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Conforme publicado pela revista Placar de 13 de agosto de 1976, Zequinha era conhecido pelos companheiros de Palmeiras como “Sapo Cururu”. 

Ao lado de Chinesinho ou Ademir da Guia, o volante pernambucano primava tanto pela habilidade como pelo poder de marcação. Sua grande visão de jogo era o toque de segurança nas manobras de meia-cancha da primeira Academia alviverde

José Ferreira Franco, o famoso Zequinha, nasceu na cidade de Recife (PE), em 18 de novembro de 1934. 

Menino pobre, o jovem Zequinha jogava nos campinhos do bairro Santo Amaro até ser recomendado ao quadro de Aspirantes do Auto Esporte Clube, agremiação extinta no final dos anos 50.

Em 1954 foi encaminhado para os quadros amadores do Santa Cruz pelo ex-companheiro de peladas Valdomiro Silva, que na época trabalhava como olheiro e treinador.

Zequinha viveu sua melhor fase no Palmeiras. Crédito: reprodução revista A Gazeta Esportiva Ilustrada.

O Santa Cruz que faturou o caneco pernambucano de 1957. Em pé: Sidnei, Diogo, Aníbal, Aldemar, Edinho e Zequinha (em destaque). Agachados: Lanzoninho, Rudmar, Mituca, Faustino e Jorginho. Crédito: revista Placar.

Aprovado nas seletivas do Santa Cruz, Zequinha não demorou para ser utilizado nos Aspirantes, onde não permaneceu por muito tempo. Em 1955 o técnico Oto Vieira solicitou ao colega Valdomiro para apontar um jogador em condições de treinar no time principal.

Sem pensar muito, o experiente Valdomiro prontamente indicou Zequinha, que treinou muito bem e causou ótima impressão.

Com um ganho mensal garantido, Zequinha tinha agora tranquilidade de sobra para pensar apenas em crescer no futebol.

E seu futebol cresceu mesmo! Presença garantida no selecionado pernambucano, Zequinha ainda mantinha sua condição de amador, amarrado ao Santa Cruz com o “contrato de gaveta”.

Adaptado e totalmente identificado com o clube, Zequinha foi um elemento determinante na épica campanha do super-campeonato pernambucano de 1957.

Crédito: revista do Esporte número 63 – 21 de maio de 1960.

Crédito: revista do Esporte número 132 – 1961.

Sem conquistar o título estadual desde 1947, o Santa Cruz finalmente faturou o caneco em uma disputa direta com Náutico e Sport Recife.

Antes da partida decisiva contra o Sport Recife, em março de 1958, Zequinha foi sondado pela CBD sobre uma possível convocação para os treinos de preparação da Copa do Mundo da Suécia.

Embora orgulhoso pela lembrança de seu nome no escrete, Zequinha agradeceu mas anunciou sua principal prioridade ao Diário de Pernambuco: “Francamente, só quero pensar no assunto após o término do atual campeonato pernambucano”.

Ainda em 1958, com o forte interesse do Fluminense e do Palmeiras, Zequinha aguardou ansioso até ser informado que seu destino era mesmo o time do Parque Antártica.

Conforme divulgado pela revista do Esporte de 21 de maio de 1960, o clube paulista desembolsou 1 milhão de cruzeiros para contar com seu futebol.

Crédito: revista Manchete.

Em 9 de maio de 1963, Brasil e Inglaterra empataram por 1×1 em Wembley. Em pé: Lima, Zequinha, Roberto Dias, Rildo, Eduardo e Gylmar. Agachados: Massagista Mário Américo, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Amarildo, Pepe e membro da Comissão Técnica. Crédito: revista Manchete.

No Parque Antártica, o pernambucano baixinho logo conquistou os torcedores por sua entrega e total dedicação em campo.

Campeão paulista 1959 e campeão da Taça Brasil 1960, Zequinha novamente foi lembrado para defender o escrete na Copa do Mundo de 1962.

Abaixo, uma das participações de Zequinha na campanha da Taça Brasil de 1960:

16 de novembro de 1960 – Taça Brasil – Fluminense 0x1 Palmeiras – Estádio do Maracanã Árbitro: Romualdo Arppi Filho – Gol: Humberto aos 89‘ do segundo tempo.

Fluminense: Castilho; Jair Marinho, Pinheiro e Altair; Edmilson e Clóvis; Maurinho, Paulinho, Jaburu (Jair Francisco), Telê Santana e Escurinho. Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Carabina, Aldemar e Jorge; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Humberto, Nardo e Cruz.

Crédito: revista do Esporte número 271 – Maio de 1964.

Como suplente imediato de Zito, o médio-volante do Palmeiras voltou dos gramados do Chile consagrado com o bicampeonato mundial. Em grande fase, Zequinha continuou vestindo a camisa amarelinha.

Em 1963 participou da excursão da Seleção Brasileira na Europa e Oriente Médio. No entanto, o saldo dessa jornada deixou o prestígio canarinho bastante arranhado. Foram 9 partidas com 4 vitórias, 1 empate e 4 derrotas.

Com um futebol abaixo do esperado, o time do técnico Aymoré Moreira sofreu duas goleadas contundentes diante da Bélgica e da Itália. O ponto positivo ficou para a boa vitória por 2×1 sobre os alemães em Hamburgo.

Pela Seleção Brasileira Zequinha jogou 17 partidas com 14 vitórias, 1 empate, 2 derrotas e 2 gols marcados. Os números fazem parte do livro “Seleção Brasileira 90 anos”, dos autores Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Zequinha também esteve em campo quando o Palmeiras representou o Brasil nas festividades de inauguração do Mineirão em 1965. Os comandados do treinador Filpo Nuñez venceram o Uruguai por 3×0.

Zequinha e Rinaldo. Crédito: revista do Esporte número 296 – 7 de novembro de 1964.

Se na Seleção Brasileira o momento era de certa instabilidade, no cenário doméstico os títulos continuaram: Campeão paulista 1963 e 1966, Torneio Rio–São Paulo 1965, Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ambos em 1967.

Pelo Palmeiras Zequinha disputou 417 jogos com 247 vitórias, 83 empates, 87 derrotas e 40 gols marcados. Os registros foram publicados pelo Almanaque do Palmeiras, dos autores Celso Dario Unzelte e Mário Venditti.

Depois da chegada de Olegário Tolói de Oliveira, o Dudu, Zequinha continuou no Palmeiras até o segundo semestre de 1968, quando seu passe foi negociado ao Clube Atlético Paranaense.

Posteriormente voltou para Pernambuco ao assinar com o Clube Náutico Capibaribe em 1970, seu último clube.

Depois do futebol, Zequinha investiu seu capital em propriedades e também em uma casa lotérica. José Ferreira Franco faleceu na cidade de Olinda (PE), em 26 de julho de 2009.

Zequinha e Djalma Santos. Crédito: revista do Esporte número 454 – 18 de novembro de 1967.

Crédito: revista Placar – 3 de agosto de 1979.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Dagomir Marquezi, Lenivaldo Aragão e Maurício Cardoso), revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte, revista Esporte Ilustrado, revista Manchete, Jornal A Gazeta Esportiva, Jornal Diário da Noite, abril.com.br, cacellain.com.br, campeoesdofutebol.com.br, museudosesportes.blogspot.com, palmeiras.com.br, site do Milton Neves, Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Venditti, Livro Seleção Brasileira 90 anos – Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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