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Aquele menino não saia de perto do velho rádio da família quando o seu Fluminense jogava.

Ficava lá, antes e durante os noventa minutos de jogo, alegre ou mesmo preocupado, esquecendo do tempo e até dos seus afazeres escolares.

Os momentos mágicos das narrações esportivas, em meio aos alaridos das arquibancadas do estádio do Maracanã, o faziam sonhar acordado!

Mas, mesmo que sonhasse alto demais, jamais imaginaria que teria uma real oportunidade para jogar ao lado de Castilho, Altair, Pinheiro e outras figuras lendárias daquele time. 

Crédito: revista do Esporte número 194 - Novembro de 1962.

Crédito: revista do Esporte número 194 – Novembro de 1962.

Evaldo Cruz nasceu na cidade de Campos (RJ), no dia 12 de janeiro de 1945. Na metade da década de cinquenta iniciou sua jornada defendendo o infantil do Americano Futebol Clube.

Com 1;65 de altura e 65 quilos, o rápido e habilidoso atacante realizou seu sonho de jogar pelo Fluminense, antes mesmo de ser aproveitado no juvenil do Americano.

Evaldo chegou ao gramado das Laranjeiras no final de 1961 e novamente o destino se encarregou de abreviar os caminhos que o levariam ao time principal.

Crédito: revista do Esporte número 295 - 31 de Outubro de 1964.

Crédito: revista do Esporte número 295 – 31 de Outubro de 1964.

Apesar de assinar seu primeiro contrato como profissional em 1965, desde 1962 já era aproveitado entre os titulares, quando fez sua estréia em uma partida contra o América.

Vice campeão carioca de 1963, conquistou o título no ano seguinte, numa final disputada contra o forte quadro do Bangu. 

Naquela oportunidade, Evaldo ainda não estava totalmente recuperado de uma contusão no joelho, que o afastou de diversas partidas durante aquela competição.

Crédito: cruzeiro.com.br.

Crédito: cruzeiro.com.br.

Cruzeiro em 1968. Em pé: Zé Carlos, Neco, Darci, Pedro Paulo, Procópio e Raul. Agachado : Natal, Evaldo, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues.

Cruzeiro em 1968. Em pé: Zé Carlos, Neco, Darci, Pedro Paulo, Procópio e Raul. Agachados: Natal, Evaldo, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues.

Em 1966, no momento da renovação de seu contrato, Evaldo foi surpreendido com uma oferta que oferecia exatamente os mesmos valores e condições do contrato em vigência. Naquele instante, o presidente tricolor foi curto e frio ao dizer:

– É pegar ou largar!

E Evaldo largou mesmo.

Naquele espaço de tempo, enquanto ainda removia aquela verdadeira falta de consideração por tanta dedicação, recebeu uma proposta do Cruzeiro Esporte Clube, fazendo suas malas imediatamente e seguindo seu rumo até Belo Horizonte.

Crédito: revista do Esporte número 426 - Maio de 1967.

Crédito: revista do Esporte número 426 – Maio de 1967.

Em seus primeiros dias no Cruzeiro, o ainda tímido Evaldo foi recebido pelo técnico Aírton Moreira, irmão de Zezé e Aymoré Moreira.

Aproveitado inicialmente pela meia direita, Evaldo foi aos poucos ganhando sua condição de titular e dono absoluto da camisa 9.

Tetracampeão mineiro nas edições de 1966 até 1969, Evaldo participou da memorável conquista da Taça Brasil de 1966, com duas vitórias inesquecíveis contra o quase imbatível Santos.

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Ao lado de Natal, Tostão, Dirceu Lopes e Hilton Oliveira, Evaldo formou uma das linhas ofensivas mais famosas do time estrelado ao longo de sua história.

No ano de 1967, participou da excelente campanha na Taça Libertadores da América, quando foi o artilheiro da equipe com seis tentos anotados.

Na tarde de 3 de outubro de 1971, no estádio do Mineirão, o Santos novamente cruzou os caminhos do atacante.

Em uma dividida com o goleiro Cejas, Evaldo levou a pior e fraturou sua perna direita em cinco lugares.

2 de junho de 1968. Vitória do Cruzeiro por 2x1 sobre o Atlético. Na foto, o ponta Rodrigues e o centroavante Evaldo comemoram o gol cruzeirense, enquanto o lateral alvinegro, Cincunegui, observa a bola dentro do gol. Crédito: almanaquedocruzeiro.blogspot.com.br.

2 de junho de 1968. Vitória do Cruzeiro por 2×1 sobre o Atlético. Na foto, o ponta Rodrigues e o centroavante Evaldo comemoram o gol cruzeirense, enquanto o lateral alvinegro, Cincunegui, observa a bola dentro do gol. Crédito: almanaquedocruzeiro.blogspot.com.br.

Botafogo 2x2 Cruzeiro no dia 30 de novembro de 1969 pelo Roberto Gomes Pedrosa. Evaldo sobe mais que Chiquinho Pastor e cabeceia fora do alcance do goleiro Cao. Moreira vem chegando mas não tem o que fazer. Crédito:duelosdecraques.blogspot.com.br.

Botafogo 2×2 Cruzeiro no dia 30 de novembro de 1969 pelo Roberto Gomes Pedrosa. Evaldo sobe mais que Chiquinho Pastor e cabeceia fora do alcance do goleiro Cao. Moreira vem chegando mas não tem o que fazer. Crédito:duelosdecraques.blogspot.com.br.

Apesar do esforço do Dr. Neylor Lasmar e de sua equipe, Evaldo ficou 15 meses em recuperação, retornando aos gramados somente no ano de 1972.

Algum tempo depois, atuou pelo Marília (SP) e pelo ESAB, antes de retornar ao Cruzeiro. Logo em seguida, encerrou sua carreira no futebol venezuelano no ano de 1977.

Depois, trabalhou como treinador e posteriormente dedicou-se ao comércio de escapamentos para automóveis. Voltou ao futebol ocupando-se da descoberta de novos talentos.

O trágico momento da fratura de Evaldo. Crédito: revista Placar - 29 de outubro de 1971.

O trágico momento da fratura de Evaldo. Crédito: revista Placar – 29 de outubro de 1971.

Crédito: revista Placar - 29 de outubro de 1971.

Crédito: revista Placar – 29 de outubro de 1971.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista Grandes Clubes Brasileiros, revista do Esporte, cruzeiro.com.br, site do Milton Neves, campeoesdofutebol.com.br, esporte.uol.com.br, mg.superesportes.com.br, ftt-futeboldetodosostempos.com, albumefigurinhas.no.comunidades.net, bjd.com.br, duelosdecraques.blogspot.com.br, almanaquedocruzeiro.blogspot.com.br.

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