia, Suingue começou sua rotina de “Curinga’, ora na ponta esquerda, ora na ponta direita, pelo meio ou até como atacante.

Nesse período, seu nome foi lembrado na Seleção Brasileira, o que, sem dúvida impulsionou sua carreira, mas não mudou sua vida dentro do Palmeiras.

Sem perspectivas de conseguir um lugar que fosse somente seu, Suingue não pensou duas vezes quando seu nome foi envolvido em uma negociação junto ao Fluminense Football Club em 1967.

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 295 - Fevereiro de 1966.

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 295 – Fevereiro de 1966.

Figurinha de Suingue no Fluminense. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Figurinha de Suingue no Fluminense. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Suingue embarcou junto com o ponta esquerda Rinaldo para o Rio de Janeiro, enquanto o também ponta esquerda Lula chegava para jogar no Palmeiras.

Não ficou muito tempo nas Laranjeiras e foi então que surgiu o interesse do Corinthians em 1969. No Parque São Jorge, Suingue teve que dividir seu espaço com Dirceu Alves, já que Rivellino era intocável.

E foi no Corinthians que Suingue viveu seus melhores e piores dias. Em alguns jogos era idolatrado pela fiel torcida, enquanto que em outras jornadas era quase apedrejado junto com o restante da equipe.

A estrela, tão presente do começo da carreira, não brilhava mais como antes e o banco de reservas incomodava. Mesmo assim, ainda integrou o selecionado paulista em algumas oportunidades.

Crédito: revista do Esporte número 491- Agosto de 1968.

Crédito: revista do Esporte número 491- Agosto de 1968.

Pelo Corinthians, Suingue jogou no período compreendido entre 1969 e 1973, atuando em 137 partidas com 53 vitórias, 50 empates, 34 derrotas e 22 gols anotados. Os dados foram publicados pelo Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

No final de 1971, cansado de ser sempre uma boa opção no banco de reservas e com ofertas interessantes de outras equipes, Suingue queria mesmo era deixar o Corinthians.

Em pouco tempo, chegaram propostas do Botafogo, Flamengo, América (R.J), Santos e do Coritiba, além do interesse do Universitário de Lima representado pelo empresário Juan Figer, que ofereceu 100.000 dólares à vista pelo passe de Suingue.

Sempre com medo de se arrepender, os diretores mosqueteiros endureciam qualquer transação envolvendo o nome de Suingue.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Suingue em disputa de bola com o Rei Pelé. Crédito: revista Placar - 6 de novembro de 1970.

Suingue em disputa de bola com o Rei Pelé. Crédito: revista Placar – 6 de novembro de 1970.

Até que, em 1972, prevaleceu o bom senso quando o Vasco da Gama enviou uma oferta bastante compensadora para todos os envolvidos.

O Corinthians topou o empréstimo e novamente o craque voltou ao Rio de Janeiro. Ao lado de Buglê, Luis Carlos, Silva e Marco Antônio, Suingue realizou boas partidas no time da Colina.

No ano de 1973 Suingue retornou ao Corinthians e em seguida foi negociado em definitivo com o Clube do Remo.

Em fase final de carreira, jogou ainda pelo Atlas do México em 1974, Desportiva (ES) em 1975, Vitória (ES) em 1977, Caxias (ES) também em 1977, onde encerrou sua carreira profissional.

Crédito: revista Placar - 22 de janeiro de 1971.

Crédito: revista Placar – 22 de janeiro de 1971.

Clássico no Morumbi. Partindo da esquerda vemos Pedro Rocha, Suingue ao fundo, Teodoro e Rivellino. Crédito: revista Placar.

Clássico no Morumbi. Partindo da esquerda vemos Pedro Rocha, Suingue ao fundo, Teodoro e Rivellino. Crédito: revista Placar.

Continuou ligado ao futebol quando tornou-se árbitro no Espírito Santo. Posteriormente, também trabalhou como treinador.

Abaixo, mensagem enviada pelo filho de Suingue, Roberto Pedro, sobre o falecimento do craque Suingue. Lamento profundamente e ofereço meus sinceros sentimentos aos amigos e familiares.

–  Olá Rogério. Hoje infelizmente não venho trazer boas notícias. Meu pai passou por uma cirurgia cardíaca na última quinta e infelizmente na noite de ontem veio a falecer. 

Agradeço mais uma vez pela homenagem deixada em seu blog. Foi motivo de orgulho para ele. Em 16 de dezembro de 2013. 10:21 – Roberto Pedro.

Crédito: revista Placar.

Crédito: revista Placar.

Suingue atuando pelo Vasco da Gama. Crédito: site do Milton Neves.

Suingue atuando pelo Vasco da Gama. Crédito: site do Milton Neves.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por José Campos), revista do Esporte, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista Grandes Clubes Brasileiros, gazetaesportiva.net, site do Milton Neves, gruponoticia.com.br, conmebol.com, albumefigurinhas.no.comunidades.net, Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte, campeoesdofutebol.com.br.

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