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Apesar do interesse declarado de muitos clubes ao longo da carreira, enquanto jogou profissionalmente Altair só vestiu a camisa do Fluminense, clube que o recebeu em 1953, quando contava com 15 anos de idade.

Natural de Niterói (RJ), Altair Gomes de Figueiredo nasceu no dia 21 de janeiro de 1938.

Torcedor do Fluminense desde os tempos de criança, Altair jogava como quarto zagueiro nas categorias amadoras do Manufatora Atlético Clube, da própria cidade de Niterói.

Para vencer no futebol, o jovem Altair passou por poucas e boas. O convite para treinar nas Laranjeiras apareceu na época em que era estudante do SENAI. Os pais não aprovavam o futebol e dessa forma, Altair foi escondido participar das peneiras do clube.

Crédito: revista Esporte Ilustrado número 953 – 15 de novembro de 1956.

Paulinho de Almeida e Altair durante treinamento da seleção carioca no gramado de São Januário. Crédito: topicos.estadao.com.br.

Ainda menor de idade, o documento de autorização foi feito pela irmã, que procurou imitar a assinatura do pai. Com os papéis em mãos, Altair foi ao cartório e conseguiu o reconhecimento de firma.

Para poder se concentrar, Altair pedia para um colega de escola confirmar que ele passaria o final de semana na casa da família desse colega, já que o regime de concentração era quase sempre iniciado aos sábados.

Desde que pisou pela primeira vez no simpático Estádio das Laranjeiras, Altair trouxe na bagagem um futebol técnico e versátil, além dos apelidos de “Magro” e “Fiapo”, que carregou durante toda sua carreira pelos gramados do mundo.

Sua preferência era continuar jogando como quarto zagueiro, no entanto o destino lhe reservou outra posição.

Foto de Jurandir Costa. Crédito: revista do Esporte número 165 – 5 de maio de 1962.

Altair e Oldair. Crédito: revista do Esporte número 272 – 23 de maio de 1964.

Devido ao grande número de zagueiros existentes na época, Altair foi aconselhado pelo já consagrado Pinheiro para ficar na lateral esquerda. Assim, seria mais fácil conseguir um lugar no time principal.

A sugestão de Pinheiro rendeu bons frutos e Altair, que nunca gostou de usar chuteiras novas, foi transformado em um dos mais habilidosos laterais esquerdos do futebol brasileiro.

Com grandes atuações, Altair enfrentou ponteiros direitos habilidosos, entre eles o sobrenatural e sempre temido Mané Garrincha.

Quarto jogador com mais atuações pelo Fluminense, superado apenas por Castilho, Pinheiro e Telê Santana, Altair era considerado um especialista em dar “carrinhos”, habilidade que desenvolveu com rara facilidade.

Crédito: revista do Esporte número 365 – 6 de março de 1966.

Apesar de franzino, Altair quase sempre levava vantagem sobre os atacantes. Marcador duro e leal, dificilmente perdia uma dividida!

Em razão da regularidade, Altair marcou presença em diversas oportunidades no selecionado carioca, o que favoreceu o seu aproveitamento na Seleção Brasileira em 1959.

Convocado para o mundial de 1962 no Chile, Altair foi campeão mundial como suplente do lendário Nilton Santos.

Também pela Seleção Brasileira Altair foi campeão da Copa Roca em 1963, formando o sistema defensivo ao lado de Gylmar dos Santos Neves, Djalma Santos, Zito e Mauro Ramos de Oliveira.

Convocado para sua segunda Copa do Mundo em 1966, Altair foi o titular nas partidas contra Bulgária e Hungria. Ao todo, foram 22 participações com a camisa canarinho.

Crédito: revista Futebol número 13 – 1966.

Mais velho e experiente, Altair voltou para sua posição de quarto zagueiro, onde também apresentou um bom futebol.

Pelo Fluminense foram 551 partidas disputadas com apenas 2 gols marcados. Conquistou os campeonatos cariocas de 1959, 1964 e 1969, além do Torneio Rio-São Paulo nas edições de 1957 e 1960.

Após encerrar sua carreira de jogador profissional no início de 1970, Altair trabalhou por muitos anos no Fluminense como treinador e também fez parte de várias comissões técnicas.

Atualmente, Altair está sofrendo com o terrível mal de Alzheimer e tem dificuldades para manter o tratamento. Andou perdido e perambulou pela cidade, mas felizmente foi encontrado.

Crédito: revista do Esporte.

Figurinha carimbada de Altair. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Esporte (por Jurandir Costa e Milton Salles), revista Esporte Ilustrado, revista Fatos e Fotos, revista Futebol, revista O Cruzeiro, campeoesdofutebol.com.br, fluminense.com.br, gazetaesportiva.net, globoesporte.globo.com, museudosesportes.blogspot.com, topicos.estadao.com.br, site do Milton Neves, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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