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Foi uma rica experiência. Enquanto viveu do futebol, Lanzoninho sempre foi um profissional intenso e dedicado.

Além de vivência dentro dos gramados, Lanzoninho foi um treinador de muito sucesso, principalmente nas inúmeras oportunidades em que comandou o Coritiba.

Mesmo com os alicerces de sua carreira erguidos no futebol paranaense, Lanzoninho fez muito sucesso no cenário paulista, sendo um dos poucos jogadores que ao longo da história defendeu os três times do chamado “Trio de Ferro”.

João Lanzone Neto, mais conhecido nos meios esportivos como Lanzoninho, nasceu na cidade de Curitiba (PR), em 22 de agosto de 1930.

Crédito: revista Placar - 21 de outubro de 1977.

Crédito: revista Placar – 21 de outubro de 1977.

Lanzoninho no São Paulo. Crédito: Jornal Mundo Esportivo número 738 – Quinta Feira, 21 de abril de 1955.

Começou sua trajetória como jogador na segunda metade dos anos quarenta, jogando pelo Água Verde (PR). No final do ano de 1948 chegou aos Aspirantes do Coritiba Foot Ball Club.

A calvície, evidenciada desde sua tenra juventude, sempre foi um sinal de maturidade com o couro nos pés.

Irmão dos jogadores Neno e Lanzoni, o rápido ponteiro direito Lanzoninho, que também atuava pela meia cancha, fez sua primeira partida pelo “Coxa” na disputa da Taça Cidade de Curitiba, em fevereiro de 1949.

Sua despedida do Coritiba aconteceu em 21 de janeiro de 1951, no empate em 2×2 com o Ferroviário, partida válida pela última rodada do campeonato paranaense de 1950.

Crédito: revista A Gazeta Esportiva Ilustrada número 68 – Julho de 1956.

Em março de 1951 seu passe foi negociado com a Associação Atlética Ponte Preta. Permaneceu na cidade de Campinas até 1953, quando acertou suas bases financeiras com o São Paulo Futebol Clube.

E foi no time do Morumbi que Lanzoninho viveu o seu período mais produtivo.

Na temporada de 1954 foi cedido por empréstimo ao Esporte Clube Noroeste de Bauru, onde jogou ao lado do grande ponteiro Colombo (ex-Corinthians).

Passou também pela Portuguesa Santista antes de retornar ao tricolor na temporada de 1955. Jogou pelo São Paulo até o ano de 1957, ano em que foi fazer história na forte formação do Santa Cruz que faturou o caneco estadual da temporada.

Crédito: revista Manchete Esportiva número 163.

Lanzoninho no Juventus. Crédito: site do Milton Neves.

Lanzoninho no Juventus. Crédito: site do Milton Neves.

Esteve no futebol pernambucano até voltar ao mesmo Coritiba, tempo suficiente para acertar suas bases para mais uma passagem pelo São Paulo.

Os números de Lanzoninho em suas passagens pelo São Paulo apontam 144 participações com 52 gols marcados.

Seu próximo clube foi o Clube Atlético Juventus em 1959.

No time de jaqueta avinhada da Rua Javari, Lanzoninho participou da famosa partida contra o Santos em 2 de agosto de 1959, quando Pelé anotou o tento mais bonito de sua carreira.

Crédito: revista do Esporte número 791.

Crédito: revista do Esporte número 791.

Crédito: revista do Esporte número 791.

Crédito: revista do Esporte número 791.

Apesar da beleza do lance, as imagens da jogada se perderam no tempo. Com base em depoimentos dos jogadores que participaram da partida, o lance foi reproduzido em computação gráfica e faz parte do documentário “Pelé Eterno”.

Abaixo, os dados do histórico confronto que deu origem ao documentário:

2 de agosto de 1959 – Santos 4×0 Juventus – Campeonato Paulista – Estádio Conde Rodolfo Crespi – Rua Javari – São Paulo (SP) – Árbitro: Sebastião Mairinques – Gols: Pelé 23′, 53′ e 87′ e Dorval aos 72′.

Santos: Manga; Pavão e Mourão; Formiga, Ramiro e Zito; Dorval, Jair Rosa Pinto, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula. Juventus: Mão de Onça; Julinho e Homero; Lima, Clóvis e Pando; Lanzoninho, Zeola, Buzzone, Cassio e Rodrigues.

Crédito: revista do Esporte.

Crédito: revista do Esporte.

Em pé: Oreco, Ari Clemente, Olavo, Egídio, Cabeção e Roberto Belangero. Agachados: Lanzoninho, Luizinho, Joaquinzinho, Rafael e Guimarães. Crédito: site do Milton Neves.

Em pé: Oreco, Ari Clemente, Olavo, Egídio, Cabeção e Roberto Belangero. Agachados: Lanzoninho, Luizinho, Joaquinzinho, Rafael e Guimarães. Crédito: site do Milton Neves.

Depois de passar pela Rua Javari, o já experiente Lanzoninho foi contratado pelo Sport Club Corinthians Paulista em 1960. Perguntado pelo repórter da revista do Esporte se pretendia encerrar sua carreira no Parque São Jorge, Lanzoninho respondeu:

– Que nada, estou em ótima forma. Se um dia o Corinthians não me quiser mais vou continuar em outro clube por mais alguns anos.

Pelo Corinthians, foram 54 partidas disputadas e 17 gols marcados. Depois, Lanzoninho defendeu ainda o Independiente (ARG), o Palmeiras em 1962 (9 jogos e 2 gols), Sport Club do Recife, Sport Boys (PER), Britânia (PR), Tupy (SC) e o Millionários (COL).

Em seguida, iniciou seu ciclo como treinador. Após trabalhar nas categorias amadoras do Coritiba, assumiu o time principal e conquistou muitos títulos ao longo dos anos.

Crédito: revista Placar -18 de janeiro de 1974.

Crédito: revista Placar -18 de janeiro de 1974.

Tim sai na bronca com os cartolas do Coritiba e deseja boa sorte para Lanzoninho. Crédito: revista Placar - 18 de janeiro de 1974.

Tim sai na bronca com os cartolas do Coritiba e deseja boa sorte para Lanzoninho. Crédito: revista Placar – 18 de janeiro de 1974.

Além do Coritiba, Lanzoninho comandou o Vitória (BA), Ferroviário (CE), Atlético Paranaense, Santa Cruz (PE), Goiânia (GO) e o Esporte Clube XV de Novembro de Jaú (SP).

Mas foi no comando do Coritiba que Lanzoninho obteve seu melhor desempenho como treinador. Várias vezes campeão paranaense, foi o nono treinador que mais vezes comandou o “Coxa Branca”.

Nos últimos anos de vida, Lanzoninho se afastou do futebol e fixou residência em Matinhos (PR), cidade praiana localizada no Paraná.

Lanzoninho faleceu no dia 13 de setembro de 2014, em Matinhos, vitimado por um acidente vascular cerebral.

Crédito: revista Placar - 18 de janeiro de 1974.

Crédito: revista Placar – 18 de janeiro de 1974.

Lanzoninho quando treinou o Santa Cruz. Crédito: revista Placar -18 de outubro de 1974.

Lanzoninho quando treinou o Santa Cruz. Crédito: revista Placar -18 de outubro de 1974.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto:  revista Placar (por Hélio Teixeira, Lenivaldo Aragão e Milton Ivan), revista do Esporte, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista Manchete Esportiva, revista do Corinthians, scratchcorinthiano.blogspot.com.br, Jornal Mundo Esportivo, gazetadopovo.com.br, campeoesdofutebol.com.br, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti), historiadordofutebol.com.br, coritiba.com.br.

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